Artrose no quadril depois de fratura: tem prótese?
Por que o desgaste que surge após a quebra do quadril pede um planejamento diferente da prótese comum.
“Quando a articulação se desgasta após uma fratura, o osso que restou pesa mais na escolha da prótese. Peço tomografia (exame de imagem em cortes finos) antes, porque parafusos antigos mudam a cirurgia.”— Dr. Paulo Afonso
CRM 202912RQE 120815Ortopedia e Traumatologia
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Formação acadêmica
- Universidade de São Paulo (USP)
- IAMSPE
Títulos de especialista
- Título de Especialista pela SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia)
Sociedades médicas
- Sociedade Brasileira do Quadril
Onde atende
- Hospital das Clínicas da FMUSP, Hospital IAMSPE, Instituto Medicina em Foco
Áreas de atuação
- Ortopedia e Traumatologia
Ortopedia e Traumatologia
No consultório, percebo que o medo maior não é a cirurgia, e sim voltar a depender dos outros para andar. Por isso, cada decisão começa ouvindo a rotina da pessoa.— Dr. Paulo Afonso
Muita gente chega com a dúvida artrose no quadril depois de fratura: tem prótese? Sou o Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Aqui explico por que o histórico da quebra muda o planejamento e o que esperar de cada etapa.
A fratura do acetábulo (parte da bacia que encaixa o fêmur) deixa marcas diferentes da fratura do colo do fêmur. Cada uma altera o encaixe, a cartilagem e o estoque ósseo (quantidade de osso saudável disponível) de forma própria. Por isso, a prótese total de quadril nesses casos pede uma leitura individual, sem fórmula pronta.
Como funciona
Passo a passo
- 1Primeira consultaO ortopedista revisa a história da fratura, a cirurgia anterior e como a dor limita andar, dormir e se vestir.
- 2Exames de imagemRadiografias e tomografia mostram o desgaste, a posição dos parafusos antigos e quanto osso saudável sobrou.
- 3Planejamento cirúrgicoCom as imagens, define-se o tipo de prótese e se placas ou parafusos serão retirados na mesma cirurgia.
- 4Avaliação pré-operatóriaExames de sangue e avaliação clínica checam coração, anemia e sinais de infecção antiga ao redor dos parafusos.
- 5Cirurgia e internaçãoNa artroplastia, a articulação desgastada é trocada, e a fisioterapia começa ainda durante a internação hospitalar.
- 6ReavaliaçãoConsultas de retorno com radiografia acompanham o encaixe da prótese, a cicatrização e a volta gradual a caminhar sem muletas.
Artrose no quadril depois de fratura: tem prótese? Quando ela entra na conversa
Análise completa
A artroplastia é discutida quando a dor limita andar, dormir ou calçar sapatos e as radiografias confirmam desgaste avançado. Informações da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia ajudam a entender esses critérios.Temos observado que muitas pessoas adiam a consulta por achar que a placa antiga impede a troca da articulação. O metal da fixação muda o planejamento, mas não costuma fechar a porta para a prótese total de quadril.
Sinais de que o quadril pede nova avaliação
Dor na virilha que volta todos os dias, mancar ao caminhar e dificuldade para cortar as unhas dos pés são alertas comuns. Também chama atenção precisar de analgésicos cada vez mais fortes para cumprir a rotina.A dor que limita não precisa esperar anos de piora. Uma reavaliação com radiografia atualizada mostra se o desgaste avançou ou se ainda há margem para fisioterapia e ajustes de atividade.Quando a fratura atingiu o colo do fêmur (região logo abaixo da cabeça do osso), a necrose avascular pode acelerar o desgaste. Já a lesão no acetábulo costuma deixar a superfície irregular, o que exige reconstruir o encaixe com mais cuidado.Planejamento e custos
O tipo de prótese e a necessidade de retirar parafusos alteram tempo cirúrgico e materiais. Cada orçamento parte do exame de imagem e do plano cirúrgico definido em consulta. Para ter uma referência de valores, veja quanto custa a prótese particular em São Paulo.Como uma fratura antiga acaba desgastando a articulação do quadril
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A cartilagem articular (tecido liso que reveste as pontas dos ossos) não se regenera bem depois de um impacto forte. Quando a fratura atinge a cabeça femoral ou o acetábulo, pequenos degraus ficam na superfície e concentram carga. Cada passo passa a atritar o mesmo ponto, e o desgaste avança devagar.
Quando o sangue deixa de chegar à cabeça do fêmur
No colo do fêmur passam vasos finos que alimentam a cabeça do osso. Uma fratura nessa região pode rompê-los, mesmo quando a fixação fica bem posicionada. Sem irrigação, parte do osso morre, perde a forma esférica e afunda meses ou anos depois.A ressonância magnética (exame que mostra o osso sem radiação) flagra a necrose antes do colapso, segundo o acervo científico do PubMed. Por isso, ela costuma ser pedida quando a dor na virilha volta após uma fratura do colo que já parecia colada.Outras marcas que a fratura deixa
Quando o osso cola torto, situação chamada consolidação viciosa (cicatrização da fratura fora do eixo), a carga se distribui mal pela articulação. Já a pseudartrose (fratura que não chegou a colar) deixa movimento anormal e parafusos que podem soltar e raspar a cartilagem.Esse desgaste tem origem mecânica, diferente da inflamação que destrói a cartilagem na artrite reumatoide (doença autoimune das articulações). Os cuidados próprios desse outro cenário aparecem em prótese de quadril na artrite reumatoide. O mecanismo da lesão orienta exames e técnica diante da pergunta artrose no quadril depois de fratura: tem prótese?
Prótese logo após a fratura ou prótese pela sequela: qual é a diferença
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A prótese pode ser o próprio tratamento inicial na fratura do colo do fêmur com desvio, sobretudo em pessoas mais velhas. Nesses casos, ela substitui a cabeça quebrada nos primeiros dias, porque a fixação poderia falhar ou evoluir para necrose. A indicação depende da avaliação de um ortopedista para fratura de fêmur, que pesa idade, qualidade óssea e rotina.
Quando a prótese vem depois, pela sequela
A prótese tardia entra quando a fratura já foi fixada e, meses ou anos depois, surgem artrose, pseudartrose ou consolidação viciosa. Também pesa a falha de placas, parafusos e hastes, que soltam, quebram ou invadem a articulação. Essa artroplastia de conversão (prótese colocada onde antes havia fixação) costuma exigir mais tempo cirúrgico e componentes especiais.No tratamento inicial, o osso ao redor costuma estar íntegro e não há metal a remover. Na sequela, cicatrizes, osso enfraquecido e parafusos antigos tornam a cirurgia mais longa, com maior risco de infecção e sangramento. A recuperação também tende a ser mais gradual.Antes de decidir pela troca tardia
Quando a dor é moderada, vale tentar antes o tratamento da artrose sem cirurgia, com fisioterapia, controle de peso e analgésicos. Se o joelho também está desgastado, a ordem das cirurgias muda o plano; veja quadril e joelho: qual operar primeiro.Sinais de que a dor vem da articulação desgastada
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A dor da artrose pós-traumática costuma nascer na virilha e descer pela frente da coxa até o joelho. Ela piora ao levantar da cadeira e ao subir escadas. A rigidez ao acordar tende a durar poucos minutos e melhora com o movimento.
Sinais no dia a dia que merecem atenção
Calçar sapatos e meias fica difícil porque o quadril perde a rotação interna (capacidade de girar a perna para dentro). Muitas pessoas passam a inclinar o tronco ao andar, a marcha de Trendelenburg (mancar pendendo para o lado). A perna operada também pode parecer mais curta, e a dor passa a acordar a pessoa à noite.Quando a dor pode vir de outro lugar
Nem toda dor no quadril é desgaste. Dor na lateral, que piora ao deitar sobre o lado, sugere bursite trocantérica (inflamação de uma bolsa na lateral do quadril). Dor que desce pela nádega e passa do joelho costuma vir da coluna lombar.Dor em repouso, febre ou piora súbita pedem radiografia atualizada e exames de sangue, pois podem indicar parafuso solto ou infecção. Como agir nesses casos aparece no guia sobre artrose no quadril que piorou rápido.Quando os sinais se somam e a radiografia confirma o desgaste, a artroplastia (substituição da articulação por prótese) passa a ser discutida. Quem tem plano de saúde pode conferir como funciona a prótese de quadril pela Mediservice. A autorização do plano cobre a internação hospitalar; o aluguel de equipamentos e os honorários médicos podem ser cobrados à parte.A conduta descrita aqui se apoia em material de referência clínica.O que os exames mostram e por que o laudo sozinho não decide
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A radiografia (raio X simples do quadril) é o primeiro exame e mostra o espaço da cartilagem, cistos e bicos de osso. Ela também revela a posição de placas, parafusos e hastes da fixação antiga.
Tomografia e ressonância: o que cada uma acrescenta
A tomografia (exame de imagem em cortes finos) mede o estoque ósseo e mostra se algum parafuso invade a articulação. Com ela, o cirurgião planeja o tamanho dos componentes e a retirada do material de síntese (placas e parafusos da fixação).A ressonância magnética (exame que mostra o osso sem radiação) é útil quando a radiografia parece normal e a dor persiste. Ela também avalia músculos, tendões e sinais de líquido ao redor da articulação. O metal antigo, porém, gera borrões que podem limitar a leitura perto dos parafusos.Por que o grau no laudo não basta
A classificação de Kellgren-Lawrence (escala de 0 a 4 do desgaste no raio X) descreve a imagem, não o sofrimento. Há quem tenha grau avançado e caminhe bem, e quem sinta muita dor com alterações discretas.A indicação cirúrgica nasce da soma entre dor, limitação funcional, resposta ao tratamento conservador (remédios e fisioterapia) e imagem. Esse conjunto fundamenta o relatório médico, útil também se o plano recusar; veja o que fazer se o convênio negar.Quem tem plano Bradesco pode conferir como funciona a prótese de quadril pelo Bradesco Saúde. A autorização do plano cobre a internação hospitalar; o aluguel de equipamentos e os honorários médicos podem ser cobrados à parte.A conduta descrita aqui se apoia em material de referência clínica.Dá para controlar a artrose pós-fratura sem cirurgia?
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O tratamento conservador (sem cirurgia) não recupera a cartilagem perdida. Mas pode reduzir a dor e manter a marcha por meses ou anos. O resultado depende do grau de desgaste, do encaixe deixado pela fratura e da presença de parafusos que raspam a articulação.
O que costuma entrar no tratamento
A fisioterapia com fortalecimento dos glúteos e da coxa alivia a carga sobre o quadril. A hidroterapia (exercício em piscina aquecida) ajuda quando a dor limita o treino em solo. Terapias regenerativas, ainda em estudo, são discutidas com um especialista em terapia regenerativa do quadril.Analgésicos e anti-inflamatórios (remédios que reduzem a inflamação) aliviam as crises, mas o uso prolongado pede vigilância do estômago e dos rins. A infiltração (injeção dentro da articulação) com corticoide ou ácido hialurônico (substância lubrificante) pode aliviar por semanas ou meses. Quando o efeito some cedo, vale ler o que fazer quando a infiltração não fez efeito.Ajustes na rotina e quando eles deixam de bastar
Com menos peso corporal, a carga sobre o quadril diminui a cada passo. A bengala, usada na mão do lado oposto à dor, também divide o esforço da marcha.O tratamento sem cirurgia deixa de bastar quando a dor acorda à noite e a caminhada encurta mês a mês. Parafuso invadindo a articulação ou colapso da cabeça do fêmur também reduzem a margem para insistir. O caminho entre adiar e operar está no guia sobre se a artrose no quadril tem cura.A conduta descrita aqui se apoia em material de referência clínica.Prótese total, parcial ou troca do material já implantado
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A artroplastia total troca as duas superfícies do quadril: a cabeça do fêmur e o acetábulo. Ela costuma ser a opção quando a artrose pós-traumática já atingiu a cartilagem dos dois lados da articulação.
Quando só a cabeça do fêmur é trocada
A hemiartroplastia (prótese parcial, que troca só a cabeça do fêmur) preserva o acetábulo original. Ela aparece mais em fraturas recentes do colo do fêmur em pessoas idosas e com pouca demanda de marcha. Na sequela com desgaste da bacia, ela tende a doer, porque a cabeça metálica atrita uma cartilagem já lesada.Conversão e revisão: trocar o que já está no osso
Na artroplastia (substituição da articulação por prótese) de conversão, a prótese ocupa o lugar de uma fixação que falhou ou deixou desgaste. O cirurgião pode precisar de enxerto ósseo (osso usado para preencher falhas) ou hastes mais longas, que se apoiam em osso firme.A cirurgia de revisão (troca de uma prótese já implantada) acontece quando uma hemiartroplastia antiga desgasta o acetábulo ou os componentes soltam. Infecção ao redor do implante também leva à revisão, às vezes em duas etapas.Prótese total, conversão e revisão usam componentes e tempos cirúrgicos diferentes, o que muda o pedido ao convênio. Os detalhes desse caminho estão no guia de prótese de quadril pela Porto Seguro. A autorização do plano cobre a internação hospitalar; o aluguel de equipamentos e os honorários médicos podem ser cobrados à parte.Como costuma ser a cirurgia e a recuperação
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A anestesia raquidiana (aplicada nas costas para adormecer as pernas) costuma ser a escolha na artroplastia do quadril. Ao acordar, a pessoa segue para o quarto com soro, remédios para dor e curativo sobre a cicatriz.
Internação e primeiros passos
Ainda na internação, a pessoa costuma ficar em pé com andador (armação de apoio com quatro pés) e ajuda da fisioterapia. Medicação e meias de compressão ajudam a prevenir a trombose (coágulo que se forma nas veias da perna). Na conversão, a carga liberada sobre a perna depende do osso, como mostra o guia sobre prótese ou parafuso no fêmur.Fisioterapia e retorno às atividades
A fisioterapia segue em casa ou na clínica, com exercícios de força para glúteos e coxa e treino de marcha. O andador dá lugar às muletas e depois à bengala, conforme o equilíbrio melhora.Nas primeiras semanas, o cuidado com certos movimentos reduz o risco de luxação (saída da cabeça da prótese do encaixe). Dirigir, voltar ao trabalho e retomar caminhadas longas acontecem em fases, guiadas pelas consultas de retorno. O desconforto esperado nesse período está detalhado em como é a dor no pós-operatório.A conduta descrita aqui se apoia em Hip Replacement Surgery.Riscos da prótese e sinais que pedem atendimento imediato
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A artroplastia de conversão soma fatores que a prótese comum não tem: cicatrizes antigas, osso enfraquecido e parafusos a retirar. Cada um aumenta o tempo cirúrgico e a chance de complicação.
As complicações mais conhecidas
A infecção periprotética (infecção ao redor da prótese) pode surgir semanas ou anos depois e às vezes exige nova cirurgia. A luxação costuma acontecer nos primeiros meses, quando músculos e cápsula (envoltório da articulação) ainda cicatrizam. A trombose venosa profunda pode levar à embolia pulmonar (coágulo que chega ao pulmão).Com o tempo, pode ocorrer soltura asséptica (implante que se solta sem infecção), com dor ao apoiar a perna. Já a fratura periprotética (quebra do osso em volta da prótese) costuma vir de quedas, sobretudo com osso fragilizado. Uma nova cirurgia nessas situações tem custos próprios; veja os valores da prótese de quadril particular.Quando procurar o pronto-socorro
Febre, vermelhidão, calor ou secreção na cicatriz sugerem infecção e justificam avaliação no mesmo dia. Perna encurtada e girada, com dor súbita e incapacidade de apoiar, indica luxação ou fratura. Inchaço doloroso na panturrilha, falta de ar ou dor no peito pedem pronto-socorro sem demora.A conduta descrita aqui se apoia em Hip fracture surgery MedlinePlus Medical Encyclopedia.Atendimento no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
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A troca do quadril depois de uma fratura raramente depende de um único profissional. O ortopedista planeja a prótese, mas o anestesiologista, o clínico e o fisioterapeuta influenciam o resultado. Essa troca de informações acontece antes da cirurgia, não apenas no centro cirúrgico.
Quem participa das decisões
Quando a fratura deixou falhas grandes no fêmur ou no acetábulo, o plano pode envolver um cirurgião de reconstrução óssea do fêmur. Ele avalia, junto com o ortopedista de quadril, se o osso restante sustenta a prótese. Essa análise conjunta antecipa decisões que, de outro modo, surgiriam só na mesa cirúrgica.Do preparo ao acompanhamento
Depois da alta, o mesmo grupo acompanha as consultas de retorno, a evolução da fisioterapia e o controle da dor. Ter as informações reunidas evita repetir exames e ajuda a perceber cedo qualquer sinal fora do esperado. A pessoa sabe a quem recorrer em cada fase da recuperação.O Dr. Paulo Afonso, de Ortopedia e Traumatologia, atende no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em estrutura multidisciplinar. Para avaliar o quadril após a fratura, agende uma consulta com os exames que já tiver. Antes, vale conhecer os cuidados depois da prótese de quadril.Agende sua avaliação com Dr. Paulo Afonso
Consulta com Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
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Perguntas frequentes
Quanto tempo depois da fratura a artrose pode aparecer?
O desgaste pode surgir em poucos meses ou demorar vários anos. Isso varia conforme o tipo de fratura, o encaixe que ficou e a irrigação da cabeça do fêmur. Por isso, dor na virilha que volta após a fratura consolidada merece reavaliação, mesmo muito tempo depois.
Existe idade mínima ou máxima para colocar a prótese?
Não há uma idade fixa que libere ou impeça a artroplastia (troca da articulação por peças artificiais). Pesam mais a saúde geral, a qualidade do osso e o quanto a dor limita a rotina. Pessoas jovens também podem receber prótese, com conversa franca sobre durabilidade e possíveis revisões futuras.
Quanto tempo dura uma prótese de quadril colocada após fratura?
A durabilidade depende do tipo de componente, da fixação no osso, do peso corporal e do nível de atividade. Na artroplastia de conversão, o osso já operado também pode influenciar esse tempo. Consultas periódicas com radiografia ajudam a perceber desgaste ou soltura antes que causem dor.
Ter osteoporose impede a prótese depois da fratura?
A osteoporose (perda de massa e resistência óssea) não costuma impedir a cirurgia, mas muda o planejamento. A densitometria óssea (exame que mede a densidade do osso) ajuda a dimensionar essa fragilidade. Cuidar da osteoporose também reduz o risco de novas fraturas ao redor do implante.
A prótese corrige a perna que ficou mais curta?
A artroplastia permite corrigir parte da diferença de comprimento entre as pernas, mas nem sempre toda ela. A medida exata depende do osso, dos músculos e da estabilidade do novo encaixe. Pequenas diferenças restantes costumam ser compensadas com palmilha ou ajuste no calçado.
A cicatriz da cirurgia anterior é usada de novo?
Sempre que possível, o cirurgião aproveita a incisão (corte na pele) antiga ou parte dela. Isso evita novas cicatrizes e facilita a retirada do metal da fixação. Quando o acesso anterior não favorece a prótese, outra via pode ser escolhida no planejamento.
O plano de saúde cobre a prótese de quadril após fratura?
Com indicação médica e relatório detalhado, a autorização do plano cobre a internação hospitalar. O aluguel de equipamentos e os honorários médicos podem ser cobrados à parte, conforme o contrato. Vale conferir essas condições antes de marcar a data da cirurgia.
A prótese vai apitar no detector de metais?
Alguns detectores de aeroportos e bancos podem reagir ao metal da prótese. Um relatório médico ou cartão do implante ajuda a explicar a situação à equipe de segurança. Isso não interfere no funcionamento da prótese nem traz risco à pessoa.
Dá para fazer ressonância depois de colocar a prótese?
A maioria das próteses de quadril atuais permite ressonância magnética (exame que usa campo magnético para gerar imagens). O metal, porém, pode borrar a imagem perto do implante. Por isso, informe sempre ao serviço de imagem o tipo de prótese e a data da cirurgia.
Vale buscar segunda opinião antes de decidir?
Sim, a segunda opinião é comum diante da dúvida «artrose no quadril depois de fratura: tem prótese?». Ela ajuda bastante quando há metal antigo no osso e cicatrizes de outra cirurgia. Levar radiografias, tomografia e o relatório da cirurgia anterior facilita a comparação entre as avaliações.