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Perda de olfato: causas, diagnóstico e tratamento

O que é a alteração do olfato e por que ela merece atenção?

A perda de olfato é uma condição que afeta a qualidade de vida de forma silenciosa, mas significativa. Ela pode se manifestar de maneira total ou parcial, surgindo em diferentes fases da vida e por razões bastante distintas.

Ao contrário do que muitos imaginam, o problema não se restringe a um único fator desencadeante, como a COVID-19. Outras infecções virais, traumas físicos e até procedimentos cirúrgicos estão entre as causas mais documentadas dessa condição.

A boa notícia é que existem opções de tratamento para perda de olfato. Neste artigo, a Dra. Maria Dantas Godoy, Otorrinolaringologista da MEF, explica as principais causas, os tipos de alteração e os caminhos disponíveis para tratar a condição. Busque uma equipe bem preparada para a sua avaliação.

Quais são as principais causas da perda de olfato?

Esse problema pode ter origem em diferentes situações clínicas, o que torna o diagnóstico uma etapa fundamental do processo de cuidado. 

Segundo a Harvard, os fatores são múltiplos. Conhecer as causas mais comuns ajuda o paciente a compreender o próprio quadro e a direcionar a busca por atendimento com mais clareza.

Infecções virais e a perda pós-infecciosa

A perda de olfato de origem pós-infecciosa é, atualmente, a causa mais conhecida dessa condição. Vírus respiratórios, como o da COVID-19, podem inflamar ou danificar as fibras olfatórias, resultando em perda de cheiro de intensidade variável.

Esse quadro pode surgir de forma abrupta, durante ou logo após a infecção, e tende a regredir com o tempo, especialmente quando tratado adequadamente.

Contudo, nem toda perda de olfato pós-viral se resolve de maneira espontânea. Em alguns casos, as fibras olfatórias permanecem comprometidas por meses, uma situação que exige intervenção clínica direcionada.

Traumas cranianos e causas mecânicas

O comprometimento da função olfatória também pode ocorrer após acidentes que envolvem impacto na cabeça, como:

  • Quedas.
  • Colisões de trânsito.
  • Batidas, “topadas” durante a prática esportiva.

Nesses casos, as fibras responsáveis pela percepção dos odores podem ser rompidas ou comprimidas, resultando em perda de cheiro parcial ou total.

Do mesmo modo, outras condições que afetam estruturas nasais ou cerebrais, como pólipos nasais, tumores ou doenças neurológicas, também integram a lista de causas da perda do olfato de origem mecânica ou estrutural. 

Além disso, é importante ficar atento a essa perda olfatória, pois ela pode ser um sinal inicial de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, conforme a Dra. Maria Dantas Godoy salienta nas consultas. Por isso,  uma avaliação é o caminho para identificar o problema.

Quais são os dois principais tipos de perda de olfato?

A alteração no olfato não se manifesta sempre da mesma forma. Existem gradações clínicas que influenciam diretamente o diagnóstico e a conduta terapêutica.

O que caracteriza a anosmia?

A anosmia corresponde à ausência total da capacidade de perceber odores. Trata-se da forma mais grave de perda de olfato e pode ser resultado de lesão extensa nas fibras olfatórias, comprometimento nervoso ou dano estrutural nas vias responsáveis por essa função.

Em alguns casos, a perda total da função olfatória se instala de forma súbita. Já em outros, ela evolui progressivamente a partir de uma hiposmia não tratada.

O que caracteriza a hiposmia?

Já essa condição, por outro lado, corresponde à redução parcial da capacidade olfatória. O paciente ainda percebe odores, porém com intensidade diminuída e, muitas vezes, de forma distorcida.

Essa condição é frequentemente o estágio inicial de uma perda de olfato mais ampla, e sua identificação precoce amplia consideravelmente as chances de recuperação. Discutir em consulta qual dessas formas está presente garante que o especialista indique a conduta mais adequada para cada situação.

De que forma alguns procedimentos cirúrgicos podem afetar o olfato?

A relação entre cirurgias e perda de olfato é bidirecional: em algumas situações, um procedimento pode ser a causa do problema. Em outras, ele é exatamente o recurso terapêutico disponível para tratar essa condição.

Compreender essa dualidade é fundamental para quem enfrenta esse quadro clínico.

Quando a cirurgia é causa da perda?

Procedimentos de grande porte realizados na região da cabeça, do nariz ou do crânio podem, em determinadas circunstâncias, provocar a perda do olfato como efeito adverso. Isso ocorre quando há manipulação ou lesão involuntária das estruturas olfatórias durante a intervenção.

Portanto, pacientes que notam alteração do olfato após uma cirurgia devem comunicar o fato ao médico responsável e, se necessário, buscar avaliação otorrinolaringológica.

Quando a cirurgia é parte do tratamento?

Por outro lado, há situações em que a cirurgia é exatamente o que pode restaurar a função olfatória.

Obstruções nasais causadas por deformidades estruturais, pólipos ou outras alterações anatômicas podem ser corrigidas cirurgicamente, viabilizando a recuperação da função olfativa. Assim, a avaliação criteriosa por um Otorrino é o que define se e quando um procedimento está indicado. 

Quais são os tratamentos disponíveis para recuperar o olfato?

Felizmente, há abordagens clínicas e funcionais com eficácia comprovada para grande parte dos casos.

Medicamentos e abordagens clínicas

Dependendo da causa da perda do olfato, o médico pode indicar medicamentos por via oral ou tópica, incluindo corticosteroides intranasais, especialmente quando há evidência de inflamação das vias nasais ou dos tecidos relacionados ao cheiro. 

Em casos associados a infecções virais, alergias ou outras condições específicas, diferentes estratégias terapêuticas podem ser adotadas. A definição do tratamento mais adequado depende da identificação precisa da causa do sintoma durante a avaliação médica.

Como funciona o treinamento olfatório?

Esse tipo de treinamento é uma das abordagens mais bem estabelecidas no tratamento para perda do olfato de origem neural.

O método consiste na exposição sistemática e repetida a odores específicos, geralmente quatro aromas distintos, com o objetivo de estimular as fibras olfatórias remanescentes a se reorganizarem e fortalecerem suas conexões.

A prática regular, realizada duas vezes ao dia durante meses, tem demonstrado resultados positivos especialmente nos casos pós-infecciosos.

O treinamento olfatório não é uma solução imediata, mas sua eficácia acumulada ao longo do tempo o torna uma ferramenta valiosa no arsenal terapêutico. Se você considera esse tipo de abordagem, entender como ela funciona é algo que uma consulta médica pode esclarecer com precisão.

Olá, vim do site da Medicina em Foco e gostaria de mais informações sobre consulta com Dra. Maria Dantas Godoy para tratar perda de olfato.

Por que consultar uma Otorrinolaringologista, como a Dra. Maria Dantas Godoy, é o caminho certo?

Diante da variedade de causas da perda do olfato e das diferentes formas de alteração no sentido, contar com o suporte de uma especialista é o que transforma incerteza em diagnóstico e diagnóstico em tratamento. É exatamente esse o trabalho da Dra. Maria Dantas Godoy.

Otorrinolaringologista com atuação no Instituto Medicina em Foco (MEF), a Dra. Maria Dantas Godoy se dedica ao cuidado de pacientes que enfrentam o comprometimento da função olfatória por diferentes razões — sejam elas pós-infecciosas, traumáticas, cirúrgicas ou estruturais.

Com uma abordagem personalizada, ela avalia cada caso em profundidade para indicar o tratamento mais adequado.

Confira alguns detalhes da sua formação:

  • Graduação e Residência em Otorrinolaringologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
  • Doutorado (PhD) e Fellowship em Rinologia e Cirurgia Endoscópica Endonasal pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
  • Título de Especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL)..
  • Médica Assistente no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE).
  • Professora de Otorrinolaringologia na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID).
  • Atuação em instituições como o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz e o Hospital Infantil Sabará.

Agende a sua consulta

Ao sentir os primeiros sinais de que não está sentindo cheiro. Não deixe de procurar a nossa especialista.

Se você ou alguém próximo enfrenta qualquer forma de perda de olfato, considerar uma consulta com uma profissional é o primeiro passo concreto em direção à recuperação.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 18 de junho de 2026.

FAQ – Dúvidas frequentes sobre Perda de olfato: causas, diagnóstico e tratamento. 

1. Quando a pessoa perde o olfato, o que pode ser?

A alteração do olfato pode indicar infecção viral, trauma craniano, obstrução nasal, doenças neurológicas ou efeito de cirurgia. Avaliação especializada é essencial.

2. Qual é a diferença clínica entre hiposmia e anosmia?

A hiposmia é a redução parcial do olfato, já a anosmia é a perda total. As duas condições têm causas e tratamentos distintos, definidos por avaliação clínica.

3. Por que uma pancada na cabeça ou traumatismo craniano pode provocar a perda de cheiro?

O impacto pode romper ou comprimir as fibras olfatórias, interrompendo a transmissão dos estímulos ao cérebro e causando perda de cheiro parcial ou total.

4. Como uma cirurgia complexa ou procedimento na região da cabeça pode afetar o olfato?

Procedimentos nessa área podem lesar estruturas olfatórias, resultando em alteração do olfato como efeito adverso. Comunicar o sintoma ao médico é fundamental.

5. Quais doenças afetam o olfato?

Rinite, sinusite, COVID-19, Parkinson, Alzheimer e tumores nasais estão entre as condições que causam hiposmia ou anosmia com frequência documentada.

6. Como funciona o treinamento olfatório e de que maneira ele ajuda a recuperar os sentidos?

O treinamento olfatório estimula fibras remanescentes com quatro aromas fixos, duas vezes ao dia, fortalecendo as conexões neurais e auxiliando na recuperação gradual.

7. Quais são as opções atuais de tratamento para perda de olfato de forma clínica?

Incluem corticosteroides tópicos ou orais, antivirais, anti-histamínicos e treinamento olfatório, conforme a causa identificada na avaliação especializada.

8. Em quais situações uma cirurgia nasal é indicada como tratamento para restabelecer o olfato?

A cirurgia é indicada quando há obstrução anatômica, como pólipos ou desvio de septo, que impeça o fluxo olfatório adequado e não responda ao tratamento clínico.

9. Quanto tempo dura a perda do olfato?

A duração varia com a causa. Casos pós-infecciosos podem regredir em semanas, já outros exigem meses de treinamento olfatório ou tratamento clínico contínuo.

10. Qual médico devo procurar para perda de olfato?

O Otorrinolaringologista é o especialista indicado para avaliar e tratar anosmia e hiposmia, identificando a causa e definindo a conduta mais adequada.