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Radioablação da Tireoide: tratamento sem cirurgia

Quando o nódulo na tireoide pode ser tratado sem bisturi?

O diagnóstico de nódulo na tireoide costuma gerar preocupação com a perspectiva de cirurgia, com a possível perda funcional da glândula e com o uso prolongado de medicação. Entre as opções terapêuticas atuais, há alternativas minimamente invasivas que dispensam a abordagem cirúrgica convencional.

A Radioablação da Tireoide é uma dessas alternativas. Trata-se de procedimento que elimina o nódulo por calor controlado, sem incisões, sem cicatrizes e sem anestesia geral, com preservação funcional da glândula na maior parte dos casos.

Antes de qualquer intervenção, compreender o processo diagnóstico é fundamental. O Dr. Pedro Moraes, na MEF, vai ajudar você desde a classificação de risco até os critérios de biópsia que detalham cada etapa. Ter esse conhecimento orienta a tomada de decisão clínica com maior segurança.

O que é a Radioablação da Tireoide e como funciona?

Apesar da semelhança no nome, a Radioablação da Tireoide não corresponde à Radioterapia. O procedimento não envolve emissão de radiação ionizante e a radioatividade residual é nula em todas as etapas. 

Sua distinção em relação a outras abordagens parte de dois aspectos centrais: a natureza das ondas utilizadas e o efeito biológico produzido no nódulo. 

A diferença entre Radioablação e Radioterapia

O mecanismo empregado na Radioablação é a Ablação por Radiofrequência (ARF). Ela se caracteriza por ondas eletromagnéticas concentradas em uma agulha de calibre fino, introduzida pela pele sem incisões e posicionada no nódulo sob orientação do ultrassom de tireoide em tempo real.

A frequência das ondas distingue a técnica de qualquer modalidade de irradiação. Não há exposição à radiação ionizante e o paciente não desenvolve qualquer tipo de radioatividade.

Já a Radioiodoterapia é um tratamento que utiliza iodo radioativo, geralmente administrado por via oral, com objetivo de atingir células da tireoide que captam iodo. 

Esse procedimento pode ser indicado em situações específicas, como casos de hipertireoidismo ou câncer de tireoide, e envolve exposição controlada à radiação. Portanto, trata-se de uma abordagem completamente diferente da ARF, que atua localmente por calor e não por radiação.

Como o calor destrói o nódulo por dentro?

Durante a aplicação, a agulha aquece o tecido nodular de modo controlado e induz necrose térmica (destruição celular por temperatura elevada).

A resposta clínica tende a ser progressiva, com redução significativa do volume nodular antes dos 12 meses, uma estabilidade durante os próximos 24 meses e maior diminuição após os três anos de observação, conforme estudos de acompanhamento.

Dessa forma, a ausência de incisões dispensa cicatrizes visíveis. O orifício deixado pela agulha cicatriza em menos de uma semana.

Vale dizer que a evolução progressiva dos resultados decorre do tempo necessário para a reabsorção do tecido tratado. Saber esses detalhes com um especialista numa consulta faz toda a diferença antes de marcar uma consulta.

Indicações e limitações da Ablação por Radiofrequência

A elegibilidade para esse procedimento minimamente invasivo depende de avaliação prévia rigorosa, que inclui classificação TI-RADS, Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) e, em casos selecionados, testes genéticos para definir a conduta adequada.

Quem pode se beneficiar do tratamento?

As indicações atuais para a Radioablação da Tireoide incluem:

  • Nódulos benignos com sintomas compressivos: engasgo, rouquidão, sensação de peso na garganta ou falta de ar.
  • Carcinoma papilífero confirmado (Bethesda 6): com até 1,5 cm, sem invasão capsular ou metástase.
  •  Nódulos hiperfuncionantes (doença de Plummer): quando o nódulo autônomo provoca hipertireoidismo confirmado em cintilografia.
  •  Nódulos indeterminados (Bethesda 3 ou 4): com até 2 cm e alto risco genético confirmado em teste molecular.

Quando a cirurgia ainda é a indicação correta?

Nódulos com compressão severa de estruturas adjacentes, carcinoma com invasão capsular ou metástase confirmada não são candidatos à ablação.

Nesses casos, a abordagem multidisciplinar com cirurgiões de cabeça e pescoço define a conduta, com prioridade ao método de menor invasividade quando viável.

Portanto, a escolha entre as duas abordagens segue critérios técnicos rigorosos. A avaliação oncológica orienta a definição entre ablação e cirurgia conforme o comportamento do nódulo, e a verificação de elegibilidade requer profissional habilitado em Radiologia da Tireoide.

A técnica Dry Martini: inovação desenvolvida no Brasil

O Dr. Pedro Moraes após fellowship no Asan Medical Center, na Coreia do Sul, desenvolveu uma solução para um desafio recorrente: o tratamento de nódulos profundos e adjacentes ao nervo laríngeo recorrente, estrutura responsável pela inervação das cordas vocais.

Como a técnica funciona e onde foi apresentada?

Na técnica Dry Martini, a agulha penetra o nódulo e o traciona levemente para cima, afastando-o do nervo antes do início do aquecimento. A denominação faz referência ao aspecto observado no ultrassom: o conjunto remete ao formato característico do coquetel homônimo.

Em março de 2026, o Dr. Pedro Moraes apresentou a técnica Dry Martini no Congresso Europeu de Radiologia, em Viena, com expressiva receptividade da comunidade médica internacional. O conhecimento sobre as variações técnicas disponíveis qualifica a discussão clínica em consulta.

Riscos, sedação e recuperação após a Radioablação da Tireoide

A complicação mais relatada é a rouquidão transitória, associada à proximidade do nervo laríngeo recorrente, com duração média de até dois meses e regressão espontânea. O sangramento é mínimo, em volume reduzido, e diminui ainda mais quando há suspensão prévia de anticoagulantes.

Sedação consciente e monitoramento vocal

A Radioablação da Tireoide é realizada sob sedação consciente, sem necessidade de anestesia geral. O paciente permanece consciente durante todo o procedimento, condição que possibilita o monitoramento da função vocal em tempo real.

A manutenção da comunicação verbal durante o procedimento reduz significativamente o risco de lesão nervosa permanente, estratégia consolidada como um dos pilares da segurança da técnica.

Como é a recuperação e o acompanhamento por imagem?

Após o procedimento, espera-se a presença de leve edema e desconforto à deglutição por três a quatro dias, com possível hematoma local. Esses sinais regridem espontaneamente, e a maior parte dos pacientes retorna às atividades habituais em poucos dias.

O primeiro controle por imagem com ultrassom de tireoide ocorre entre um e três meses, intervalo no qual já se observa a redução inicial do nódulo. Acompanhar a resposta ao tratamento por exames seriados de imagem auxilia na identificação precoce de qualquer sinal que demande atenção médica.

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Radioablação da Tireoide no Instituto Medicina em Foco, em São Paulo

O Instituto Medicina em Foco, em São Paulo (SP), reúne equipe multidisciplinar dedicada ao cuidado integral de pacientes com nódulos e doenças da tireoide. 

Radiologistas Intervencionistas, cirurgiões e profissionais correlatos atuam de forma integrada para que cada caso receba avaliação sob diferentes perspectivas.

A clínica dispõe de centro cirúrgico próprio para a realização da Radioablação da Tireoide, dispensando internação hospitalar. A concentração de toda a infraestrutura no mesmo ambiente favorece o acompanhamento contínuo, da avaliação inicial ao controle por imagem pós-procedimento.

Saiba mais sobre o especialista responsável

O Dr. Pedro Henrique De Marqui Moraes (CRM-SP 151361 | CRM-MT 14697 | RQE 104983) é Especialista em Tireoide, formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, com residência médica em Radiologia e doutorado focado no tratamento da tireoide no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. 

Ele conta com dois fellowships internacionais no Asan Medical Center e Name Jungwon Woman’s Hospital, ambos em Seoul, Coreia do Sul. É autor da técnica Dry Martini, apresentada no Congresso Europeu de Radiologia em 2026.

Agende a sua consulta

A definição do tratamento mais adequado para nódulos tireoidianos depende de avaliação criteriosa, com análise do tipo nodular, do quadro clínico e dos sintomas apresentados. O acompanhamento por equipe experiente é determinante em cada etapa, do diagnóstico ao controle por imagem. 

Compreender o funcionamento da Radioablação da Tireoide sustenta a tomada de decisão consciente sobre o tratamento.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 15 de maio 2026.

FAQ – Dúvidas frequentes sobre Radioablação da Tireoide: tratamento sem cirurgia

1. O que é exatamente a radioablação da tireoide e como ela funciona?

A Radioablação da Tireoide é um procedimento que utiliza ablação por radiofrequência para induzir necrose térmica do tecido nodular.

2. Qualquer tipo de nódulo na tireoide pode ser tratado com essa técnica?

Nódulos com sintomas compressivos, nódulos hiperfuncionantes, nódulos indeterminados com alto risco genético ou carcinoma papilífero de até 1,5 cm sem doença avançada possuem indicação à técnica.

3. Quais são as principais vantagens da ablação por radiofrequência em relação à cirurgia convencional?

A Ablação dispensa incisões, não produz cicatrizes, preserva a função tireoidiana e é realizada sob sedação consciente. A recuperação é rápida e a maior parte dos pacientes retoma as atividades em poucos dias.

4. Por que o Radiologista Intervencionista é o especialista indicado para realizar esse tratamento?

O Radiologista Intervencionista é o profissional capacitado para guiar agulhas por imagem com precisão milimétrica. 

5. Esse procedimento minimamente invasivo deixa algum tipo de cicatriz no pescoço?

O procedimento minimamente invasivo deixa apenas o orifício de inserção da agulha, que cicatriza em menos de uma semana. Não há incisões, suturas ou marcas visíveis na região cervical.

6. Como o ultrassom de tireoide é utilizado durante a aplicação da técnica?

O ultrassom de tireoide orienta a agulha em tempo real, desde a entrada na pele até o posicionamento intranodular.

7. É necessário realizar exames de Radiologia da Tireoide específicos antes de agendar a intervenção?

A radiologia tireoide, por meio do ultrassom com classificação TI-RADS, integra a avaliação inicial. Conforme o resultado, pode ser indicada a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) e, em casos selecionados, testes genéticos.

8. Qual é o tempo médio de recuperação após a radioablação da tireoide?

A recuperação é rápida. Desconforto local e hematoma costumam regredir em três a quatro dias. A redução do nódulo é progressiva: 30% a 40% no terceiro mês e até 90% no primeiro ano de acompanhamento.

9. Existe risco de desenvolver hipotireoidismo após tratar um nódulo na tireoide com calor?

A técnica tem como objetivo a destruição seletiva do tecido nodular, com preservação do parênquima glandular saudável adjacente. Por essa razão, o risco de hipotireoidismo é reduzido.

10. Como é o pós-operatório imediato para quem realiza esse procedimento minimamente invasivo?

Após o procedimento minimamente invasivo, o paciente permanece em observação por algumas horas. Pode ocorrer leve dor à deglutição e edema local, manifestações controláveis com analgesia simples nas primeiras horas.