No consultório, explico que a prótese de quadril pode acompanhar a pessoa por muitos anos. Por isso, a escolha de quem opera merece calma.— Dr. Paulo Afonso
Passo a passo
- 1Checagem préviaAntes da consulta, você confere o RQE do ortopedista e anota dúvidas sobre experiência, hospital e reabilitação.
- 2Primeira consultaO médico examina o quadril, revê as radiografias e explica por que propõe a troca da articulação.
- 3Exames e planejamentoExames de sangue, avaliação cardíaca e, se preciso, tomografia (imagem do osso em cortes) ajudam a planejar a prótese.
- 4Cirurgia e internaçãoVocê interna, recebe anestesia e, em geral, começa a ficar em pé com ajuda nos primeiros dias.
- 5ReabilitaçãoA fisioterapia ensina a andar com andador ou muletas e a evitar movimentos que favorecem a luxação.
- 6ReavaliaçõesNos retornos marcados, o cirurgião confere a cicatriz, a radiografia da prótese e o seu jeito de andar.
Como escolher o cirurgião da prótese de quadril: o que pesa de verdade na decisão
O que conferir no especialista e no hospital
O título de especialista em ortopedia é concedido pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, e o cirurgião pode informá-lo ao paciente. Pergunte também se o hospital conta com UTI (unidade de terapia intensiva) e banco de sangue. Esses recursos são pouco usados na troca do quadril, mas precisam estar disponíveis se surgir uma complicação.Conversa clara sobre plano, custos e limites
Na rotina clínica, a dúvida sobre valores costuma surgir tarde, quando a cirurgia já está marcada. A autorização do plano cobre a internação; peça por escrito os itens à parte, como honorários e aluguel de equipamentos. Para quem tem Cassi, o caminho está detalhado no texto sobre cobertura e autorização pela Cassi.Quando uma dessas frentes recebe resposta vaga, as outras não compensam a lacuna, mesmo que o currículo impressione.Antes do nome do médico: a prótese é mesmo indicada no seu caso?
Quando a prótese costuma ser indicada
A prótese costuma ser indicada quando a dor limita andar ou dormir e resiste ao tratamento conservador (cuidados sem cirurgia). As orientações do National Institutes of Health dos EUA descrevem o mesmo critério para a troca da articulação. Outro motivo é a necrose avascular (morte do osso por falta de circulação), quando a cabeça do fêmur afunda.Dor que acorda à noite, dificuldade para calçar sapatos e passos cada vez mais curtos mostram que a articulação perdeu folga. A idade, sozinha, não decide: pessoas jovens com quadril destruído e idosos ativos com desgaste leve recebem respostas diferentes. O peso de cada sinal muda conforme o trabalho, os hobbies e as doenças que a pessoa já tem.Quando ainda vale tentar outros tratamentos
Na artrose (desgaste da cartilagem que reveste a articulação) leve ou moderada, há caminhos antes da cirurgia. Perder peso, fazer fisioterapia para fortalecer a musculatura e usar bengala costumam aliviar a carga sobre o quadril. Os sinais de virada aparecem no texto sobre quando a artrose do quadril pede cirurgia.Quando a proposta de cirurgia chega sem que esses tratamentos tenham sido tentados, uma segunda opinião ajuda a esclarecer o motivo. Com a indicação confirmada, quem tem Omint encontra os passos da autorização no guia de prótese de quadril pela Omint.
CRM, RQE e título de especialista: como conferir em poucos minutos
Passo a passo na busca do conselho
No portal do Conselho Federal de Medicina, a busca aceita o nome completo ou o número do CRM com o estado. O resultado mostra a situação do registro, que precisa aparecer como ativo. Logo abaixo, a ficha lista as especialidades registradas e o número do RQE de cada uma.O conselho regional do estado onde o médico opera, como o Cremesp em São Paulo, traz a mesma consulta. Se o RQE não aparece, o profissional pode ter formação em andamento ou atuar em outra área.O que o registro não mostra
A ficha do conselho não informa quantas próteses o cirurgião faz por ano nem se ele se dedica ao quadril. Essa conversa acontece na consulta, com perguntas diretas sobre casos parecidos com o seu. Após fratura, a experiência com casos parecidos pesa mais, como explica o texto sobre artrose no quadril depois de fratura.Com o registro confirmado, vale checar se o cirurgião atende pelo seu plano. Quem tem Mediservice encontra os passos no guia de prótese de quadril pela Mediservice.Experiência que conta: casos parecidos com o seu, não só o número total de cirurgias
Perguntas sobre revisão e fratura
Na consulta, pergunte quantas revisões o cirurgião operou no último ano e com qual equipe. Na fratura do colo do fêmur (quebra perto da cabeça do osso da coxa), o tempo para planejar é menor. Vale saber se ele atende esses casos no hospital onde você seria operado.Outras situações mudam o grau de dificuldade: displasia (encaixe raso do quadril desde o nascimento), cirurgia anterior ou osso frágil. Peça ao médico que conte como resolveu casos assim e quais imprevistos encontrou. Uma resposta concreta, com exemplos, vale mais que um número redondo.Tipo de caso, orçamento e plano
A revisão costuma usar componentes especiais e cirurgia mais longa, o que muda o orçamento. Quem paga direto encontra valores de referência no texto sobre quanto custa a prótese particular. Antes de fechar, compare propostas de cirurgiões com experiência equivalente nesse tipo de caso.Quem tem Bradesco Saúde vê os passos da autorização no guia de prótese de quadril pelo Bradesco Saúde.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.Via de acesso e tipo de implante: o que perguntar sem cair na técnica da moda
Perguntas sobre a via anterior, posterior ou lateral
Pergunte qual via o cirurgião usa na maior parte das cirurgias e por quê. A via anterior (incisão na frente da coxa) ganhou fama de recuperação rápida, mas exige longo treino do cirurgião. A posterior, a mais tradicional, dá boa visão do osso e pede cuidado com a luxação.A via lateral passa pelos músculos glúteos (da lateral do quadril) e pode deixar a pessoa mancando por algumas semanas. Pergunte quantas cirurgias o médico já fez pela via que propõe e o motivo da escolha. A via que o cirurgião faz com frequência costuma render mais que a anunciada como novidade.Perguntas sobre o implante escolhido
O implante tem uma haste no fêmur, uma taça na bacia e uma cabeça que gira entre as duas. A fixação pode ser cimentada (presa com cimento ósseo) ou não cimentada, quando o osso cresce sobre o metal. Pergunte qual modelo será usado, de qual material é a superfície que gira e por que combina com seu osso.O modelo e a fixação mudam o valor final, assim como o hospital e a equipe. Compare o orçamento com os valores da prótese de quadril particular e com o custo da cirurgia de quadril em SP. Se o cirurgião não sabe dizer o modelo do implante antes da cirurgia, peça a informação por escrito.Riscos que o cirurgião precisa explicar com clareza antes de operar
Infecção e luxação
A infecção da prótese pode surgir semanas ou meses após a cirurgia. Febre, vermelhidão na cicatriz e dor que piora pedem contato rápido com a equipe. Pergunte como o hospital reduz esse risco.A luxação costuma acontecer nos primeiros meses, quando músculos e cicatriz ainda se firmam. O risco muda com a via de acesso e com movimentos como cruzar as pernas. Peça a lista de posições proibidas, descrita no texto sobre o que evitar depois da prótese.Trombose e diferença no comprimento das pernas
A trombose pode surgir na perna operada e, se o coágulo se solta, causar embolia pulmonar (entupimento de vasos do pulmão). A prevenção combina andar cedo, meias de compressão e anticoagulante (remédio que dificulta a coagulação), com dose definida pelo médico. Quem já teve coágulo pode ler sobre prótese em quem já teve trombose.Diferença de poucos milímetros no comprimento das pernas costuma passar despercebida. Diferenças maiores incomodam ao andar e podem sobrecarregar a coluna lombar. Pergunte como o cirurgião planeja esse comprimento.Dor e riscos menos frequentes
A dor das primeiras semanas é esperada e cede aos poucos, como explica o texto sobre a dor no pós-operatório. Lesão do nervo ciático (nervo da parte de trás da coxa) e soltura do implante também entram na conversa.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.Hospital e equipe: o que verificar além do nome da instituição
Anestesia e avaliação antes da cirurgia
A avaliação pré-anestésica (consulta com o anestesista antes da operação) revê coração, pulmões, remédios em uso e alergias. Na troca do quadril, costuma-se usar a raquianestesia (anestesia aplicada nas costas que adormece da cintura para baixo). Pergunte se essa consulta acontece dias antes ou só na manhã da cirurgia.Controle de infecção e qualidade do hospital
O hospital tem uma CCIH (comissão de controle de infecção hospitalar), que acompanha as infecções após cada tipo de cirurgia. Pergunte se o cirurgião conhece a taxa de infecção em próteses naquele hospital e se ela é divulgada. A acreditação (certificação externa de qualidade) mostra que os processos passam por auditoria periódica.Equipe multiprofissional
A equipe inclui enfermagem treinada em ortopedia, fisioterapeuta que ajuda você a levantar cedo e, se preciso, clínico ou cardiologista. Quem tem artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações) conta com o reumatologista, como mostra o guia de prótese com artrite reumatoide.Quem já tem prótese no joelho também entra num planejamento conjunto de fisioterapia e prevenção de infecção. Os cuidados específicos estão no texto sobre prótese de quadril após prótese no joelho.Quem cuida de você depois da alta
Retornos marcados antes de operar
Pergunte em quais semanas acontecem os retornos e quem examina você em cada um. É comum haver consulta para retirar pontos ou curativo e outras para radiografia de controle (imagem que mostra a posição da prótese). Quando as datas ficam para depois, o acompanhamento tende a falhar.Plano de fisioterapia por escrito
A fisioterapia começa ainda no hospital e segue em casa ou em clínica, com exercícios que mudam a cada fase. Peça o plano por escrito, com frequência das sessões, metas e prazo para largar o andador. Vale saber se o fisioterapeuta conversa com o cirurgião quando a evolução fica mais lenta.A avaliação que antecede a cirurgia já sugere o ritmo provável da reabilitação. O estado do coração, a anemia e o controle do diabetes, avaliados nos exames pedidos antes da prótese, influenciam esse ritmo.Canal de contato para sinais de alerta
Antes da alta, confirme qual telefone ou aplicativo atende fora do horário comercial e quem responde do outro lado. Secreção na cicatriz, inchaço forte na panturrilha ou falta de ar pedem contato no mesmo dia. Um plantão ortopédico de referência evita que você chegue a um pronto-socorro sem acesso ao seu histórico.Sinais de alerta na consulta e na clínica
Promessas de resultado e pressa para operar
Frases como «você volta a correr em um mês» ou «a prótese dura para sempre» prometem o que ninguém controla. A recuperação varia com o osso, os músculos, as doenças associadas e a dedicação à fisioterapia.A pressa também acende o alerta. Marcar a cirurgia na primeira consulta, sem exames completos nem avaliação do anestesista, encurta a conversa sobre alternativas. Fora da fratura, a troca do quadril quase sempre permite alguns dias para pensar e buscar outra opinião.Riscos e custos sem resposta clara
Quando o médico minimiza a infecção ou a luxação, o paciente perde a chance de reconhecer cedo uma complicação. A infecção pode exigir nova cirurgia e antibiótico (remédio contra bactérias), como explica o guia sobre infecção após cirurgia do fêmur. Peça que esses riscos apareçam no termo de consentimento.Cobrança em dinheiro sem recibo, valor que muda depois da autorização ou pedido para assinar papéis em branco são sinais de alerta. Se o convênio recusar, peça a negativa por escrito, como orienta o texto sobre convênio que negou a prótese.Esta orientação acompanha Hip joint replacement MedlinePlus Medical Encyclopedia, fonte consultada para esta seção.Atendimento no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
Integração entre especialidades
O ortopedista conduz a indicação e a cirurgia. Clínico ou cardiologista entram quando o histórico pede, por exemplo diante de pressão alta ou diabetes. A fisioterapia acompanha desde o planejamento, para que a reabilitação comece com metas já combinadas.Uma conversa para cada etapa
A consulta inicial revê radiografias, tratamentos já feitos e expectativas para a rotina. Quem chega para segunda opinião recebe a mesma avaliação completa, com espaço para comparar a proposta anterior. O paciente sai com o plano anotado: exames pendentes, data provável da cirurgia e nome de quem responde a cada dúvida.Para agendar sua avaliação, procure o Dr. Paulo Afonso, de Ortopedia e Traumatologia, no Instituto Medicina em Foco. O atendimento acontece dentro do corpo clínico, com equipe multidisciplinar que acompanha a cirurgia e a reabilitação. Quem já tem prótese no joelho pode levar à consulta as dúvidas do guia sobre quadril após prótese no joelho.Agende sua avaliação com Dr. Paulo Afonso
Consulta com Dr. Paulo Afonso, Ortopedia e Traumatologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
Agende sua avaliação com Dr. PauloLigar agora
Perguntas frequentes
Na dúvida sobre como escolher o cirurgião da prótese de quadril, avaliações na internet ajudam?
Vale a pena buscar uma segunda opinião antes da prótese?
Um ortopedista que opera quadril e joelho é uma boa escolha?
A cirurgia com robô é melhor?
É melhor operar perto de casa ou viajar para outro hospital?
O cirurgião precisa operar no hospital credenciado pelo meu plano?
Quanto tempo dura uma prótese de quadril?
Posso trocar de cirurgião depois que a cirurgia foi marcada?
O que levar à primeira consulta com o cirurgião?
A idade do cirurgião interfere no resultado?
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