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Especialista em Cirurgia Robótica da Próstata em SP: Dr. Augusto

O que separa o cirurgião do equipamento e quais números pedir antes de decidir a operação.

“A pergunta que mais ouço no consultório não é sobre o robô. É sobre voltar a segurar a urina e a ter ereção depois. Oriento cada paciente a investigar esses dois desfechos antes de escolher quem vai operar.”

CRM 185703RQE 100170Urologia
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Formação acadêmica
  • Residência Médica em Cirurgia Geral na Santa Casa de São Paulo
  • Residência em Urologia no Hospital Santa Marcelina de São Paulo
  • Fellowship em Cirurgia Robótica em Urologia na Santa Casa de Santos-SP
  • Pós-Graduação em Cirurgia Robótica em Urologia no Hospital Albert Einstein
Sociedades médicas
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia
  • Membro da American Urological Association (AUA) — destaque na associação por suas contribuições à urologia minimamente invasiva brasileira
Onde atende
  • Hospital Beneficência Portuguesa, Hospital Santa Catarina, Hospital Sírio Libanês, Rede Dor São Paulo, Hospital Nove de Julho, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
  • Urologia
Ouvir o episódio16:23
Dr. José Augusto, Urologia — Especialista em cirurgia robótica da próstata
11 min de leituraRevisado por Dr. José AugustoCRM 185703 · RQE 100170 · Membro da AUA (EUA)Atualizado em 18 de agosto de 20268 referências citadas
Sumário
  1. O que define um especialista em cirurgia robótica da próstata
  2. Quem precisa operar e quem pode acompanhar
  3. Como a prostatectomia robótica acontece por dentro
  4. Nerve-sparing: a decisão que define continência e potência
  5. Os números que você deve pedir ao cirurgião
  6. Recuperação real: sonda, continência e vida sexual
  7. Convênio, autorização e a jornada até a sala
  8. Atuação dentro do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
  9. Checklist para escolher seu cirurgião com segurança

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Urologia

Todo mês recebo homens que chegaram com o nome do robô decorado e nenhuma pergunta sobre o cirurgião. Muitos trazem a biópsia na mão e o medo de sair da sala sem controle da urina. Percebo que a conversa muda quando abro os números do próprio serviço, e não os do fabricante.

— Dr. José Augusto
O diagnóstico chega e a dúvida raramente é técnica: procurar um especialista em cirurgia robótica da próstata vira o passo seguinte. A escolha pesa porque envolve continência, vida sexual e controle do câncer ao mesmo tempo.
Homens entre 55 e 70 anos formam a maior parte desse grupo, quase sempre acompanhados da esposa ou de um filho. O que se busca não é propaganda de tecnologia, e sim critério para comparar serviços.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Avaliação inicial

    A consulta com um especialista em cirurgia robótica da próstata revisa PSA, ressonância e biópsia antes de qualquer indicação.

  • 2Estadiamento

    Exames complementares definem o grupo de risco e mostram se a doença está restrita à glândula.

  • 3Decisão compartilhada

    Cirurgia, radioterapia e vigilância ativa são comparadas com o paciente, com os desfechos de cada rota.

  • 4Preparo

    Exames pré-operatórios, ajuste de anticoagulantes e treino do assoalho pélvico antecedem a internação.

  • 5Cirurgia

    O procedimento dura em média duas a quatro horas, com internação curta na maioria dos casos.

  • 6Retornos

    Retirada da sonda, controle de PSA e reabilitação da função sexual seguem um calendário definido.

01

O que define um especialista em cirurgia robótica da próstata

Análise completa

A qualificação começa em documentos que o paciente pode conferir. São eles o registro no conselho e o RQE (registro de qualificação de especialista) em urologia. Soma-se a isso o certificado de treinamento no console. Na nossa prática de consultório, esse conjunto quase nunca é solicitado por quem chega decidido.

O que conferir antes da primeira consulta

O RQE indica que a residência foi concluída e reconhecida. A certificação de console mostra treinamento formal na plataforma. Já o volume anual de cirurgias diz quantas vezes aquela mão repetiu o gesto no último ano.

A diretriz europeia de câncer de próstata trata a experiência da equipe como fator de desfecho, não como detalhe. É a mesma lógica que orienta o atendimento do urologista que atende em São Paulo.

Por que o robô não responde sozinho

O sistema não decide nada. Ele reproduz, com mais precisão e menos tremor, o movimento de quem está no console. A analogia útil é a do instrumento musical: o som depende do músico, não do violino.

A checagem é rápida e pública. O registro e o RQE podem ser conferidos no portal do conselho, pelo nome ou pelo número de inscrição. Já o volume anual é pergunta direta, feita na consulta.

02

Quem precisa operar e quem pode acompanhar

Análise completa

Nem todo diagnóstico segue para a sala cirúrgica. A escolha depende do grupo de risco. Ele é definido pelo PSA (antígeno prostático específico), pelo escore ISUP (classificação da agressividade no microscópio) e pelo estadiamento.

As três rotas possíveis

Doença de baixo risco costuma admitir vigilância ativa (acompanhamento com exames seriados). Risco intermediário e alto abrem a discussão entre cirurgia e radioterapia. Um estudo de 2024 sobre vigilância ativa comparou as três rotas pela ótica do próprio paciente.

O achado é útil para a consulta: cada rota cobra um preço funcional diferente. Não existe caminho sem efeito colateral, e sim escolha informada sobre qual efeito é mais tolerável.

Comparação entre as vias

A comparação abaixo reúne as três vias cirúrgicas e a radioterapia. A via laparoscópica (minimamente invasiva, por pequenos furos) serve de referência intermediária.

ViaInternação típicaSangramentoRetorno às atividades
Robótica1 a 2 diasBaixo2 a 4 semanas.
Laparoscópica1 a 2 diasBaixo2 a 4 semanas.
Aberta2 a 3 diasMaior4 a 6 semanas.
RadioterapiaSem internaçãoNão se aplicaSessões ao longo de semanas.

A tabela orienta a conversa, mas não substitui o estadiamento. O mesmo tumor muda de conduta conforme idade, comorbidades e expectativa de vida do paciente.

Idade e comorbidades entram na conta com o mesmo peso do exame. Um tumor de baixo risco em paciente com outras doenças graves costuma pedir acompanhamento, não cirurgia. O inverso também é verdadeiro.

Urologista revisando exames de imagem com o paciente no consultório — Especialista em cirurgia robótica da próstata
Urologista revisando exames de imagem com o paciente no consultórioAgende sua avaliação com Dr. José →
03

Como a prostatectomia robótica acontece por dentro

Análise completa

A prostatectomia (cirurgia de retirada da próstata) robótica dura em média duas a quatro horas. O cirurgião opera sentado no console, com visão tridimensional ampliada, enquanto a equipe permanece ao lado do paciente.

Do acesso à reconstrução

Pequenas incisões dão passagem aos braços do sistema. A glândula é separada da bexiga e da uretra, com atenção aos feixes nervosos que correm colados à cápsula.

No fim, bexiga e uretra são reconectadas por uma anastomose (costura entre bexiga e uretra). É essa sutura que exige a sonda vesical nos primeiros dias, até a cicatrização inicial se firmar.

O que a técnica muda para o paciente

Menos sangramento e internação curta são os ganhos mais consistentes. A descrição do procedimento na Mayo Clinic detalha o mesmo desenho de etapas usado nos centros brasileiros de referência.

A anestesia é geral e a internação costuma ser curta. O paciente sai do centro cirúrgico com sonda vesical e retoma a caminhada ainda no primeiro dia, quando não há intercorrência.

04

Nerve-sparing: a decisão que define continência e potência

Análise completa

O nerve-sparing (preservação dos nervos da ereção) é decidido durante a cirurgia, não apenas antes dela. Os feixes neurovasculares correm rentes à próstata e comandam a ereção.

Quando preservar não é seguro

Se o tumor encosta na cápsula naquele lado, preservar o nervo pode deixar doença para trás. A prioridade passa a ser o controle oncológico, e isso precisa estar combinado antes da anestesia.

Um ensaio de 2025 sobre preservação nervosa avaliou justamente a decisão guiada por exame do tecido durante o ato cirúrgico. O tema saiu do campo da opinião e entrou no da evidência comparada.

O que perguntar sobre isso

Vale perguntar em que situações o cirurgião abre mão da preservação. A resposta mostra se existe critério definido ou apenas promessa genérica de tentar.

A reabilitação começa antes da alta. Estímulo precoce e acompanhamento com urologista aumentam a chance de recuperar função ao longo dos meses seguintes.

05

Os números que você deve pedir ao cirurgião

Análise completa

Os desfechos variam mais entre cirurgiões do que entre modelos de robô. Por isso a pergunta útil é sobre a estatística daquele serviço, e não sobre a geração do equipamento.

A curva de aprendizado é real

Resultados melhoram com repetição e depois estabilizam. Uma análise de 2023 sobre curva de aprendizado descreveu esse comportamento em séries de prostatectomia robótica.

Perguntar quantas cirurgias o médico faz por ano não é desconfiança. É o mesmo critério que qualquer serviço de referência usa para credenciar a própria equipe.

A trifecta em linguagem simples

A trifecta (soma de cura, continência e ereção) resume o que se espera de um bom resultado. Peça os três separadamente, porque a média isolada esconde diferenças importantes.

Uma taxa só significa algo com o denominador ao lado. Pergunte em quantos pacientes ela foi medida, em quanto tempo de seguimento e com qual definição de continência.

06

Recuperação real: sonda, continência e vida sexual

Análise completa

A recuperação segue calendários distintos para cada função. A sonda costuma sair em poucos dias, enquanto o controle urinário e a ereção seguem cronogramas mais lentos.

Continência

A perda de urina ao esforço é frequente nas primeiras semanas. Trata-se de incontinência de esforço (perda de urina ao tossir ou levantar peso), que melhora com fisioterapia do assoalho pélvico.

Uma revisão de 2024 sobre retorno da continência reuniu as taxas descritas na literatura. Já um estudo de 2025 sobre técnica poupadora comparou variações de acesso cirúrgico e seus efeitos nesse retorno.

Função sexual

A ereção é a função que mais demora. O tempo de recuperação de cirurgia robótica da próstata depende da idade, da função prévia e de quantos feixes foram preservados.

O retorno ao trabalho depende da ocupação. Atividade administrativa costuma ser retomada antes do que função com esforço físico ou direção prolongada.

07

Convênio, autorização e a jornada até a sala

Análise completa

A cobertura depende do rol da ANS (lista de coberturas obrigatórias) e do contrato entre hospital e operadora. O pedido sai do consultório com relatório clínico, laudos e código do procedimento.

Como o pedido caminha

A operadora analisa a documentação e responde dentro do prazo regulatório. Havendo negativa, cabe recurso administrativo com justificativa técnica e, se necessário, parecer complementar.

Cada plano tem particularidades de rede e de prazo. Vale conferir como funciona pela Unimed Nacional e também a cobertura do procedimento pela Amil antes de agendar a internação.

As exigências mudam de operadora para operadora. Vale comparar o trâmite pela Sulamérica e as regras do Bradesco Saúde antes de fechar a data da internação.

O que costuma atrasar

Laudo incompleto e ausência do código correto são as causas mais comuns de atraso. Reunir os exames em uma pasta única encurta a espera de forma concreta.

A documentação completa evita retrabalho. Relatório médico, laudos de imagem, biópsia e número de protocolo costumam ser pedidos mais de uma vez ao longo do trâmite.

08

Atuação dentro do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco

Análise completa

O atendimento não termina no centro cirúrgico. Dr. José Augusto Farias da Silva Junior integra o corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. O modelo reúne avaliação criteriosa e acompanhamento continuado.

O que a estrutura agrega

Fisioterapia pélvica, apoio nutricional e retaguarda clínica ficam sob o mesmo cuidado. Isso encurta o caminho entre a queixa do pós-operatório e a conduta correspondente.

A Sociedade Brasileira de Urologia reúne os parâmetros de formação da especialidade no país. É esse conjunto que sustenta a credencial de quem opera dentro da instituição.

Onde o paciente é atendido

Quem procura cirurgia robótica de próstata em São Paulo costuma considerar deslocamento e retorno. Concentrar consultas e reabilitação no mesmo endereço reduz esse desgaste.

A equipe multidisciplinar encurta etapas. Enfermagem, fisioterapia e nutrição acompanham o mesmo caso, com informação compartilhada entre os profissionais.

09

Checklist para escolher seu cirurgião com segurança

Análise completa

Uma consulta bem aproveitada cabe em oito perguntas objetivas. Elas cobrem credencial, volume e desfechos, além do plano de reabilitação e do acompanhamento. A ordem acompanha o amadurecimento da decisão, da checagem documental até a conversa sobre expectativa realista de continência e função sexual.

Nenhuma delas exige conhecimento técnico prévio. São perguntas que qualquer paciente pode fazer sem constrangimento.

As perguntas que importam

  • Qual o seu RQE em urologia e onde foi a residência?
  • Quantas prostatectomias robóticas você realiza por ano?
  • Qual a sua taxa de continência em doze meses?
  • Qual a sua taxa de potência em pacientes com função prévia normal?
  • Em que casos você não preserva os feixes nervosos?
  • Qual hospital receberá a cirurgia e qual a estrutura de retaguarda?
  • Como é o plano de reabilitação urinária e sexual?
  • Quem me acompanha nos retornos e em quanto tempo?

Uma metanálise de 2026 sobre desfechos comparados ajuda a calibrar expectativa entre as vias cirúrgicas. Para leitura de apoio, há material de referência sobre câncer de próstata em linguagem acessível.

Antes de fechar a decisão

Também pesa o modelo de atendimento e a rede envolvida. Entender como decidir entre convênio e particular evita surpresa administrativa às vésperas da internação. O acervo clínico da Mayo Clinic ajuda a formular as perguntas.

A decisão amadurece melhor com uma segunda opinião. Ouvir outro urologista não atrasa o tratamento e costuma trazer segurança para quem vai operar.

O que dizem os pacientes

Quero deixar aqui meu agradecimento e recomendação ao Dr. José Augusto da Silva e a toda a sua equipe. Além de serem extremamente atenciosos, respeitosos e profissionais, eles demonstraram uma capacidade técnica incrível ao realizarem minha cirurgia via robô. O procedimento foi conduzido com maestria e um nível de competência impressionante. Recomendo a todos que buscam não só um atendimento humano e cuidadoso, mas também o que há de mais avançado em termos de técnica cirúrgica. Muito obrigado!
— Guilherme G (dez/2025)
Excelente profissional, me atendeu desde a urgência com muita competência e carinho, só gratidão!
— Aline Franco (dez/2025)
Atendimento super humanitário Atencioso e cordial!! profissionalismo totalmente diferenciado ! fiquei super satisfeito ! Recomendo a todos que necessitarem de uma consulta urologica e indico o DR José Augusto da silva !!
— Joao Roberto (mai/2026)
Próximo passo

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A avaliação revisa PSA, ressonância e biópsia na mesma consulta, com discussão franca sobre continência e função sexual. Você sai com um mapa de decisão, não com um orçamento.

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Perguntas frequentes

Qual o valor de uma cirurgia robótica para retirada da próstata?

O custo não é o preço do equipamento, e sim o pacote hospitalar somado aos honorários da equipe. Com convênio, a conta depende da cobertura contratada e da negociação entre hospital e operadora. Em atendimento particular, o orçamento é montado caso a caso após a avaliação.

Quanto tempo demora uma cirurgia robótica de próstata?

A média fica entre duas e quatro horas. A variação depende do tamanho da glândula, do peso do paciente e da decisão de preservar ou não os feixes nervosos. Cirurgias com dissecção mais delicada tendem a durar mais.

O convênio cobre cirurgia robótica de próstata?

A prostatectomia é procedimento coberto, mas a via robótica depende do contrato e da rede credenciada. Alguns planos autorizam sem ressalva e outros exigem justificativa técnica detalhada. Havendo negativa, existe recurso administrativo com prazo definido.

A cirurgia robótica dói mais do que a cirurgia aberta?

A tendência é de menos dor no pós-operatório imediato. As incisões são pequenas e a manipulação da parede abdominal é menor. Ainda assim, existe desconforto nos primeiros dias, controlado com analgesia comum.

Quanto tempo fico com a sonda depois da cirurgia?

Na maioria dos casos, a sonda permanece por poucos dias. O prazo depende da cicatrização da anastomose e é confirmado no retorno. A retirada é rápida e feita em consultório.

Volto a ter ereção depois da prostatectomia robótica?

Depende da função sexual antes da cirurgia, da idade e de quantos feixes nervosos foram preservados. O retorno costuma ser gradual ao longo de meses. A reabilitação começa cedo e faz parte do plano.

Qual o tempo de recuperação de cirurgia robótica da próstata?

Atividades leves costumam ser retomadas em duas a quatro semanas. Esforço físico intenso e direção exigem liberação no retorno. O controle urinário e a função sexual seguem cronogramas próprios, mais longos.

Como encontrar cirurgia robótica de próstata?

Comece pelo hospital que possui a plataforma e verifique quais urologistas operam nele. Depois confira a credencial e o volume anual de cada profissional. Proximidade ajuda, mas não substitui o critério técnico.

O robô opera sozinho?

Não. Todos os movimentos são comandados pelo cirurgião no console, em tempo real. O sistema filtra o tremor natural da mão e amplia a visão em três dimensões. Nenhuma etapa acontece de forma automática, e a equipe permanece ao lado do paciente durante todo o procedimento.

Quando a cirurgia robótica não é a melhor escolha?

Em doença de baixo risco, a vigilância ativa pode ser preferível. Em outros casos, radioterapia oferece controle semelhante com efeitos diferentes. Cirurgias abdominais prévias extensas também podem contraindicar a via.