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Cirurgia bariátrica: novos critérios do CFM
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Entenda como o IMC, as comorbidades e a idade influenciam a redução de estômago

O cenário do tratamento cirúrgico da obesidade no Brasil passou por uma significativa transformação em 2025. A publicação da resolução do CFM nº 2.429 unificou as normas anteriores e estabeleceu novos parâmetros para a cirurgia bariátrica, refletindo as mais recentes evidências científicas.

Essa diretriz reforça que a bariátrica é uma ferramenta eficaz dentro de um tratamento contínuo e multidisciplinar, e não um fim em si mesma. Este artigo detalha os novos critérios de indicação estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina, explicando como eles impactam a avaliação do paciente e a tomada de decisão clínica.

Compreender os critérios é o primeiro passo. No Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, o gastrocirurgião, Dr. Carlos Obregon, e sua equipe estão atualizados com todas as normas do Conselho Federal de Medicina para oferecer a avaliação precisa.

Quer saber mais sobre os novos critérios de redução de estômago? Agende uma consulta presencial ou online com gastrocirurgião.

Entre em contato para agendar uma consulta com Dr. Carlos Obregon, Cirurgião Bariátrico em São Paulo, para saber os novos critérios da cirurgia bariátrica

Quais são os critérios atuais para realizar cirurgia bariátrica no Brasil?

Os critérios que definem quem pode passar por uma cirurgia bariátrica no Brasil estão mais claros e abrangentes. 

A nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) unificou as regras e focou no quadro clínico completo do paciente, visando oferecer acesso seguro e baseado em evidências ao tratamento mais eficaz para a obesidade grave.

Agora, as indicações de redução de estômago consideram não apenas o Índice de Massa Corporal (IMC), mas também o impacto das comorbidades na saúde do indivíduo. Vejam algumas mudanças.

Atualizações do CFM sobre IMC e obesidade grave

A principal inovação trazida pelo Conselho Federal de Medicina foi a ampliação da elegibilidade de pacientes das faixas de IMC para bariátrica, com foco na presença de comorbidades que representem risco à saúde. A nova resolução detalha três cenários principais para indicação da cirurgia.

  • IMC igual ou superior a 40 kg/m²: indicação clássica para obesidade grave grau III, válida mesmo sem outras doenças.
  • IMC entre 35 e 39,9 kg/m²: indicada na presença de pelo menos uma comorbidade agravada pelo peso, como diabetes ou hipertensão.
  • IMC entre 30 e 34,9 kg/m²: esta é a grande novidade para obesidade grau I com doenças graves, como diabetes tipo 2 ou apneia do sono grave.

Obesidade e presença de comorbidades que podem influenciar na elegibilidade do paciente à cirurgia

A resolução lista condições específicas que demonstram a gravidade do caso. Entre as principais comorbidades consideradas estão:

  • Diabetes Mellitus tipo 2.
  • Doenças cardiovasculares graves com lesão em órgão-alvo.
  • Apneia obstrutiva do sono grave.
  • Esteatose hepática não alcoólica (gordura no fígado) com fibrose.
  • Doença renal crônica em decorrência do diabetes.

Este critério reforça que a cirurgia bariátrica é, em muitos casos, uma cirurgia metabólica. Seu objetivo vai além da redução de estômago; é uma intervenção para tratar doenças complexas e melhorar a qualidade e expectativa de vida.

Descubra se seu perfil se encaixa nos novos critérios para redução de estômago. Marque uma consulta online inicial com gastrocirurgião.

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O que mudou nas diretrizes do Conselho Federal de Medicina?

A nova resolução do CFM representou uma modernização estrutural no tratamento da obesidade grave. As diretrizes foram unificadas em um documento único e mais claro, eliminando contradições e estabelecendo um fluxo lógico para a indicação da redução de estômago.

Diferença entre critérios antigos e atuais

As novas regras do Conselho Federal de Medicina trouxeram flexibilidade e uma visão mais focada no risco clínico atual do paciente. Para entender a evolução, o quadro abaixo compara os principais pontos:

Critério Diretrizes anteriores (2.131/15 e 2.172/17) Novas diretrizes (CFM 2.429/2025)
Faixa de IMC IMC ≥ 40 (sem restrição) ou IMC ≥ 35 com comorbidades. Para diabetes: IMC ≥ 30. Inclui formalmente IMC 30-34,9 com doenças graves listadas.
Idade para diabéticos Entre 30 e 70 anos. Sem limites de idade.
Tempo de diagnóstico (diabetes) Máximo de 10 anos de doença. Sem restrição de tempo.
Acompanhamento clínico prévio Acompanhamento de no mínimo 2 anos. Decisão da equipe multidisciplinar.
Cirurgia em adolescentes < 16 anos: apenas em caráter experimental. 14-15 anos: permitido em casos excepcionais (IMC > 40 com risco de vida).
Técnicas recomendadas Bypass, Sleeve, Banda Gástrica Ajustável e Derivação Biliopancreática (Scopinaro). Banda Gástrica e Scopinaro não são recomendadas.

Como as diretrizes diferenciam as abordagens?

As novas diretrizes do Conselho Federal de Medicina utilizam os termos cirurgia bariátrica e cirurgia metabólica de maneira complementar, e não excludente. A diferença central está no foco primário do tratamento, mas os procedimentos cirúrgicos realizados são frequentemente os mesmos.

A cirurgia bariátrica tem como objetivo principal o tratamento da obesidade grave em si, promovendo uma redução de estômago significativa e duradoura. Já a cirurgia metabólica enfatiza o controle ou remissão das comorbidades desencadeadas ou agravadas pela obesidade.

Dessa forma, o Conselho Federal de Medicina legitima o papel da cirurgia metabólica como a melhor opção terapêutica para controlar um estado metabólico de alto risco, indo além da simples redução de estômago.

Precisa entender como essas mudanças afetam seu caso? Temos horários para consulta presencial com gastrocirurgião em São Paulo.

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Cirurgia bariátrica para adolescentes: o que agora vale?

Um dos avanços da nova resolução do Conselho Federal de Medicina foi estabelecer critérios seguros e claros para a redução de estômago de jovens com obesidade grave

Antes considerada apenas em caráter experimental, agora a cirurgia bariátrica para adolescentes é reconhecida como uma opção terapêutica válida e necessária em casos específicos.

O que mudou na indicação para jovens?

  • Fim do caráter experimental: a cirurgia para menores de 16 anos é uma opção terapêutica estabelecida e regulamentada.
  • Redução da idade mínima: jovens a partir de 14 anos são avaliados para o procedimento em casos excepcionais de obesidade grave (IMC > 40) com complicações clínicas que representem risco de vida.
  • Critérios claros para maiores de 16 anos: adolescentes com 16 anos ou mais passam a ser elegíveis seguindo os mesmos critérios de IMC e comorbidades estabelecidos para os adultos, sem restrições adicionais arbitrárias.
  • Ênfase na avaliação conjunta: a decisão depende obrigatoriamente de uma avaliação rigorosa do gastrocirurgião e equipe multidisciplinar e do consentimento formal dos pais ou responsáveis legais.

Critérios específicos 

Para adolescentes na faixa etária de 14 a 15 anos, a indicação da cirurgia bariátrica é considerada excepcional e segue um protocolo de segurança ainda mais rigoroso estabelecido pelo Conselho Federal de Medicina. O ponto central é a combinação obrigatória de dois fatores:

  • IMC maior que 40 kg/m², caracterizando obesidade grave de grau III.
  • Presença de comorbidades e complicações clínicas associadas que representam um risco iminente à vida do jovem.

Sua família busca orientação sobre cirurgia bariátrica para adolescentes? Converse com nosso gastrocirurgião.

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Como as novas regras impactam a escolha da técnica cirúrgica?

A nova norma estabeleceu uma hierarquia clara entre as técnicas, criando as categorias de “altamente recomendadas”, “alternativas” e “não recomendadas”. 

Essa classificação orienta o gastrocirurgião e a equipe multidisciplinar na tomada de decisão, priorizando sempre o maior benefício e o menor risco da redução de estômago para o paciente.

Sleeve e bypass continuam sendo as cirurgias mais recomendadas

Tanto o bypass gástrico quanto o sleeve gástrico são técnicas altamente recomendadas pelo Conselho Federal de Medicina com comprovação robusta de segurança e eficácia. A escolha entre uma e outra não é aleatória, mas resulta de uma análise individualizada feita pelo gastrocirurgião em conjunto com o paciente.

De forma geral, o sleeve gástrico (gastrectomia vertical) é um procedimento tecnicamente menos complexo, com menor risco de deficiências nutricionais a longo prazo. A redução de estômago pode ser mais indicado para perfis específicos ou como primeira etapa cirúrgica. 

Já o bypass gástrico em Y de Roux apresenta um componente metabólico mais pronunciado, frequentemente oferecendo resultados superiores no controle do diabetes tipo 2 e do refluxo gastroesofágico severo.

Banda gástrica ajustável e cirurgia de Scopinaro não são mais recomendadas

A nova resolução do Conselho Federal de Medicina tomou uma posição decisiva em relação à banda gástrica ajustável e a cirurgia de Scopinaro. Ambas foram reclassificadas para a categoria de procedimentos não recomendados para o tratamento primário da obesidade grave.

Essas técnicas não oferecem o equilíbrio adequado entre benefício e risco que se exige no tratamento atual de redução de estômago. Pacientes que já foram submetidos a esses procedimentos devem manter acompanhamento com gastrocirurgião, mas elas não são mais indicadas como cirurgias primárias.

A banda gástrica perdeu espaço nas diretrizes?

Sim. Ela foi classificada como não recomendada devido a um alto percentual de complicações e resultados insatisfatórios a longo prazo. 

Problemas como a taxa de reoperações, deslizamento do anel, erosão na parede do estômago e a dificuldade em manter a perda de peso fizeram com que ela fosse considerada uma opção de risco elevado e benefício limitado de redução de estômago.

Em quais perfis a cirurgia de Scopinaro ainda é considerada

Segundo as atuais diretrizes do Conselho Federal de Medicina, a cirurgia de Scopinaro não é recomendada para nenhum perfil de paciente como procedimento primário. 

Ainda, a resolução a incluiu de forma explícita na categoria de técnicas com resultados insatisfatórios e percentual proibitivo de complicações graves, especialmente relacionadas à desnutrição.

Quer saber qual é a melhor técnica para o seu perfil? Agende uma consulta com o gastrocirurgião.

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Cirurgia bariátrica no Instituto Medicina em Foco

No Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, as diretrizes mais atualizadas são seguidas rigorosamente. O compromisso da MEF é com a segurança e os melhores resultados para os pacientes.

O Dr. Carlos Obregon, gastrocirurgião experiente, trabalha com a equipe multidisciplinar da MEF, qualificada para realizar toda a avaliação pré-operatória exigida pelo Conselho Federal de Medicina. Oferecemos acompanhamento completo, desde a primeira consulta até o seguimento de longo prazo.

Agende a sua consulta

Se você luta contra a obesidade grave e suas comorbidades, não adie a busca por uma vida mais saudável. As novas regras podem tornar o tratamento acessível para você.

Entre em contato com o gastrocirurgião, tire suas dúvidas e agende sua avaliação.

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Conteúdo atualizado em 2026.

Carlos de Almeida Obregon I Cirurgia do Aparelho Digestivo I CRM-SP 177864 I RQE 107012 I RQE 107013

FAQ – Perguntas frequentes sobre cirurgia bariátrica: novos critérios do CFM

1. Quais são os principais critérios das novas diretrizes para realizar cirurgia bariátrica no Brasil?

A cirurgia bariátrica considera IMC, obesidade grave, comorbidades, avaliação do gastrocirurgião e equipe multidisciplinar, conforme o Conselho Federal de Medicina.

2. Como o Conselho Federal de Medicina atualizou os parâmetros de IMC para bariátrica?

O Conselho Federal de Medicina atualizou o IMC para Bariátrica, ampliando indicações conforme índice de massa corporal e doenças associadas.

3. As novas normas ampliam a indicação da cirurgia para pacientes com obesidade grave e comorbidades?

Sim. Pacientes com obesidade grave e comorbidades passaram a ter maior indicação para cirurgia bariátrica e cirurgia metabólica.

4. O que mudou na indicação de cirurgia bariátrica para adolescentes segundo o CFM?

O CFM permite cirurgia bariátrica em adolescentes e menores de 16, com critérios rígidos e IMC elevado.

5. Como as diretrizes atuais diferenciam cirurgia bariátrica e cirurgia metabólica?

A cirurgia bariátrica foca na redução de estômago; a cirurgia metabólica prioriza controle de doenças, mesmo com IMC menor.

6. As novas regras influenciam a escolha entre sleeve gástrico, bypass gástrico e outras técnicas?

Sim. IMC, comorbidades e perfil clínico orientam a escolha entre sleeve gástrico, bypass gástrico ou outras técnicas.

7. Por que a equipe multidisciplinar ganhou ainda mais importância nas diretrizes recentes?

A equipe multidisciplinar garante segurança, preparo adequado e melhor resultado da cirurgia bariátrica antes e após o procedimento.

8. A banda gástrica ajustável perdeu espaço após as atualizações do Conselho Federal de Medicina?

Sim. A banda gástrica ajustável tem menor indicação, sendo substituída por técnicas mais eficazes e seguras.

9. Em quais perfis de paciente a cirurgia de Scopinaro ainda é considerada pelas diretrizes atuais?

A cirurgia de Scopinaro é indicada em casos selecionados de obesidade grave, com IMC elevado e avaliação criteriosa.

10. Como o gastrocirurgião interpreta as novas regras do CFM na indicação da redução de estômago?

O gastrocirurgião avalia IMC, comorbidades e histórico clínico para indicar a redução de estômago com segurança.

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