Hemorroidas: sintomas, causas, prevenção e opções de tratamento (com e sem cortes)
Hemorroidas são muito comuns e podem afetar de forma importante o conforto, a rotina e a qualidade de vida. Apesar do tema ainda ser cercado de tabu, a boa notícia é que existe tratamento — desde medidas simples até cirurgia de hemorroidas com técnicas modernas, menos dolorosas e com recuperação mais rápida.
A seguir, você vai entender o que são hemorroidas e a doença hemorroidária, como diferenciar fissura e fístula anorretal, quais sinais merecem atenção e quais são as opções atuais de tratamento, incluindo hemorroidectomia e alternativas minimamente invasivas com foco em resultado e segurança.
Especialista em Doença Hemorroidária – Dr. Rodrigo Barbosa
Quando hemorroidas começam a atrapalhar sua rotina (dor, sangramento, prolapso, crises recorrentes), o que muda o jogo é um diagnóstico preciso e uma indicação cirúrgica criteriosa — sem exagero e sem “empurrar” procedimento.
O Dr. Rodrigo Barbosa é Cirurgião do Aparelho Digestivo, subespecializado em Coloproctologia pelo Sírio-Libanês, com atuação focada em doenças anorretais e tratamentos modernos para doença hemorroidária, desde abordagem clínica e procedimentos ambulatoriais até cirurgia de hemorroidas (incluindo técnicas atuais, com e sem cortes, conforme indicação).
Na consulta, a avaliação é objetiva e completa:
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definição do tipo e grau (interna, externa, mista, com prolapso);
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investigação de causas associadas (prisão de ventre, diarreia crônica, hábitos no vaso);
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orientação prática para reduzir crises e prevenir recidiva;
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escolha do tratamento com foco em segurança, resultado e recuperação.
O que são hemorroidas?
As hemorroidas são estruturas vasculares (veias) localizadas ao redor do ânus e do reto. Elas existem em todas as pessoas e ajudam no mecanismo de continência. O problema aparece quando essas veias dilatam e inflamam, passando a causar sintomas — cenário em que pode ser necessário tratamento clínico ou até cirurgia de hemorroidas, conforme o grau e a intensidade do quadro.
Hemorroidas internas e externas: qual a diferença?
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Hemorroidas internas: ficam dentro do canal anal e podem sangrar, prolapsar (sair para fora) e causar incômodo.
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Hemorroidas externas: ficam na borda anal e podem gerar dor, inchaço e sensação de “caroço”.
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Mistas: combinam componentes internos e externos.
O que é doença hemorroidária?
A doença hemorroidária é a condição clínica em que as hemorroidas se tornam anormalmente dilatadas e sintomáticas. Isso pode variar de um desconforto leve até episódios de sangramento, dor e prolapso que impactam a rotina. Nesses casos, um especialista em doença hemorroidária define a melhor estratégia: mudanças de hábitos, procedimentos ambulatoriais ou cirurgia de hemorroidas quando indicado.
Sintomas mais comuns
Os sintomas podem variar, mas os mais frequentes incluem:
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Coceira e irritação anal
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Ardor ou desconforto ao evacuar
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Sangramento ao papel higiênico ou no vaso (principalmente em hemorroidas internas)
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Sensação de peso/latejamento
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Saliência palpável na região anal (principalmente em hemorroidas externas ou prolapsadas)
Atenção: sangramento anal persistente ou intenso deve sempre ser avaliado. Nem todo sangramento é “apenas hemorroida”. A avaliação com especialista em doença hemorroidária é essencial para afastar outras causas.
Hemorroidas, fissura e fístula anorretal: como diferenciar?
Fissura anal
É uma pequena “rachadura” no canal anal, geralmente associada à evacuação dolorosa e sangramento em pequena quantidade. A dor costuma ser mais marcante do que na doença hemorroidária.
Fístula anorretal
É um trajeto anormal que se forma entre o canal anal e a pele ao redor. Pode causar secreção e desconforto recorrente. Precisa de avaliação específica porque o tratamento muda bastante e, em geral, não é resolvido apenas com pomadas.
Em qualquer suspeita, o ideal é consulta com especialista em doença hemorroidária e doenças anorretais para diagnóstico correto e plano individualizado.
Principais causas e fatores de risco
A doença hemorroidária não tem uma causa única. Em geral, é resultado de uma combinação de fatores, como:
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Prisão de ventre e esforço para evacuar
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Sedentarismo
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Obesidade
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Baixa ingestão de fibras e líquidos
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Gestação e parto (aumento da pressão pélvica)
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Permanecer muito tempo no vaso sanitário
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Predisposição familiar
A identificação desses fatores é parte central do tratamento: mesmo quando há cirurgia de hemorroidas, hábitos inadequados podem favorecer recidivas.
Como prevenir hemorroidas e reduzir crises
Prevenção é rotina, não “remédio”. As medidas mais eficazes incluem:
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Fibras diariamente (frutas, legumes, grãos, psyllium quando indicado)
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Hidratação adequada ao longo do dia
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Evitar “forçar” e evitar ficar muito tempo no vaso
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Atividade física regular
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Tratar prisão de ventre e diarreia crônica (ambas irritam a região)
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Ajustar hábitos de evacuação (regularidade e postura)
Essas medidas também são fundamentais no pós-tratamento, inclusive após hemorroidectomia ou qualquer cirurgia de hemorroidas.
Diagnóstico: como é feita a avaliação?
O diagnóstico é clínico e proctológico. Em geral, envolve:
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Conversa detalhada sobre sintomas e hábitos intestinais
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Exame físico
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Toque retal quando indicado
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Anuscopia (exame rápido em consultório para avaliar hemorroidas internas)
A definição do grau e do tipo (interna, externa, mista, com prolapso etc.) orienta a escolha do melhor tratamento — e evita excessos: nem tudo precisa de hemorroidectomia, e nem todo caso melhora só com pomadas.
Tratamento para hemorroidas: do básico ao avançado
O tratamento é escalonado: começa com medidas simples e avança conforme necessidade.
Medidas simples e conselhos práticos
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Banho de assento morno (alívio sintomático)
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Fibras + hidratação (pilar do controle)
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Orientação para evacuação sem esforço
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Medicamentos sintomáticos, quando prescritos
Essas medidas podem ser suficientes em muitos casos leves. Quando não são, entram os procedimentos.
Procedimentos ambulatoriais (sem internação)
Dependendo do caso, podem ser indicados:
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Ligadura elástica (muito útil para hemorroidas internas)
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Fotocoagulação (opção em casos selecionados)
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Escleroterapia (em situações específicas)
Quando os sintomas persistem, há prolapso importante, sangramento recorrente ou falha do tratamento conservador, pode ser indicada cirurgia de hemorroidas.
Cirurgia de hemorroidas: quando é indicada?
A cirurgia de hemorroidas costuma ser considerada quando há:
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Prolapso significativo e recorrente
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Sangramento frequente com impacto na qualidade de vida
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Dor e desconforto persistentes apesar do tratamento clínico
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Doença hemorroidária avançada ou mista (conforme avaliação)
A escolha do método depende do tipo de hemorroida, do grau, do histórico do paciente e do exame proctológico feito por especialista em doença hemorroidária.
Principais técnicas cirúrgicas
Hemorroidectomia (técnica tradicional)
A hemorroidectomia é a retirada cirúrgica das hemorroidas doentes. É um método eficaz e consagrado, geralmente reservado para casos mais avançados ou situações em que outras técnicas não são adequadas. A recuperação pode ser mais desconfortável do que métodos modernos, por isso a indicação deve ser criteriosa e individualizada.
Em quadros selecionados, a hemorroidectomia pode ser a melhor alternativa para resolver o problema de forma definitiva, especialmente quando há componente externo importante.
Hemorroidopexia por grampeamento (casos selecionados)
Pode ter pós-operatório menos doloroso em alguns perfis, mas não é a melhor opção para todos. A avaliação do risco-benefício deve ser feita por especialista em doença hemorroidária com base no exame e no tipo de prolapso.
Cirurgia de hemorroidas sem cortes com Endopex (THD)
Entre as técnicas modernas, a cirurgia de hemorroidas com Doppler (THD) e sistema Endopex busca tratar a origem do problema, reduzindo o fluxo sanguíneo das artérias que alimentam as hemorroidas e reposicionando o tecido quando há prolapso.
Em termos práticos, é uma estratégia minimamente invasiva, com proposta de:
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Menor dor no pós-operatório (em muitos pacientes)
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Menor agressão local
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Recuperação mais rápida em comparação a técnicas tradicionais
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Possibilidade de uso em diferentes graus, conforme avaliação
A indicação correta — e isso é crucial — deve ser feita por especialista em doença hemorroidária, porque cada anatomia e cada grau de prolapso pedem uma tática específica. Em alguns casos, ainda assim, a hemorroidectomia pode ser a alternativa mais adequada.
FAQ: dúvidas comuns
Hemorroidas sempre precisam de cirurgia?
Não. Muitos casos melhoram com hábitos, fibras e procedimentos ambulatoriais. A cirurgia de hemorroidas é reservada para situações bem indicadas.
Hemorroidectomia é a melhor cirurgia?
A hemorroidectomia é muito eficaz, mas não é “a melhor para todo mundo”. Em casos selecionados, técnicas modernas podem oferecer recuperação mais confortável. Quem define é o especialista em doença hemorroidária após exame.
Sangramento ao evacuar é sempre hemorroida?
Não. Pode ser hemorroida, fissura e outras condições. Avaliação proctológica é indispensável.
Conclusão
Hemorroidas, fissura e fístula anorretal são condições frequentes e tratáveis. O ponto-chave é não normalizar dor e sangramento: diagnóstico correto evita atraso no tratamento e melhora a qualidade de vida. Com acompanhamento de especialista em doença hemorroidária, é possível escolher desde medidas clínicas até cirurgia de hemorroidas, incluindo hemorroidectomia quando necessário e técnicas modernas quando indicadas.
Agende sua avaliação com Dr. Rodrigo Barbosa
Para consulta e definição do melhor tratamento (clínico, ambulatorial ou cirurgia de hemorroidas), agende pelo Instituto Medicina em Foco:
Telefone e WhatsApp: (11) 3289-3195
Endereço: Rua Frei Caneca, 1380, São Paulo – SP, Consolação, CEP 01307-000
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