Pontos-chave deste guia
- Infectologistas, clínicos gerais treinados e médicos de saúde sexual podem prescrever PrEP.
- A consulta inicial inclui teste de HIV, avaliação renal e triagem para ISTs.
- A PrEP diária oferece proteção acima de 99% quando usada corretamente.
- O regime 2-1-1 (sob demanda) é uma alternativa validada para relações sexuais eventuais.
- O acompanhamento é trimestral: exames de HIV, função renal e ISTs.
- A PrEP não protege contra outras ISTs — o preservativo permanece recomendado.
- Pelo SUS, a PrEP é distribuída gratuitamente em unidades de saúde credenciadas.
- Em caso de exposição ao HIV sem cobertura prévia, a PEP deve ser iniciada em até 72 horas.
- O Instituto Medicina em Foco oferece avaliação completa com Dr. Celso Mendanha (CRM-SP 189080).
- Estigma não deve ser barreira: a consulta é confidencial e sem julgamentos.
Toda vez que alguém chega ao consultório hesitante, sem saber se pode ou merece essa proteção, percebo o quanto o estigma ainda pesa mais do que o próprio risco. A PrEP não é um recurso de 'alto risco': é uma ferramenta de cuidado, e quem a busca já deu o passo mais importante. Para o cenário particular, vale entender quanto custa uma consulta com infectologista em SP.
— Dr. Celso Mendanha
Um médico que prescreve PrEP é, em geral, infectologista ou clínico com experiência em saúde sexual. A prescrição exige avaliação clínica, teste negativo para HIV e exames de função renal antes do início.
A PrEP não é uma medicação de difícil acesso reservada a especialistas raros — qualquer médico habilitado pode prescrevê-la, e encontrar um médico que prescreve PrEP próximo a você é mais simples do que a maioria imagina. O que torna o processo seguro não é a especialidade em si, mas a avaliação clínica criteriosa: teste de HIV negativo, função renal adequada e ausência de contraindicações definem se a profilaxia pode começar. Para entender melhor médico que prescreve prep dentro da rotina clínica, veja também Médico de Coluna em SP: Diagnóstico e Cirurgia.
Este guia explica quem pode prescrever, quais exames são necessários, como funciona o acompanhamento periódico e o que esperar da primeira consulta — para que a decisão de buscar proteção seja tomada com informação, não com dúvida.
Quem pode prescrever PrEP no Brasil
Leia mais sobre quem pode prescrever prep no brasil
Na prática clínica diária do consultório, observamos que a maior barreira para iniciar a PrEP não é médica — é a crença de que poucos profissionais estão aptos a prescrevê-la.
PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é o uso contínuo ou estratégico de antirretrovirais por pessoas HIV-negativas para reduzir o risco de adquirir o vírus. No Brasil, qualquer médico registrado no CFM pode prescrevê-la, desde que realize a avaliação clínica completa antes do início.
Na prática, os profissionais mais procurados são infectologistas, clínicos gerais com experiência em saúde sexual e médicos de serviços especializados em ISTs. Infectologistas como o Dr. Celso Mendanha, vinculado à Disciplina de Alergia, Imunologia Clínica e Reumatologia da UNIFESP, costumam ser a referência para casos com maior complexidade imunológica.
O Ministério da Saúde mantém protocolo clínico atualizado — o PCDT PrEP — que orienta todos os prescritores quanto à avaliação inicial, aos exames necessários e ao acompanhamento. Seguir esse protocolo é o que garante segurança e eficácia, independentemente da especialidade do profissional.
Se você busca um médico que prescreve PrEP com atenção à saúde sexual integral, vale verificar se o profissional tem familiaridade com triagem de ISTs, aconselhamento sobre adesão e manejo de efeitos colaterais — não apenas com a prescrição isolada.
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O que acontece na primeira consulta para PrEP
Leia mais sobre o que acontece na primeira consulta para prep
A consulta inicial para PrEP segue uma sequência clínica bem definida, que começa muito antes de qualquer prescrição ser emitida. O objetivo dessa avaliação é confirmar que a profilaxia é indicada, segura e que a pessoa compreende o que esperar do tratamento.
O primeiro passo é a testagem para HIV: só recebe a profilaxia quem tem resultado negativo confirmado. A partir daí, avalia-se a função renal — o tenofovir disoproxil fumarato (TDF), componente do esquema padrão, exige creatinina sérica dentro dos limites adequados para uso seguro.
A triagem para outras infecções sexualmente transmissíveis também faz parte da avaliação, pois algumas ISTs ativas podem influenciar a conduta clínica. Hepatite B é verificada de forma obrigatória: quem não é imune se beneficia de vacinação antes ou concomitante ao início da PrEP.
Ao final da consulta, o profissional define o regime mais adequado — diário ou sob demanda — e orienta sobre a janela de proteção: para o regime diário, a proteção para exposição anal atinge nível máximo por volta do sétimo dia de uso contínuo.
| Exame | Finalidade | Periodicidade no seguimento |
|---|---|---|
| Teste de HIV (4ª geração) | Confirmar soronegatividade | A cada 3 meses |
| Creatinina sérica / TFG | Segurança renal para TDF | A cada 3-6 meses |
| Anti-HBs e HBsAg | Status hepatite B | Inicial e conforme indicação |
| VDRL / Sífilis | Triagem IST | A cada 3 meses |
| Anti-HCV | Rastreamento hepatite C | A cada 3-6 meses |
PrEP diária x PrEP sob demanda: qual regime é certo para você
Leia mais sobre prep diária x prep sob demanda: qual regime é certo para você
A escolha entre os dois regimes disponíveis no Brasil depende do padrão de exposição de cada pessoa — não existe opção universalmente superior.
PrEP diária é indicada para quem tem relações sexuais frequentes ou não consegue prever os momentos de exposição. O comprimido é tomado uma vez por dia, no mesmo horário, e a proteção se mantém estável enquanto há adesão consistente. Estudos como o iPrEx demonstraram eficácia acima de 99% com uso correto.
PrEP sob demanda — também chamada de regime 2-1-1 — é validada para homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans. A sequência é: dois comprimidos entre 2 e 24 horas antes da relação, um comprimido 24 horas após a primeira dose e um comprimido 48 horas após. Essa estratégia reduz a quantidade de medicamento utilizada sem comprometer a proteção.
O regime 2-1-1 não está validado para exposição vaginal ou para pessoas com hepatite B ativa. Nesses casos, a PrEP diária é obrigatória. A decisão final cabe ao médico após avaliação do perfil individual de risco.
Independentemente do regime escolhido, a PrEP não substitui o preservativo para proteção contra sífilis, gonorreia, clamídia e outras infecções. Ambas as estratégias se complementam. Para um cuidado integrado de saúde sexual, conheça o trabalho em saúde sexual e LGBTQIA+ com Dr. Maiky Prata.
- PrEP diária: Indicada para exposições frequentes ou imprevisíveis. Proteção máxima para exposição anal em ~7 dias.
- PrEP 2-1-1 (sob demanda): Para HSH e mulheres trans com relações eventuais. Dois comprimidos antes, um após 24h, um após 48h.
- Contraindicação ao 2-1-1: Não validado para sexo vaginal-receptivo nem para pessoas com hepatite B ativa.
Acompanhamento clínico: o que esperar após iniciar a PrEP
Leia mais sobre acompanhamento clínico: o que esperar após iniciar a prep
Iniciar a PrEP não encerra a relação com o médico — ao contrário, abre um ciclo de acompanhamento estruturado que mantém a profilaxia segura e eficaz ao longo do tempo.
As consultas de retorno ocorrem a cada três meses e incluem renovação da testagem para HIV, avaliação da função renal e triagem para ISTs. Esse intervalo não é arbitrário: garante que qualquer soroconversão seja identificada precocemente e que efeitos renais sejam detectados antes de causar dano.
Durante as consultas, o profissional também avalia a adesão ao tratamento. Perder doses com frequência reduz a proteção de forma significativa, e o acompanhamento presencial cria um espaço seguro para conversar sobre dificuldades práticas sem julgamento.
Para quem busca um médico que prescreve PrEP de referência em São Paulo, o Instituto Medicina em Foco oferece avaliação integrada, com atenção tanto à profilaxia quanto à saúde sexual ampla — incluindo vacinação, rastreamento de ISTs e saúde mental quando indicado.
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), da qual o Dr. Celso Mendanha é membro titular, publica recomendações periódicas sobre manejo da PrEP que embasam os protocolos adotados no Instituto. Esse raciocínio ganha contexto quando comparado com materiais da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
| Momento | Consulta | Exames |
|---|---|---|
| Início | Avaliação completa + prescrição | HIV, creatinina, ISTs, hepatite B e C |
| 1 mês | Avaliação de adesão e tolerabilidade | Creatinina (se indicado) |
| 3 meses | Retorno padrão | HIV, ISTs, creatinina |
| A cada 3 meses | Seguimento contínuo | HIV, ISTs, creatinina semestral |
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PrEP pelo SUS ou particular: como funciona cada caminho
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O acesso à PrEP no Brasil ocorre por duas vias principais, e a escolha entre elas depende da preferência por agilidade, privacidade e cobertura de plano de saúde.
Via SUS: a medicação é distribuída gratuitamente em Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDMs) vinculadas ao Ministério da Saúde. A pessoa precisa de receita médica dentro das normas do PCDT. O atendimento pode ser feito em serviços de saúde pública, e a retirada mensal do medicamento é feita nessas unidades após cadastro no sistema.
Via particular ou convênio: a consulta com infectologista ou médico especializado em saúde sexual pode ocorrer em clínica privada. O medicamento (tenofovir/emtricitabina) é comprado em farmácias, geralmente sem cobertura de plano de saúde para a dispensação — mas a consulta e os exames podem ser cobertos dependendo do convênio.
A diferença prática mais relevante é o tempo: no serviço particular, é possível iniciar a profilaxia na mesma semana da consulta, enquanto o fluxo pelo SUS pode ter variações regionais de espera. Para quem precisa de sigilo reforçado ou tem histórico de dificuldade em frequentar unidades públicas, o atendimento privado costuma ser mais confortável.
Em qualquer dos dois caminhos, a avaliação clínica é idêntica: teste de HIV negativo, exames de base e prescrição médica são requisitos inegociáveis.
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PEP: o que fazer em caso de exposição ao HIV sem proteção
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PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é o uso emergencial de antirretrovirais após uma possível exposição ao HIV. Diferente da PrEP, que é preventiva e contínua, a PEP é uma medida de urgência — e o fator tempo é crítico: deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição.
A eficácia da PEP diminui progressivamente quanto mais tarde for iniciada. Idealmente, o início ocorre nas primeiras 2 horas; após 72 horas, não há mais indicação de uso. O curso completo dura 28 dias e exige adesão rigorosa para ser efetivo.
PEP é indicada para exposição sexual sem proteção, acidente com material biológico (profissionais de saúde) e violência sexual. Em todos os casos, a avaliação médica deve ser buscada com urgência — não espere sintomas, pois o HIV não costuma produzir sinais imediatos.
Após o término da PEP, o médico avalia se há indicação de transição para PrEP como estratégia de proteção continuada. Esse encadeamento — PEP seguida de PrEP — é uma prática recomendada para pessoas com exposições recorrentes.
Como cuidamos no Instituto Medicina em Foco
No Instituto Medicina em Foco, o cuidado em saúde sexual começa pelo acolhimento. O Dr. Celso Mendanha (CRM-SP 189080 / RQE 101779), infectologista e imunologista clínico pela UNIFESP, conduz as consultas com escuta ativa e sem julgamentos, respeitando a trajetória e as escolhas de cada pessoa atendida.
A avaliação para PrEP integra o olhar clínico completo: não se trata apenas de emitir uma receita, mas de entender o contexto de vida, os padrões de exposição, as dificuldades de adesão e os objetivos de saúde a longo prazo. Esse acompanhamento estruturado é o que diferencia uma prescrição segura de um protocolo genérico.
Para quem busca um médico que prescreve PrEP com referência técnica e abordagem humanizada em São Paulo, o Instituto oferece agendamento ágil, consultas presenciais e suporte contínuo ao longo de todo o acompanhamento — desde a avaliação inicial até as revisões trimestrais.
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Endereço completo
Instituto Medicina em Foco (SP); Hospital São Paulo (HSP-UNIFESP); Hospital do Rim (HRim); ICESP; Rede D'Or São Luíz; Prevent Senior; NuDII; Ambulatório de Imunologia Clínica da UNIFESP.
Rua Frei Caneca, 1380 – Térreo, Consolação, São Paulo – SP (cruzamento com a Av. Paulista) · CEP 01307-002 · São Paulo/SP
551132893195
Conteúdo informativo: não substitui consulta presencial. A conduta é definida após avaliação clínica individualizada.
Fontes e referências
Diretrizes, sociedades médicas e literatura consultadas na elaboração deste conteúdo.
Perguntas frequentes
Tenho medo de ir ao médico para falar sobre PrEP. Como vocês lidam com isso?
O consultório é um espaço de cuidado, não de julgamento. A consulta segue sigilo médico absoluto, e toda a abordagem é centrada na sua saúde — sem perguntas constrangedoras desnecessárias. O objetivo é entender seu contexto e oferecer a melhor proteção disponível, com respeito à sua história. Saiba mais sobre lenacapavir no Brasil e onde tomar a PrEP semestral.
O que acontece se eu me expuser ao HIV antes de começar a tomar a PrEP?
Nesse caso, a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é a medida indicada. Ela deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição — quanto antes, maior a eficácia. Após o ciclo de 28 dias da PEP, avalia-se a transição para PrEP como proteção contínua.
Se eu tomar a PrEP, posso parar de usar preservativo?
Não. A PrEP protege especificamente contra o HIV, mas não oferece proteção contra sífilis, gonorreia, clamídia, HPV e outras ISTs. O preservativo permanece recomendado para proteção ampla. Usar ambas as estratégias juntas é o padrão ouro na prevenção combinada.
É muito burocrático conseguir a PrEP?
Depende do caminho escolhido. Pelo SUS, é necessário cadastro em unidade credenciada e retirada mensal do medicamento. Pelo serviço particular, o processo costuma ser mais ágil: com a consulta e os exames em mãos, a prescrição pode ser emitida na mesma semana. A equipe do Instituto orienta em todas as etapas.
Quanto tempo leva para a PrEP fazer efeito?
No regime diário, a proteção para exposição anal se estabelece em cerca de 7 dias de uso contínuo. Para exposição vaginal-receptiva, esse prazo pode chegar a 20 dias. No regime 2-1-1 (sob demanda), os dois comprimidos devem ser tomados entre 2 e 24 horas antes da relação para garantir nível protetor adequado.
Quais são os efeitos colaterais mais comuns que posso sentir?
Os efeitos mais frequentes são náuseas, dor de cabeça e desconforto gastrointestinal leve, geralmente transitórios e que costumam desaparecer nas primeiras duas a quatro semanas de uso. Efeitos renais são raros com a função renal normal, mas por isso o acompanhamento laboratorial é mantido ao longo do tratamento.
Preciso fazer exames de sangue com muita frequência?
Em geral, a cada três meses: testagem de HIV, ISTs e creatinina sérica. Em termos práticos, são quatro coletas por ano — uma rotina semelhante à de qualquer acompanhamento clínico regular. Os exames garantem que a profilaxia continue segura e eficaz para você.
O que significa 'PrEP sob demanda' e para quem ela é indicada?
PrEP sob demanda, ou regime 2-1-1, é uma estratégia em que os comprimidos são tomados apenas em torno das relações sexuais: dois antes (entre 2h e 24h antes), um após 24h e um após 48h. É validada para HSH e mulheres trans com relações eventuais. Não é recomendada para exposição vaginal-receptiva nem para quem tem hepatite B ativa.
Posso tomar PrEP se uso outros medicamentos?
Na maioria dos casos, sim. O tenofovir/emtricitabina tem poucas interações clinicamente relevantes. No entanto, alguns anti-inflamatórios, antivirais e medicamentos para hepatite podem requerer ajuste ou monitorização adicional. Informe todos os medicamentos em uso na consulta para avaliação individualizada.
A PrEP é indicada apenas para homens que fazem sexo com homens?
Não. A PrEP é indicada para qualquer pessoa com risco aumentado de exposição ao HIV, independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero: mulheres cisgênero, mulheres trans, casais sorodiscordantes e pessoas que usam drogas injetáveis também têm indicação reconhecida pelo Ministério da Saúde.
Aviso médico: este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica presencial. Para diagnóstico e tratamento individualizado, agende avaliação com um profissional habilitado. Dr. Celso Mendanha — CRM-SP 189080 / RQE 101779. Publicado em 27/05/2026. Última revisão: 27/05/2026.
O médico atende em diferentes hospitais e unidades parceiras; condições de atendimento, convênios aceitos e valores podem variar conforme o local escolhido. Confirme os detalhes no momento do agendamento.



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