Entenda os tipos de transtornos alimentares, sua relação com a saúde mental e como buscar ajuda profissional para superá-los.
O transtorno alimentar é uma condição séria que afeta a relação de uma pessoa com a comida, impactando sua saúde física e emocional. Geralmente, está associado a distúrbios mentais que influenciam diretamente os hábitos alimentares e o comportamento do indivíduo em relação à alimentação.
Esses transtornos podem se manifestar de diferentes formas, como anorexia, bulimia e compulsão alimentar, comprometendo tanto a saúde física quanto a mental. O tratamento, portanto, exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais como Nutricionista, Nutrólogo, Psicólogo e Psiquiatra para garantir um acompanhamento adequado e eficaz.
Este texto explora os principais tipos de transtornos alimentares, suas causas, sintomas e a importância do tratamento adequado para uma recuperação saudável. Aqui, na MEF, temos a Dra. Valentina Obregon, especialista em transtornos alimentares.
O que é o transtorno alimentar?
Esse transtorno ou distúrbio é uma condição psiquiátrica considerada grave. Ela tem como característica alterações persistentes no consumo de refeições ou distúrbios nos comportamentos relacionados à comida.
Assim, quando a pessoa apresenta sinais da doença, ela pode deixar de comer, por ter receio de engordar, ou acabar ingerindo muitos alimentos por conta de um descontrole emocional, gerando impactos negativos à saúde física e mental.
Segundo a Organização World Eating Disorder, mais de 70 milhões de pessoas no mundo todo são afetadas por algum tipo de transtorno da alimentação, como:
- anorexia;
- bulimia;
- transtorno de compulsão alimentar;
- transtorno alimentar restritivo evitativo;
- transtorno de ruminação.
Tipos de transtorno alimentar
Conheça abaixo as principais características dos tipos de transtorno alimentar e o impacto desses distúrbios na vida do paciente:
1. Anorexia
A anorexia nervosa é caracterizada pelo medo intenso de ganhar peso, restrição alimentar extrema e distorção da imagem corporal. Pacientes nessa condição acreditam que estão com excesso de peso. Por isso, evitam ingerir alimentos.
Porém, com o tempo, a falta de nutrientes pode levar a complicações graves, como osteoporose, anemia e problemas cardíacos.
2. Bulimia
Já na bulimia nervosa, o paciente tem episódios de compulsões alimentares, com a ingestão de muita comida de uma única vez, seguidos por:
- comportamentos compensatórios;
- como vômito induzido;
- uso excessivo de laxantes;
- jejuns prolongados ou exercícios em excesso.
Além de impactar a saúde mental, essa condição também pode provocar desequilíbrios no nível de minerais do sangue e danos ao trato digestivo.
3. Transtorno de compulsão alimentar
O transtorno de compulsão alimentar periódica é caracterizado pelo consumo exagerado de alimentos em curtos períodos, sem comportamentos compensatórios — o que o diferencia da bulimia.
Esse distúrbio pode levar ao ganho excessivo de peso, podendo o paciente ficar obeso, e ao desenvolvimento de doenças metabólicas, como diabetes e hipertensão.
4. Transtorno alimentar restritivo evitativo
A pessoa com transtorno alimentar restritivo evitativo pode variar na quantidade de comida que ela consome nas refeições. Ela tanto pode comer de forma compulsiva os alimentos quanto evitá-los com receio de engordar.
Esse distúrbio pode causar perda de peso significativa, bem como, crescimento menor do que o esperado para crianças e deficiências nutricionais graves. Por isso, o acompanhamento médico com a Dra. Obregon se faz necessário neste caso.
5. Transtorno de ruminação
O transtorno de ruminação é caracterizado pela regurgitação de alimentos após o seu consumo. Essa regurgitação pode ser voluntária.
Caso o paciente limite a quantidade de alimentos para evitar que os outros vejam as crises compulsivas, é possível que ele perca peso e apresente deficiências nutricionais.
Como a saúde mental influencia no distúrbio alimentar?
Os distúrbios alimentares estão diretamente associados às questões de ordem emocional. Entenda mais a seguir o papel da saúde mental no desenvolvimento e na recuperação do transtorno da alimentação.
Relação entre emoções e transtornos da alimentação
Muitos pacientes com transtornos alimentares utilizam a comida como um mecanismo de escape para lidar com emoções negativas. Dessa forma, fatores psicológicos, como ansiedade, depressão e baixa autoestima, podem desencadear ou agravar essas condições.
Por isso, o recomendado é que o tratamento envolva uma equipe multidisciplinar com Nutricionista, Nutrólogo, Psicólogo e Psiquiatra. Eles, juntos, ajudarão o paciente a fortalecer a sua saúde mental e melhorar a relação com a alimentação.
O papel da psicoterapia no tratamento
A psicoterapia é um elemento fundamental no tratamento dos transtornos alimentares.
Isso porque, com algumas abordagens, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o Psicólogo pode ajudar o indivíduo a mudar padrões disfuncionais de pensamento e comportamento, promovendo uma reeducação alimentar saudável, junto com a Dra. Obregon.
Tratamentos indicados para casos de transtorno da alimentação
O tratamento para o transtorno da alimentação consiste em uma série de cuidados que permite a recuperação da saúde física e mental dos pacientes. Conheça alguns deles.
Acompanhamento psicológico
Durante o tratamento, o Psicólogo vai trabalhar com o foco na reeducação alimentar. Assim, ele irá ajudar o indivíduo a ressignificar a sua relação com o próprio corpo, com suas emoções e com a alimentação.
Uso de medicamentos psiquiátricos
Em determinados casos, o Psiquiatra pode prescrever medicamentos para tratar comorbidades, como ansiedade e depressão. Essas condições influenciam diretamente no desenvolvimento do transtorno alimentar.
Dessa forma, marcar uma consulta com um profissional se torna necessário para seguir um tratamento de forma correta.
Alimentação equilibrada
Em paralelo à psicoterapia e ao uso contínuo de medicamentos psiquiátricos, é indicado ao paciente que ele faça um acompanhamento com a nossa Nutricionista, Dra. Obregon, e um Nutrólogo para garantir uma alimentação equilibrada. Através deles, se torna possível a promoção de uma recuperação nutricional sem prejudicar sua relação com a comida.
Apoio da família e dos amigos
Por fim, o apoio da família e dos amigos é parte essencial para o sucesso do tratamento. Dessa forma, o paciente se sente acolhido, cuidado e encorajado a enfrentar a doença, com a certeza de que não está sozinho.
O Instituto Medicina pode te ajudar a vencer o transtorno alimentar
O transtorno de alimentação é sério e precisa de atenção especializada. Afinal, um tratamento adequado pode transformar a vida de quem enfrenta essa condição, promovendo bem-estar e qualidade de vida.
No Instituto Medicina em Foco você pode contar com a Dr. Valentina Obregon. A partir de uma abordagem individualizada, a nossa Nutricionista clínica, junto a uma equipe multidisciplinar, vai se valer da educação e das ferramentas nutricionais para alterar mitos e crenças alimentares do paciente, ajudando-o a construir uma relação mais saudável com a comida e o próprio corpo.
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Se você passa por algum transtorno alimentar, não deixe isso para depois. Temos uma equipe de especialistas a sua disposição.
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FAQ: Dúvidas frequentes sobre Transtorno Alimentar
1. Como reconhecer os primeiros sinais de anorexia em adolescentes?
Os sinais incluem perda de peso rápida, medo intenso de engordar e restrição alimentar severa. Buscar ajuda de um especialista em Nutrição é fundamental.
2. Qual é o papel do Nutricionista no apoio a pessoas com dificuldades alimentares?
Esse profissional auxilia na reeducação alimentar, garantindo uma alimentação equilibrada e segura, essencial para a recuperação de transtornos alimentares.
3. Como identificar os sintomas da bulimia e buscar ajuda profissional?
Vômitos induzidos, uso excessivo de laxantes e compulsões são sinais. O tratamento envolve psicoterapia, acompanhamento com um Nutrólogo e apoio médico.
4. Quais são os indicadores do transtorno de compulsão alimentar e as opções de tratamento?
Comer excessivamente sem controle, culpa e sofrimento emocional são sinais comuns. O tratamento inclui, além de mudanças na alimentação, consultas com Psiquiatras, Psicólogos, Nutricionistras e Nutrólogos.
5. De que maneira a saúde mental influencia os hábitos alimentares no dia a dia?
Ansiedade e depressão podem levar a distúrbios alimentares. Terapia e acompanhamento profissional ajudam na relação saudável com a comida.
6. Como manter uma alimentação equilibrada mesmo enfrentando desafios emocionais?
Priorize refeições regulares, evite dietas restritivas e busque apoio de um Nutricionista e Psicólogo para fortalecer sua saúde mental e alimentar.
7. Quais os sinais do transtorno alimentar restritivo evitativo e como buscar a recuperação?
A recusa extrema de alimentos por textura ou cheiro pode indicar o transtorno. O tratamento inclui acompanhamento multidisciplinar com Nutricionista e terapeuta.
8. Como reconhecer os sintomas do transtorno de ruminação e quais alternativas terapêuticas estão disponíveis?
Regurgitação frequente de alimentos pode indicar transtorno de ruminação. A terapia comportamental e o apoio nutricional são importantes para o tratamento.
9. Quais são os benefícios da psicoterapia no tratamento de distúrbios alimentares?
A psicoterapia ajuda a identificar gatilhos emocionais, promove mudanças no comportamento alimentar e melhora a relação com a comida.
10. Como o acompanhamento de um psiquiatra pode contribuir para a recuperação em casos de transtornos alimentares?
O Psiquiatra avalia a necessidade de medicação. Auxilia no tratamento de comorbidades, como depressão e ansiedade, promovendo recuperação completa.
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