Quanto tempo de internação na prótese de quadril | São Paulo
Os dias no hospital após a troca do quadril dependem menos da cirurgia e mais do preparo antes dela.
“Quem chega à cirurgia já treinado com o andador e com a casa adaptada costuma dar os primeiros passos mais cedo. Por isso, começo a orientar a alta semanas antes da operação, ainda na avaliação inicial.”— Dr. Paulo Afonso
CRM 202912RQE 120815Ortopedia e Traumatologia
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Formação acadêmica
- Universidade de São Paulo (USP)
- IAMSPE
Títulos de especialista
- Título de Especialista pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
Sociedades médicas
- Sociedade Brasileira do Quadril
Onde atende
- Hospital das Clínicas da FMUSP, Hospital IAMSPE, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
- Ortopedia e Traumatologia
Ortopedia e Traumatologia
No consultório, a pergunta sobre a alta costuma vir antes de qualquer dúvida sobre a prótese. Respondo com um plano, não com uma data fixa. Cada corpo responde ao seu tempo, e a equipe acompanha esse ritmo de perto.— Dr. Paulo Afonso
Saber quanto tempo de internação na prótese de quadril será necessário faz parte do planejamento, não é detalhe de última hora. Sou o Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Neste artigo, explico cada etapa da estadia, do centro cirúrgico até a porta de casa.
Vou mostrar o que acontece no dia da artroplastia total de quadril e nas primeiras noites no quarto. Também explico como a equipe de enfermagem, a fisioterapia e o anestesista acompanham sua evolução dia a dia. Por fim, mostro como organizar acompanhante, transporte e o primeiro retorno ao ortopedista depois da alta.
Como funciona
Passo a passo
- 1Avaliação inicialO ortopedista examina o quadril, revisa as radiografias e pede exames de sangue e do coração antes de marcar a cirurgia.
- 2Preparo da casaPaciente e família retiram tapetes, instalam barras no banheiro e providenciam uma cadeira mais alta antes da internação.
- 3Dia da cirurgiaO paciente é internado no dia da operação, passa pela avaliação do anestesista e recebe a prótese no centro cirúrgico.
- 4Primeiros passosNo dia seguinte, o fisioterapeuta ajuda a sentar na beira da cama e a caminhar alguns metros com andador.
- 5Alta hospitalarA equipe libera a volta para casa quando a dor está controlada, o curativo está seco e os degraus são vencidos.
- 6Primeiro retornoNo primeiro retorno, o ortopedista retira os pontos, confere a radiografia da prótese e ajusta a fisioterapia em casa.
Quanto tempo de internação na prótese de quadril: o que esperar na maioria dos casos
Análise completa
A prótese primária (primeira prótese colocada naquela articulação) sem complicações costuma exigir de dois a quatro dias no hospital. A contagem inclui o dia da cirurgia, o que equivale a dormir de uma a três noites no quarto. O primeiro dia serve para recuperar da anestesia; no segundo, o paciente já caminha pelo corredor com andador.
O que define o dia da alta
A alta segue critérios funcionais, em linha com as orientações da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. O paciente precisa caminhar com segurança, urinar normalmente e manter a dor controlada com comprimidos. Quem atinge essas metas no segundo dia pode sair antes de quem ainda sente tontura ao levantar.Na rotina clínica, subir e descer degraus costuma ser a última etapa vencida antes da liberação. O fisioterapeuta treina a escada com o paciente antes do dia da saída.Quando a estadia se estende
Alguns quadros pedem mais dias no quarto. A displasia (formação irregular do encaixe do quadril) torna a cirurgia mais complexa e pode alongar a recuperação. Entenda os detalhes em prótese de quadril em quem tem displasia.Anemia após a operação, diabetes descompensado (glicose fora de controle) e doenças do coração também exigem observação mais próxima. Nesses casos, a permanência pode passar de quatro dias até que os exames se estabilizem.O que decide o dia da alta: critérios clínicos e funcionais
Análise completa
A equipe só libera o paciente quando o corpo mostra, em conjunto, que consegue se cuidar fora do hospital. Nenhum critério isolado basta: dor, circulação, marcha (forma de caminhar) e funcionamento da bexiga são avaliados lado a lado, todos os dias.
Critérios clínicos: dor, sinais vitais e exames
A dor precisa estar controlada com analgésicos (remédios para dor) em comprimido, sem depender de medicação na veia. Os sinais vitais (pressão, pulso, temperatura e respiração) precisam seguir estáveis quando o paciente fica em pé. Febre, queda de pressão ou hemoglobina (proteína do sangue que transporta oxigênio) muito baixa adiam a saída, conforme estudos indexados no PubMed.Critérios funcionais: andador, banheiro e bexiga
A marcha segura com andador começa pelas transferências (passar da cama para a cadeira e voltar) feitas sem ajuda da equipe. Depois, o paciente precisa caminhar pelo corredor com equilíbrio, sem tontura e sem precisar parar a cada poucos passos. Os degraus vêm por último, treinados com o fisioterapeuta na altura dos que existem em casa.O paciente também precisa usar o vaso sanitário com assento elevado e se vestir com ajuda mínima. A micção (ato de urinar) espontânea importa, porque a retenção urinária (bexiga que não esvazia) pode surgir após a anestesia.Saber quanto tempo de internação na prótese de quadril será preciso depende do ritmo de cada critério. Estalos discretos ao caminhar podem assustar nos primeiros dias; o que eles significam está em prótese de quadril estalando ou rangendo.Do centro cirúrgico ao quarto: como são os primeiros dias no hospital
Análise completa
A sala de recuperação anestésica (área onde o paciente desperta sob vigilância) é a primeira parada depois da cirurgia. Ali, a enfermagem confere pressão, respiração e sensibilidade das pernas antes de liberar a ida ao quarto. Esse período costuma durar algumas horas, conforme o tipo de anestesia.
Dor controlada e primeiros passos
O controle da dor usa analgesia multimodal (vários remédios que agem por caminhos diferentes). Com a dor sob controle, o fisioterapeuta senta o paciente na beira da cama no mesmo dia ou na manhã seguinte. O ritmo da reabilitação nas semanas seguintes está em tempo de recuperação da prótese de quadril.Prevenção de trombose e de luxação
A trombose venosa profunda (coágulo nas veias da perna) é prevenida com anticoagulante (remédio que reduz a formação de coágulos). Movimentar os tornozelos na cama e caminhar cedo também ajudam o sangue a circular nas pernas. A equipe também ensina posições seguras e o que fazer na luxação (saída da prótese do lugar).Curativo, sonda e alimentação
O curativo é conferido todos os dias, e a alimentação volta assim que o enjoo da anestesia passa. A sonda urinária (tubo que esvazia a bexiga), quando usada, costuma sair antes dos primeiros passos.Alta no mesmo dia ou em 24 horas: para quem é uma opção segura
Análise completa
A cirurgia ambulatorial (alta no mesmo dia da operação) e a alta em 24 horas valem para um grupo selecionado de pacientes. A escolha depende de exames, de motivação e de quem ajudará em casa.
Requisitos de saúde para a alta precoce
O candidato tem saúde estável e nenhuma comorbidade (doença associada) descompensada, como diabetes ou insuficiência cardíaca (coração que bombeia com pouca força). A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente. Os exames feitos antes da cirurgia confirmam se o organismo tolera uma recuperação mais curta.Idade avançada, uso contínuo de anticoagulante e histórico de trombose venosa profunda costumam pedir mais uma noite de observação. Nesses casos, permanecer um pouco mais permite ajustar remédios e acompanhar exames com calma.Apoio em casa e cobertura do convênio
Em casa, um adulto precisa acompanhar o paciente nos primeiros dias, ajudando no banho e nas refeições. Morar perto do hospital e ter acesso rápido à equipe também pesam na decisão. Quem mora sozinho ou depende de muitas escadas costuma se beneficiar de pernoitar no hospital.Pelo convênio, a autorização cobre a internação hospitalar, seja de um dia ou de vários. Honorários médicos e aluguel de equipamentos podem ser cobrados à parte, conforme o contrato. Veja como funciona a prótese de quadril pela Mediservice e a prótese de quadril pela Porto Seguro.Revisão da prótese e fratura do quadril: por que a internação tende a ser mais longa
Análise completa
A cirurgia de revisão (troca de uma prótese já colocada) e a operação após fratura exigem mais tempo no hospital. Nos dois casos, o corpo enfrenta uma agressão maior que na prótese primária. A permanência pode passar dos quatro dias, conforme a evolução de cada paciente.
Por que a revisão pede mais dias
Na revisão, o cirurgião retira a prótese antiga e muitas vezes repara o osso ao redor. A soltura asséptica (prótese que se desprende do osso sem infecção) é um motivo frequente dessa troca. A cirurgia dura mais, sangra mais e a perda de sangue pode exigir transfusão (reposição de sangue pela veia).A infecção periprotética (infecção ao redor da prótese) pode exigir antibiótico na veia e prolongar bastante a estadia. Os sinais de falha e as opções de troca estão em revisão de prótese de quadril.Fratura: cirurgia de urgência e recuperação mais lenta
A fratura do colo do fêmur (quebra logo abaixo da cabeça do osso) atinge sobretudo idosos com ossos frágeis. A cirurgia é feita sem preparo prévio, muitas vezes com anemia, desidratação ou outras doenças ainda descompensadas. O delirium (confusão mental passageira) também pode surgir e atrasar os primeiros passos com andador.A osteoporose (enfraquecimento dos ossos) pede cuidados extras na fixação da prótese e na reabilitação. Os detalhes estão em prótese de quadril em quem tem osteoporose.Autorização do plano para dias extras
Em internações longas, vale confirmar com o plano a autorização dos dias extras de hospital. A autorização cobre a internação; honorários e aluguel de equipamentos podem ser cobrados à parte. O passo a passo está em prótese de quadril pelo Bradesco Saúde.Idade, outras doenças e complicações: o que pode prolongar a permanência
Análise completa
A estadia se alonga quando o organismo precisa de mais tempo para se recuperar do esforço da operação. A idade, por si só, não define a alta; pesa mais a condição geral do paciente.
Doenças e condições que pedem mais vigilância
Quem tem doença cardíaca, como arritmia (batimento irregular do coração), costuma precisar de monitoramento extra nos primeiros dias. A DPOC (doença pulmonar que dificulta a saída do ar) pede atenção à oxigenação depois da anestesia. A apneia do sono (pausas na respiração ao dormir) também exige cautela com remédios que dão sonolência.O diabetes mal controlado dificulta a cicatrização e aumenta o risco de infecção na ferida. A glicose instável também pode atrasar a alta até se normalizar. O preparo específico está em cuidados do diabético antes de operar.A fragilidade (perda de força e reserva física com a idade) deixa os primeiros passos mais lentos. Pacientes frágeis costumam precisar de mais sessões de fisioterapia antes de caminhar sem risco de queda.Complicações que estendem a estadia
O sangramento maior pode formar hematoma (acúmulo de sangue sob a pele) e agravar uma anemia já existente. A infecção da ferida exige investigação com exames de sangue e soma dias de observação.A luxação, quando ocorre ainda no hospital, obriga a reavaliar a prótese e a recomeçar o treino de marcha. A retenção urinária costuma se resolver em poucos dias, mas a alta espera a bexiga funcionar sozinha.A recuperação mais lenta em quem tem outras doenças não é exclusiva do quadril. O mesmo raciocínio aparece no texto tempo de recuperação na cirurgia de coluna.A conduta descrita aqui se apoia em material de referência clínica.Alta não é recuperação: quanto tempo até andar sozinho, dirigir e trabalhar
Análise completa
O retorno às atividades segue etapas, e cada uma depende de força muscular, equilíbrio e controle da dor. A cirurgia planejada costuma permitir uma recuperação funcional ampla entre três e seis meses. Quem trabalha sentado tende a voltar antes de quem faz esforço físico.
Do andador à bengala
O andador costuma dar lugar à bengala entre a segunda e a quarta semana, com aval do fisioterapeuta. Andar sem apoio costuma ocorrer entre a quarta e a oitava semana, quando a claudicação (mancar ao caminhar) desaparece. O papel dos exercícios nessa fase aparece em fisioterapia na artrose do quadril.De volta ao volante
Dirigir exige frear com força e reagir rápido, o que depende de controle total da perna. Em geral, a direção é liberada entre a quarta e a sexta semana, sem uso de analgésicos que dão sonolência. Quem operou o quadril esquerdo e tem carro automático pode voltar um pouco antes.Trabalho e recuperação completa
Atividades em escritório costumam ser retomadas entre a quarta e a sexta semana, com pausas para caminhar. Trabalhos com carga, agachamento ou longos períodos em pé pedem de dois a três meses.A musculatura glútea (músculos das nádegas que estabilizam o quadril) recupera a força aos poucos. Por isso, a recuperação completa costuma levar de seis meses a um ano. Para quem usa convênio, o caminho da autorização está em prótese de quadril pela Porto Seguro.Como preparar a casa e a família antes da cirurgia
Análise completa
A família pode resolver quatro frentes semanas antes da internação: acompanhante, casa sem obstáculos, remédios organizados e fisioterapia agendada. Quando essas pendências ficam para a véspera da alta, o paciente pode precisar de mais uma noite no hospital.
Acompanhante definido com antecedência
Defina antes da internação quem ficará com o paciente nas primeiras semanas, inclusive à noite. O ideal é que essa pessoa acompanhe as orientações da enfermagem no dia da alta. Um revezamento entre familiares evita cansaço e falhas no cuidado.Casa adaptada contra quedas
Retire tapetes soltos e fios do caminho entre o quarto e o banheiro, e deixe uma luz acesa à noite. Coloque objetos de uso diário na altura da cintura, para evitar agachar ou subir em bancos. Cama e poltrona firmes, com altura acima do joelho, facilitam levantar sem dobrar demais o quadril.No banheiro, o assento sanitário elevado e o banco de banho reduzem o risco de escorregar. Teste esses itens antes da cirurgia, ainda sem dor.Remédios e fisioterapia já organizados
Leve à consulta antes da cirurgia a lista de todos os remédios em uso, com nome e dose. O ortopedista orienta quais manter ou pausar antes da cirurgia. O tipo de implante também muda os cuidados, como explica o texto sobre prótese parcial ou total de quadril.Em casa, uma caixa organizadora separada por horário evita esquecimentos e doses repetidas. Agende também as sessões de fisioterapia em casa ou em clínica para a primeira semana após a alta. Com a agenda pronta, a equipe não precisa segurar o paciente à espera de vaga.A conduta descrita aqui se apoia em Outpatient joint replacement Is it a safe.Sinais de alerta depois da alta que exigem contato com o médico
Análise completa
A maioria dos desconfortos após a prótese melhora a cada dia, e essa tendência serve de referência. Qualquer sintoma que piora em vez de melhorar merece uma ligação para a equipe, sem esperar o retorno.
Infecção da ferida e da prótese
Febre persistente, vermelhidão que se espalha e secreção (líquido que escorre do corte) turva ou com mau cheiro sugerem infecção. A infecção periprotética (infecção ao redor da prótese) tratada cedo tem mais chance de controle sem trocar o implante. A dor que volta a crescer depois de ter melhorado também entra nesse grupo.Coágulo na perna e no pulmão
A trombose venosa profunda (coágulo nas veias da perna) costuma aparecer como inchaço, calor e dor na panturrilha de uma perna só. Falta de ar súbita, dor no peito ao respirar ou desmaio podem indicar embolia pulmonar (coágulo que chega ao pulmão).Luxação e outros sinais
Dor forte e repentina no quadril, com perna mais curta ou girada para fora, sugere luxação (saída da prótese do lugar). Hematoma (acúmulo de sangue sob a pele) que cresce, sangramento que atravessa o curativo e confusão mental também pedem avaliação.Como agir diante de um sinal
Diante de falta de ar ou dor no peito, ligue para o serviço de emergência ou vá ao pronto-socorro mais próximo. Nos demais sinais, ligue para o cirurgião no mesmo dia e informe a data da cirurgia e os remédios em uso. Para quem tem Omint, o caminho até a equipe está em ortopedista de quadril pela Omint.A conduta descrita aqui se apoia em material de referência clínica.Atendimento no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
Análise completa
A prótese de quadril envolve profissionais de várias áreas, e a duração da estadia depende de como eles conversam entre si. Na equipe multidisciplinar (profissionais de áreas diferentes que trabalham juntos), as decisões são combinadas antes, durante e depois da internação.
Quem acompanha o paciente em cada etapa
O ortopedista planeja a cirurgia e define, com o paciente, as metas para a alta. O clínico (médico que cuida da saúde geral) controla pressão, glicose e remédios de uso contínuo antes e depois da operação. O anestesista escolhe a anestesia e participa do plano de controle da dor.O fisioterapeuta conduz os primeiros passos com andador e treina a escada antes da saída. A enfermagem acompanha curativo, sinais vitais e sono durante as noites no quarto. Com todos olhando o mesmo prontuário (registro do atendimento do paciente), a alta tende a acontecer sem atrasos evitáveis.Agendamento e avaliação inicial
Quem vem de outra cidade pode organizar consulta, exames e cirurgia para reduzir o número de viagens. O roteiro está em como operar o quadril vindo de outra cidade.Para planejar a sua internação com antecedência, agende uma avaliação com o Dr. Paulo Afonso, de Ortopedia e Traumatologia. Ele atende no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, ao lado de uma equipe multidisciplinar. Veja o prazo para marcar com ortopedista de quadril.Agende sua avaliação com Dr. Paulo Afonso
Consulta com Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
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Perguntas frequentes
Afinal, quanto tempo de internação na prótese de quadril é o normal?
Sem complicações, a artroplastia total de quadril (troca completa da articulação por prótese) exige de dois a quatro dias internado. Esse prazo já inclui o dia da cirurgia. Anemia, infecção ou luxação (saída da prótese do lugar) podem estender a permanência.
O acompanhante pode dormir no quarto?
Em geral, sim, mas a regra varia conforme o hospital e o tipo de acomodação do plano. A presença dele ajuda nas primeiras noites, quando levantar ainda exige apoio. Vale confirmar antes da internação e aproveitar as noites para aprender as orientações da enfermagem sobre curativo e posições.
Que tipo de anestesia é usada e ela influencia a alta?
A raquianestesia (anestesia aplicada nas costas que adormece da cintura para baixo) é comum nessa cirurgia. A escolha cabe ao anestesista, conforme a saúde de cada paciente. Despertar mais cedo e com menos enjoo facilita levantar no dia seguinte e pode antecipar a saída.
Vou sentir muita dor durante a internação?
Algum desconforto é esperado, sobretudo ao levantar nas primeiras vezes. A equipe combina remédios e reavalia a dor várias vezes ao dia, usando uma escala de zero a dez. Avise sempre que a dor atrapalhar o sono ou os exercícios, porque o esquema pode ser ajustado.
Posso tomar banho ainda no hospital?
O banho costuma ser liberado com ajuda da enfermagem, sentado em cadeira de banho, assim que o paciente fica de pé. Quando usado, o curativo impermeável (que não deixa a água passar) protege o corte durante o banho. Em casa, siga a orientação recebida na alta sobre quando molhar a região.
O que levar na mala para a internação?
Separe roupas largas, que abram na frente, e um calçado fechado com sola antiderrapante, fácil de calçar sem se abaixar. Leve também os documentos, a carteirinha do convênio, os exames e a lista de remédios em uso. Itens de higiene e um carregador de celular de cabo longo completam a mala.
O convênio cobre todos os custos da internação?
A autorização do plano cobre a internação hospitalar. Os honorários médicos e o aluguel de equipamentos podem ser cobrados à parte, conforme o contrato. Peça ao hospital e à equipe um orçamento por escrito antes da data marcada para a cirurgia.
É possível voltar para casa de táxi ou carro de aplicativo?
Sim, desde que o banco permita sentar sem dobrar demais o quadril. Prefira o banco da frente, afastado ao máximo e reclinado, entrando de costas e girando o corpo junto com as pernas. Uma almofada firme no assento ajuda a manter o quadril acima do joelho.
Fazer exercícios antes da cirurgia ajuda a encurtar a estadia?
A pré-reabilitação (exercícios feitos antes da operação para ganhar força) ajuda o paciente a chegar mais preparado. Treinar o uso do andador e fortalecer coxas e braços facilita as primeiras passagens da cama para a cadeira. Esse preparo não fixa uma data, mas costuma tornar os primeiros passos mais seguros.