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Dor na relação anal: sexo anal dói? Mitos, verdades e dicas

Entenda por que a relação anal pode doer, o que é mito, como prevenir e quando a dor pede avaliação com o coloproctologista.

“Na rotina do consultório de coloproctologia, é comum atender pessoas que convivem meses com dor na relação anal achando que é falta de costume, quando a causa pode ser identificada e tratada.”— Dr. Alexandre Ferrari

CRM 179945RQE 92807Coloproctologia
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Especialidade
  • Coloproctologia
Áreas de atuação
  • Doenças inflamatórias intestinais
  • Fisiologia do assoalho pélvico
  • Infecções sexualmente transmissíveis do ânus
  • Cirurgia geral
Dr. Alexandre Ferrari, Coloproctologia
15 min de leituraRevisado por Dr. Alexandre FerrariCRM 179945 · RQE 92807Atualizado em 24 de outubro de 202610 referências citadas
Sumário
  1. Sexo anal dói? O que é esperado e o que não é
  2. Por que a relação anal dói: as causas mais comuns
  3. Tensão muscular e o ciclo dor-tensão-dor
  4. Lubrificante, preservativo e preparo: o que faz diferença
  5. Fissura, hemorroida e outras lesões: quando a dor não melhora
  6. Anal dolorido depois do sexo: o que fazer e quando ir ao pronto-socorro
  7. Sexo anal: mitos e verdades
  8. Como o Instituto Medicina em Foco avalia e trata a dor na relação anal
Coloproctologia e Fisioterapia Pélvica

Dor anal durante ou depois do sexo é uma queixa comum, mas poucas pessoas a trazem espontaneamente na primeira consulta. Na rotina da coloproctologia, os casos costumam envolver tensão muscular, lubrificação insuficiente, uma fissura que não cicatrizou ou uma infecção. Com história clínica e exame adequados, é possível identificar a causa e orientar o que fazer.

— Dr. Alexandre Ferrari
Muita gente pesquisa no Google, com palavras bem mais diretas, a mesma pergunta: sexo anal dói? A resposta curta é que não deveria. A dor é um aviso de que a musculatura está contraída, de que falta deslizamento ou de que existe uma lesão ou inflamação no canal anal. Insistir apesar do incômodo costuma piorar o quadro e alimenta o medo da próxima vez.
Nesta página, a equipe do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo, explica o que causa a dor, o que é mito, como escolher o lubrificante e quando o anal dolorido depois do sexo vira sinal de alerta. O conteúdo foi revisado pelo Dr. Alexandre Ferrari, coloproctologista com atuação em fisiologia do assoalho pélvico e infecções sexualmente transmissíveis do ânus.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Pare e não insistaDor que vai além de uma pressão leve é sinal para interromper. Forçar a penetração aumenta o risco de fissura e de contração ainda maior da musculatura.
  • 2Se houve exposição ao HIV, procure um serviço de saúde imediatamenteSe o sexo foi sem preservativo ou o preservativo rompeu, procure um serviço de saúde para avaliar a indicação de PEP (profilaxia pós-exposição ao HIV). Quando indicada, ela deve começar o mais cedo possível, até 72 horas após a exposição.
  • 3Observe os sinais nas 24 a 48 horas seguintesArdência leve que melhora no mesmo dia costuma ser irritação. Sangue que persiste, dor crescente, febre ou secreção exigem avaliação.
  • 4Cuide da região em casa, se o quadro for leveBanho de assento com água morna, higiene suave com água e fezes macias (com fibras e líquidos) ajudam a pele a se recuperar. Isso vale apenas para dor leve, sem sangramento importante e sem sinal de alerta.
  • 5Agende avaliação se a dor for intensa, persistir ou se repetirDor forte, dor que dura mais de um ou dois dias, dor que volta a cada tentativa ou vem com sangue, secreção ou febre pede consulta com coloproctologista. Em muitos casos, a fisioterapia pélvica entra no tratamento.
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Sexo anal dói? O que é esperado e o que não é

Análise completa
O canal anal é fechado por dois anéis musculares. O esfíncter interno é involuntário e fica contraído a maior parte do tempo. O esfíncter externo é voluntário e responde à ansiedade, ao medo e ao comando consciente de relaxar.A parte mais baixa do canal anal, perto da abertura, é revestida por uma pele fina e muito sensível, chamada anoderma. É nela que surgem a ardência e a dor em pontada. Já a mucosa do reto, mais acima, é menos sensível à dor e responde principalmente à distensão, com sensação de pressão ou vontade de evacuar.Por isso, no primeiro contato é comum sentir uma pressão ou uma estranheza. Esse desconforto pode diminuir quando há calma, lubrificante e ritmo lento. Isso é diferente de dor.

Sinais de que algo não vai bem

  • Dor aguda, em pontada ou queimação, no momento da penetração.
  • Ardência que continua horas depois ou no dia seguinte.
  • Sangue no papel higiênico, no preservativo ou na roupa íntima.
  • Sensação de ferida ou de rasgo ao evacuar nos dias seguintes.
  • Necessidade de "aguentar" para o outro não ficar chateado.
Quando a resposta à pergunta "sexo anal dói?" é sim, o corpo está avisando. A musculatura pode estar contraída, pode faltar deslizamento ou pode existir uma fissura, uma hemorroida irritada ou uma infecção. Nenhuma dessas situações melhora com insistência.Também vale lembrar que sexo anal não é obrigatório para ninguém. Fazer por pressão do parceiro, com medo e sem vontade, favorece tensão e dor. Consentimento e conforto são parte da prevenção, não detalhe.
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Por que a relação anal dói: as causas mais comuns

Análise completa
Na avaliação, a equipe procura separar o que é do momento (pressa, pouco lubrificante) do que já existia antes (fissura, hemorroida, infecção). Com frequência, mais de um fator está presente ao mesmo tempo.

Causas mecânicas

  • Lubrificação insuficiente ou produto inadequado, que seca rápido.
  • Penetração rápida, sem preparo e sem estímulo prévio.
  • Ângulo ou posição que aumenta a pressão sobre a entrada do canal anal.

Causas musculares

A tensão da musculatura que envolve o ânus pode contribuir para a dor, mesmo quando não há lesão visível. Ansiedade, experiências dolorosas anteriores e hábito de contrair o abdome são alguns dos fatores envolvidos, mas nem toda contração vem do medo.Quando a avaliação identifica aumento do tônus muscular (músculo que permanece mais contraído do que o esperado, mesmo em repouso), fala-se em hipertonia anal. Esse é um achado de exame, e não um sinônimo de qualquer desconforto durante a penetração.

Lesões e doenças da região

  • Fissura anal: pequena ferida na borda do ânus, com dor em queimação e, às vezes, sangue vivo.
  • Hemorroidas: vasos dilatados que podem inchar, doer e sangrar com atrito.
  • Infecções sexualmente transmissíveis: herpes, sífilis, gonorreia e clamídia podem causar proctite (inflamação do reto) com dor, secreção e sangramento.
  • Dermatites e alergias a produtos, perfumes ou látex.
  • Abscesso ou fístula anal: dor contínua, inchaço e, às vezes, febre.
  • Doença de Crohn: pode se manifestar na região perianal com fissuras que não cicatrizam, fístulas e feridas recorrentes.
Quando a dor vem acompanhada de sangue, o sangramento anal precisa ser investigado, e não atribuído automaticamente ao sexo. O exame proctológico em consultório, realizado conforme a tolerância da pessoa, costuma esclarecer a maior parte desses quadros.
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Tensão muscular e o ciclo dor-tensão-dor

Análise completa
Esse ciclo ajuda a entender por que algumas pessoas sentem dor mesmo sem fissura, sem hemorroida e usando lubrificante. Quando o cérebro antecipa o desconforto, o esfíncter externo tende a se fechar. A penetração encontra um canal mais rígido, há atrito e a dor confirma a expectativa. Na tentativa seguinte, a contração pode começar ainda mais cedo.

Fatores que podem alimentar esse padrão

  • Uma primeira experiência dolorosa, apressada ou sem consentimento pleno.
  • Fissura antiga que doía ao evacuar e ensinou o músculo a se proteger.
  • Ansiedade, vergonha ou medo de "sujar", que mantêm o corpo em alerta.
  • Hábito de prender a respiração e contrair o abdome durante o ato.

O que pode ajudar a quebrar o ciclo

Uma respiração confortável e contínua, sem prender o ar, costuma facilitar o relaxamento do assoalho pélvico. Tempo, estímulo prévio e ausência de pressa também contam. Não existe um prazo fixo para o músculo "soltar", e cada pessoa responde de um jeito.Posições em que a pessoa penetrada controla o ritmo, como de lado ou por cima, costumam dar mais segurança. Parar ao primeiro sinal de dor é parte do processo, não desistência. Quem já está com dor, ardência ou sangramento deve interromper a penetração até a avaliação, em vez de tentar "treinar" a região em casa.Quando a tensão já virou um padrão fixo, a orientação verbal não basta. É aí que a fisioterapia pélvica pode ser indicada, com técnicas de relaxamento, terapia manual e biofeedback (aparelho que mostra em tempo real se o músculo está contraído). A mesma lógica vale para a dor na relação sexual vaginal, que compartilha mecanismos com a dor anal.
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Lubrificante, preservativo e preparo: o que faz diferença

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Diferente da vagina, o reto não tem lubrificação própria em resposta à excitação. Sem produto externo, o atrito gera microtraumas (pequenas lesões invisíveis), que doem, sangram e facilitam a entrada de infecções.

Qual lubrificante escolher

  • À base de água: compatível com preservativo de látex, fácil de limpar, mas pode secar e exigir reaplicação.
  • À base de silicone: dura mais, também é compatível com látex, mas não deve ser usado com acessórios de silicone.
  • À base de óleo (vaselina, óleos corporais, cremes): danifica o preservativo de látex e aumenta o risco de rompimento. Evite.

O que evitar

Saliva, condicionador, hidratante corporal e produtos caseiros não foram feitos para a mucosa. Secam rápido, podem irritar e não protegem. Lubrificantes com anestésico merecem cautela especial: eles reduzem a sensibilidade, e a pessoa pode seguir mesmo com uma fissura se abrindo.Produtos com fragrância forte ou efeito "quente" e "gelado" também podem causar ardência e alergia em pele sensível.

Preservativo e lavagem intestinal

O preservativo reduz o risco de HIV e de outras ISTs e também diminui o atrito direto entre pele e mucosa. Deve ser usado com lubrificante compatível e trocado se o sexo passar do anal para o vaginal ou oral.Muita gente faz lavagem intestinal (ducha ou enema) antes do sexo. Não é obrigatória. Quando feita, deve usar apenas água morna, em pequeno volume e sem jatos fortes. Lavagens frequentes ou com produtos irritantes podem agredir a mucosa e piorar a sensibilidade. Em caso de dúvida, o coloproctologista pode orientar. Para saber mais sobre proteção, veja prevenção de ISTs: estratégias, mitos e verdades.
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Fissura, hemorroida e outras lesões: quando a dor não melhora

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Nem toda dor que se repete vem de uma ferida visível. A tensão muscular, descrita acima, também pode manter o sintoma. Por isso, a avaliação busca tanto lesões quanto alterações na função do assoalho pélvico.

Fissura anal

A fissura anal é uma pequena ruptura na pele do canal anal. A dor é em queimação, piora ao evacuar e pode vir com sangue vermelho vivo. A penetração estira a ferida e pode reabri-la, além de favorecer o espasmo do esfíncter interno, que atrapalha a cicatrização.Fissuras recentes costumam fechar em algumas semanas com fezes macias, água, fibras, banho de assento morno e pomadas prescritas. As que não cicatrizam podem precisar de pomadas que relaxam o esfíncter, de toxina botulínica ou, em casos selecionados, de cirurgia.

Hemorroidas

São vasos dilatados dentro ou fora do canal anal. Podem causar coceira, inchaço, sangramento e dor quando inflamam ou trombosam (formam um coágulo). O atrito da penetração tende a piorar esses sintomas. O tratamento depende do grau e vai de medidas simples a procedimentos em consultório ou cirurgia.

Proctite por ISTs

Dor retal com secreção, sangue e sensação de evacuação incompleta pode ser proctite por gonorreia, clamídia, herpes ou sífilis. O diagnóstico exige exame e coleta de material. O tratamento é com medicação específica, e o parceiro também deve ser avaliado.

Doença de Crohn perianal

Fissuras em locais incomuns, que não cicatrizam, fístulas, abscessos repetidos e alterações intestinais associadas levantam a suspeita de Doença de Crohn. Nesses casos, a avaliação envolve coloproctologia e gastroenterologia, e tratar apenas a lesão local não resolve.Em todas essas situações, a orientação é a mesma: tratar a causa primeiro, deixar a região se recuperar e só então retomar a prática com lubrificante e ritmo lento.
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Anal dolorido depois do sexo: o que fazer e quando ir ao pronto-socorro

Análise completa

Cuidados em casa para quadros leves

Se a dor é leve, sem sangue importante, sem febre e melhora ao longo do dia, algumas medidas ajudam a recuperação:
  • Banho de assento com água morna, por 10 a 15 minutos, uma a três vezes ao dia.
  • Higiene com água, sem papel áspero, sem lenços perfumados e sem sabonete agressivo.
  • Fezes macias: água, fibras e, se necessário, orientação médica sobre laxante suave.
  • Pausa na prática até a região voltar ao normal.
Pomadas anestésicas de farmácia podem aliviar momentaneamente, mas não tratam a causa. Melhora com remédio não exclui a necessidade de avaliação se os sintomas voltarem.

Procure pronto-socorro se houver

  • Dor anal ou abdominal intensa após a penetração, mesmo que alivie temporariamente com analgésico.
  • Sangramento abundante, que não para ou vem com coágulos.
  • Febre, calafrios ou inchaço doloroso na região anal (possível abscesso).
  • Objeto retido no reto ou preservativo que não saiu.
  • Barriga endurecida ou impossibilidade de evacuar e eliminar gases.
  • Tontura, suor frio ou desmaio associados ao sangramento.

Exposição a ISTs

Se houve sexo sem preservativo ou o preservativo rompeu, procure imediatamente um serviço de saúde para avaliar a indicação de PEP (profilaxia pós-exposição ao HIV). Quando indicada, ela deve começar o mais cedo possível, até 72 horas após a exposição, e é oferecida gratuitamente no SUS. Quem tem exposições frequentes pode conversar sobre a PrEP (profilaxia pré-exposição), também disponível pelo Ministério da Saúde.Nos dias seguintes, fique atento a secreção, feridas, dor ao evacuar ou febre. Esses sintomas pedem consulta com coloproctologista ou infectologista.
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Sexo anal: mitos e verdades

Análise completa

"Dói na primeira vez e depois acostuma"

Mito. A dor na primeira tentativa costuma vir de pressa, tensão e pouco lubrificante, não de uma fase obrigatória. Insistir com dor tende a reforçar a contração, e não a reduzi-la.

"Saliva serve como lubrificante"

Mito. A saliva seca em segundos, não reduz o atrito de forma eficaz e pode transmitir infecções. Lubrificante à base de água ou silicone é a escolha adequada.

"Sexo anal causa hemorroida"

Em parte. A prática não cria hemorroidas por si só. Hemorroidas já existentes, porém, podem inflamar e sangrar com o atrito, e a dor piora se a pessoa insiste.

"Sexo anal causa incontinência fecal"

Não está definido. Estudos observacionais encontraram associação entre sexo anal e incontinência fecal, mas não comprovam causa e efeito nem permitem garantir ausência de risco. Lubrificante, ritmo e ausência de força reduzem o trauma, mas não eliminam a possibilidade. Qualquer escape de gases ou fezes merece avaliação, como explicamos em incontinência anal.

"Mulher que faz sexo anal não engravida nem pega IST"

Mito perigoso. A gravidez por sexo anal é improvável, mas o sêmen pode escorrer para a vagina. Já o risco de adquirir HIV no sexo anal receptivo sem proteção é maior do que no sexo vaginal, porque a mucosa retal é mais fina e frágil. Outras ISTs também são transmitidas por via anal, e o preservativo continua sendo a proteção principal.

"Se doeu, é porque fiz algo errado"

Nem sempre. Fissura, hemorroida, infecção ou tensão muscular podem causar dor mesmo com todos os cuidados. Por isso a dor intensa, persistente ou recorrente merece exame, e não culpa.

"Lavar bem por dentro resolve tudo"

Mito. A ducha não é obrigatória e, em excesso, irrita a mucosa. Higiene externa com água costuma ser suficiente para a maioria das pessoas.
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Como o Instituto Medicina em Foco avalia e trata a dor na relação anal

Análise completa
No Instituto Medicina em Foco, na Consolação, em São Paulo, a dor na relação anal é avaliada em consulta privativa, com escuta cuidadosa e exame proctológico quando indicado. O objetivo é identificar se a causa é muscular, uma lesão local, uma infecção ou uma doença inflamatória intestinal.

Quem atende

  • Coloproctologia: o Dr. Alexandre Ferrari (CRM-SP 179945, RQE 92807) atua em fisiologia do assoalho pélvico, doenças inflamatórias intestinais e ISTs do ânus. É o especialista indicado para dor, fissura, hemorroida e sangramento anal.
  • Fisioterapia pélvica: a Dra. Jéssica Gomes (CREFITO 198480-F) conduz a reabilitação da musculatura quando a dor está ligada à tensão do assoalho pélvico.
  • Infectologia, gastroenterologia e urologia: a clínica conta com essas especialidades para casos de IST, Doença de Crohn ou queixas associadas.

Como funciona a avaliação

A consulta começa pela história: quando a dor começou, se há sangue, como é a evacuação, quais produtos são usados. O exame físico inclui a inspeção da região e, conforme indicação e tolerância, o toque retal, feito com lubrificante e no ritmo da pessoa.A anuscopia (exame com pequeno aparelho que visualiza o canal anal) e a coleta de material para ISTs são realizadas quando há indicação e quando a dor permite. Se a dor for intensa, o médico pode adiar a instrumentação até que a região esteja mais confortável. Em casos selecionados, a colonoscopia pode ser solicitada.

Atendimento para a comunidade LGBTQIAPN+

O ambiente é acolhedor e sem julgamentos, e a equipe reconhece as particularidades de saúde íntima de cada pessoa. Nenhuma pergunta é constrangedora quando o objetivo é cuidar.

Convênios e agendamento

A clínica atende particular e convênios, e a cobertura varia conforme a especialidade, o profissional e o procedimento. A relação atualizada de planos aceitos é informada pela equipe no momento do agendamento, pelo site ou pelo WhatsApp. Confirme com antecedência se o seu plano cobre a consulta com o coloproctologista e os exames eventualmente necessários. O atendimento ocorre de segunda a sexta, com horários estendidos à noite em parte da semana.
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Perguntas frequentes

Sexo anal dói?
Não deveria doer. Uma pressão leve no início pode acontecer, mas dor de verdade, ardência ou sangue indicam tensão muscular, falta de lubrificante, uma lesão ou uma infecção. Insistir não resolve e costuma piorar o problema.
É normal ficar com o anal dolorido depois do sexo?
Uma irritação leve, que melhora no mesmo dia, pode acontecer por atrito. Dor que dura mais de um ou dois dias, piora ao evacuar ou vem com sangue sugere fissura, hemorroida inflamada ou proctite. Nesses casos, vale uma avaliação com coloproctologista.
Por que a primeira vez dói mais?
Na primeira vez, a tensão e a expectativa podem fazer o esfíncter contrair antes do contato. Somadas a pressa e pouco lubrificante, o resultado é atrito e dor. Preparo lento, respiração confortável e controle do ritmo por quem é penetrado tendem a reduzir esse desconforto.
Qual lubrificante usar no sexo anal?
Prefira lubrificante íntimo à base de água ou de silicone, sem perfume e sem anestésico, aplicado em quantidade generosa e reaplicado durante o ato. Produtos à base de óleo danificam o preservativo de látex. Saliva e cremes caseiros não são adequados.
Quem tem hemorroida pode fazer sexo anal?
Depende do quadro. Hemorroidas inflamadas ou trombosadas tendem a doer e sangrar com o atrito, e a recomendação é tratar antes. Hemorroidas pequenas e sem sintomas geralmente não impedem a prática, desde que haja lubrificante e nenhuma dor.
Sangrou depois do sexo anal: é grave?
Um pouco de sangue vivo, que para sozinho, costuma vir de fissura ou hemorroida. Sangramento abundante, que não para, com coágulos, tontura ou febre, é sinal para procurar pronto-socorro. Sangramento que se repete deve ser investigado mesmo que seja pequeno.
Fisioterapia pélvica ajuda na dor da relação anal?
Pode ajudar quando a dor está ligada à tensão do esfíncter e do assoalho pélvico. A fisioterapia usa terapia manual, exercícios de relaxamento e biofeedback para ensinar o músculo a soltar. Ela costuma ser indicada após o coloproctologista afastar ou tratar lesões como fissura, hemorroida e infecção.
Qual médico procurar quando o sexo anal dói?
O coloproctologista é o especialista do canal anal e do reto e avalia fissura, hemorroida, proctite e tensão muscular. Se houver suspeita de IST, o infectologista também pode participar. No Instituto Medicina em Foco, essas especialidades e a fisioterapia pélvica atendem no mesmo endereço.
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Perguntas frequentes

Quanto tempo leva a avaliação para artroplastia de disco?
Ela costuma ocupar ao menos duas consultas: a primeira para história e exame físico, e o retorno com os exames pedidos. O intervalo entre elas depende da agenda dos exames de imagem. Quem já chega com ressonância e radiografias recentes pode encurtar esse caminho.
Preciso repetir os exames que já fiz?
Nem sempre: ressonância e tomografia recentes, de boa qualidade, costumam ser aproveitadas. As radiografias dinâmicas e a densitometria óssea (exame que mede a firmeza do osso) entram quando faltam ou quando o quadro mudou. Leve as imagens no CD ou no link do laboratório, e não só o laudo impresso.
Existe idade limite para a prótese de disco?
Os estudos com a prótese incluíram adultos, sem uma idade única que barre a cirurgia. Com os anos, aumenta a chance de osteoporose (osso frágil) e de artrose nas facetas (juntas atrás das vértebras). Esses achados pesam mais que a data de nascimento na decisão.
O plano de saúde cobre a prótese de disco?
Com a autorização, o plano cobre a internação hospitalar. O aluguel de equipamentos e os honorários médicos podem ser cobrados à parte, conforme o contrato e a rede. Peça ao convênio, por escrito, o detalhamento do que foi autorizado antes da data marcada.
Quem já operou a coluna pode passar pela avaliação?
Pode. O relatório da cirurgia anterior e as imagens antigas mostram o que foi feito e em qual nível. Uma fusão prévia no mesmo nível pesa contra a prótese naquele ponto, mas os outros níveis da coluna são examinados normalmente.
Quanto tempo dura uma prótese de disco?
Os ensaios no pescoço acompanharam pacientes por até dez anos, com resultados mantidos ao longo desse período. Não existe prazo de validade fixo para o implante. Radiografias periódicas acompanham desgaste, afundamento e osso crescendo em volta da peça.
A consulta de avaliação dói?
Não, o exame físico usa testes de força, toque na pele e martelo de reflexos. Algumas manobras podem reproduzir por instantes a dor conhecida. Se algum movimento incomodar, avise na hora, porque essa resposta também ajuda a localizar o nível doente.
O que devo levar para a primeira consulta?
Leve todos os exames de imagem com as imagens, não só os laudos, e os relatórios de cirurgias anteriores. Uma lista dos remédios em uso e das alergias também ajuda. Anote também os tratamentos já tentados, como fisioterapia e infiltrações (injeções de remédio perto da coluna), e quando a dor começou.
E se a avaliação concluir que a prótese não serve para mim?
A conversa segue com as alternativas que cabem no seu quadro. Elas incluem tratamento sem cirurgia, artrodese e, em hérnias selecionadas, a técnica endoscópica. Você recebe por escrito os motivos que afastaram a prótese, o que facilita buscar uma segunda opinião, se quiser.