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Especialista em infecção por Helicobacter pylori | São Paulo

Por que vencer a bactéria do estômago exige um teste depois do tratamento, e não só o fim da azia.

“Vejo muita gente interromper os antibióticos quando a queimação melhora, nos primeiros dias. A bactéria sobrevive ao curso incompleto e fica mais difícil de eliminar. O desfecho depende de terminar tudo.”— Dra. Sabrina de Figueiredo

CRM 203753RQE 99224Gastroenterologia
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Sociedades médicas
  • Membro da European Crohn’s and Colitis Organisation (ECCO) · Membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)
Áreas de atuação
  • Gastroenterologia
Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia — especialista em infecção por Helicobacter pylori
16 min de leituraRevisado por Dra. Sabrina de FigueiredoDra. Sabrina Rodrigues De Figueiredo · CRM 203753 · RQE 99224Atualizado em 13 de outubro de 202612 referências citadas
Sumário
  1. Especialista em infecção por Helicobacter pylori: quem procurar em cada situação
  2. Por que essa bactéria no estômago merece atenção
  3. Sintomas que pedem consulta e sinais que pedem avaliação rápida
  4. Teste respiratório, exame de fezes ou endoscopia: como o diagnóstico é confirmado
  5. Como funciona o tratamento para eliminar a bactéria
  6. Melhorar dos sintomas não é o mesmo que estar curado
  7. Quando o primeiro tratamento não funciona
  8. Transmissão, família e risco de a bactéria voltar
  9. Crianças e adolescentes com H. pylori
  10. Atendimento no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
Gastroenterologia

Prefiro olhar a pessoa inteira, não só o resultado do exame: sintoma, histórico familiar e medo de câncer entram na conversa.

— Dra. Sabrina de Figueiredo
Procurar um especialista em infecção por Helicobacter pylori em São Paulo costuma começar depois de anos de azia. Sou o Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. No consultório, acompanho cada pessoa desde a primeira queixa até a confirmação de que a bactéria saiu.
Quem tem dispepsia (desconforto persistente na parte alta da barriga) nem sempre sabe que a causa pode ser infecciosa. A infecção também aparece por trás de anemia por falta de ferro sem causa clara, uma pista pouco lembrada. Nas próximas seções, você entende quando buscar avaliação, como a consulta acontece e o que esperar do acompanhamento.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Consulta inicialA gastroenterologista ouve os sintomas, revisa os remédios em uso e pergunta sobre doenças do estômago na família.
  • 2Exame diagnósticoO teste respiratório, o antígeno fecal ou a endoscopia confirmam a bactéria, conforme a idade e os sinais de alerta.
  • 3Tratamento combinadoO esquema reúne antibióticos e um redutor de acidez, tomados juntos e mantidos até o último comprimido.
  • 4Retorno clínicoNa consulta seguinte, a médica revisa efeitos como gosto metálico ou diarreia e confere a regularidade das doses.
  • 5Teste de controleAlgumas semanas após o fim dos remédios, um novo exame verifica se a bactéria foi eliminada do estômago.
  • 6SeguimentoQuando havia úlcera ou gastrite importante, o acompanhamento continua com consultas periódicas até a mucosa se recuperar.
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Especialista em infecção por Helicobacter pylori: quem procurar em cada situação

Análise completa
O gastroenterologista é a porta de entrada: avalia sintomas, escolhe o exame e prescreve o esquema de antibióticos. Segundo orientações da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a erradicação (eliminação completa da bactéria) precisa ser confirmada por novo exame após o tratamento. Na rotina clínica, boa parte dos casos começa e termina nesse acompanhamento.

O papel do endoscopista

O endoscopista (médico que faz o exame com câmera pelo esôfago) realiza a endoscopia digestiva alta e colhe a biópsia quando necessário. Muitas vezes é o próprio gastroenterologista, que também enxerga úlcera péptica e gastrite durante o exame. O laudo pode revelar ainda uma hérnia de hiato (estômago que sobe parcialmente para o tórax), outra causa de azia.

Quando o infectologista entra no caso

O infectologista (médico especializado em infecções e antibióticos) costuma entrar quando a bactéria resiste a mais de um tratamento. Também ajuda quando há alergia a penicilina, que limita as opções de antibiótico. Nesses casos, o antibiograma (teste que mostra a quais remédios a bactéria ainda responde) ajuda a entender a resistência.
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Por que essa bactéria no estômago merece atenção

Análise completa
A Helicobacter pylori provoca uma inflamação crônica silenciosa, que avança devagar e quase nunca dói. Conforme as orientações da Mayo Clinic, muitas pessoas infectadas passam a vida inteira sem sintomas. Por isso, a infecção costuma aparecer num exame pedido por outro motivo.

Do incômodo leve às complicações

A gastrite crônica é o primeiro degrau e pode causar dor, empachamento (sensação de estômago cheio) ou nenhum sintoma. Em parte dos casos, a mucosa enfraquecida abre feridas e surge a úlcera péptica, que pode sangrar. O sangramento aparece como fezes escuras ou vômito com aspecto de borra de café.

O risco que se acumula com os anos

Décadas de inflamação podem levar à atrofia gástrica (afinamento da parede do estômago). Depois pode surgir a metaplasia intestinal (troca do revestimento por células parecidas com as do intestino). Essas alterações são etapas conhecidas no caminho até o câncer gástrico.O especialista em infecção por Helicobacter pylori considera histórico familiar, idade e anemia sem causa clara ao avaliar esse risco. Sem sintomas, essas pistas são as que mais orientam a investigação.
Imagem ilustrativa — especialista em infecção por Helicobacter pylori
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Sintomas que pedem consulta e sinais que pedem avaliação rápida

Análise completa
O especialista em infecção por Helicobacter pylori avalia queixas digestivas que se arrastam por semanas e atrapalham a rotina. Queimação na parte alta da barriga, empachamento após pequenas refeições e náusea frequente estão entre os motivos mais comuns.

Quando a consulta pode ser agendada

A consulta agendada atende quem tem dispepsia que volta ao parar o remédio, histórico de úlcera ou parente com câncer gástrico. Nesses quadros, o objetivo é investigar a causa antes que as complicações apareçam.

Sinais que não podem esperar

Alguns sinais de alarme (pistas de doença mais grave) mudam a urgência da investigação. Sangramento digestivo, anemia sem explicação, perda de peso involuntária e disfagia (dificuldade para engolir) entram nessa lista. Segundo a diretriz coreana revisada de 2025, esses sinais indicam endoscopia em vez de testes não invasivos (como sopro ou fezes).A anemia merece destaque porque a perda de sangue pela úlcera pode ser lenta e invisível nas fezes. Cansaço, palidez e falta de ar aos esforços costumam ser os primeiros avisos.
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Teste respiratório, exame de fezes ou endoscopia: como o diagnóstico é confirmado

Análise completa
O teste respiratório da ureia (sopro num saquinho após beber uma solução) detecta a bactéria ativa no estômago. A Helicobacter pylori quebra a ureia e libera um gás marcado, que aparece no ar expirado.

Exames sem câmera: fezes e sangue

O antígeno fecal procura pedaços da bactéria numa amostra de fezes e também mostra infecção atual. A sorologia (exame de sangue que mede anticorpos) só revela contato com a bactéria, mesmo antigo. Por isso, ela não serve para confirmar se o tratamento funcionou.

Endoscopia com biópsia

Na endoscopia digestiva alta, o médico colhe fragmentos da mucosa para análise. O teste da urease (reação química que muda de cor) dá resposta rápida. A histologia (análise ao microscópio) ainda mostra gastrite, atrofia ou metaplasia.

Quando cada exame é indicado

Em quem não tem sinais de alarme, o teste respiratório ou o antígeno fecal costumam ser a primeira escolha. A endoscopia fica para idade avançada, sintomas de alarme ou suspeita de úlcera, como explica o guia sobre avaliação da gastrite crônica. Depois do tratamento, o controle da erradicação usa o sopro ou as fezes, nunca a sorologia.Esta orientação acompanha Guidelines for the management of Helicobacter 2026, fonte consultada para esta seção.
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Como funciona o tratamento para eliminar a bactéria

Análise completa
A Helicobacter pylori resiste com facilidade quando enfrenta um antibiótico isolado. Os esquemas juntam remédios de ações diferentes e um redutor de acidez, que ajuda os antibióticos a agir. A escolha considera alergias, remédios usados antes e a resistência local da bactéria.

Os esquemas mais usados

A diretriz americana de tratamento da bactéria 2024 prefere a terapia quádrupla com bismuto (protetor da parede do estômago) por 14 dias. Ela reúne omeprazol, bismuto e os antibióticos tetraciclina e metronidazol. Outra opção junta amoxicilina e vonoprazana (redutor de acidez mais potente), e a claritromicina entra só quando o exame mostra que funciona.

Por que ir até o último comprimido

Gosto metálico, náusea e fezes escuras pelo bismuto são esperados e costumam passar após o fim do esquema. Avisar a médica antes de interromper evita que bactérias mais resistentes sobrevivam e compliquem a próxima tentativa. Fezes pretas com fraqueza ou tontura, porém, pedem avaliação imediata.Quem tem dificuldade para engolir as cápsulas grandes precisa contar isso antes de começar. Se o problema persiste, vale uma avaliação da dificuldade para engolir.
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Melhorar dos sintomas não é o mesmo que estar curado

Análise completa
A queimação pode sumir em poucos dias, enquanto a bactéria continua viva na mucosa em quantidade menor. O teste de controle verifica a erradicação de fato, com o teste respiratório da ureia ou o antígeno fecal. Um teste negativo feito no momento certo é o que encerra essa etapa do acompanhamento.

Quando fazer o exame e o que suspender antes

Redutores de acidez e antibióticos adormecem a bactéria, e o exame pode dar falso negativo (resultado que não acusa a infecção).O exame de controle costuma ser feito pelo menos quatro semanas após o último antibiótico. O omeprazol e outros redutores de acidez precisam ser suspensos cerca de duas semanas antes, sob orientação médica. Antibióticos e bismuto tomados nesse período também falseiam o resultado, como detalha a página sobre tratamento especializado da gastrite em São Paulo.

Se o teste ainda der positivo

Um resultado positivo indica que o esquema falhou, e não que a bactéria voltou por descuido. Nesse caso, a gastroenterologista revê os remédios já tomados antes de propor outro esquema.Esta orientação acompanha Helicobacter pylori World Gastroenterology Organization Global 2023, fonte consultada para esta seção.
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Quando o primeiro tratamento não funciona

Análise completa
A Helicobacter pylori aprende a escapar de antibióticos que já enfrentou, sobretudo a claritromicina e o levofloxacino (antibiótico de outra família). Quem usou esses remédios antes, por sinusite ou infecção urinária, tem mais chance de carregar uma bactéria resistente.

Outras razões para a falha

A adesão (tomar todas as doses no horário certo) pesa tanto quanto a resistência. Esquecer comprimidos, vomitar doses ou parar por enjoo deixa a bactéria exposta a pouco remédio. Fumar e manter a acidez alta também reduzem a ação dos antibióticos.

Como o novo esquema é escolhido

A segunda tentativa parte da lista de remédios já usados, porque repetir um antibiótico que falhou costuma dar o mesmo resultado. Esquemas com bismuto, metronidazol e tetraciclina, ou com amoxicilina e vonoprazana, entram como alternativas. Quem tem dificuldade com cápsulas grandes pode buscar uma consulta com especialista em disfagia antes de recomeçar.

Quando vale testar a bactéria

Após falhas repetidas, a cultura (crescimento da bactéria em laboratório) ou o teste molecular (análise do DNA bacteriano) guiam a escolha. O antibiograma mostra quais antibióticos ainda funcionam, e a rifabutina (antibiótico reservado a casos resistentes) pode entrar.Esta orientação acompanha Helicobacter pylori infection MedlinePlus Medical Encyclopedia, fonte consultada para esta seção.
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Transmissão, família e risco de a bactéria voltar

Análise completa
A Helicobacter pylori passa de pessoa para pessoa pela saliva, pelo vômito ou por fezes que contaminam água e alimentos. A contaminação costuma ocorrer na infância, quando a criança divide talheres e copos e convive de perto com pais e irmãos.

Quando testar os familiares

Testar todos da casa não é rotina quando ninguém tem queixas. As recomendações coreanas atualizadas para a infecção apoiam testar parentes de primeiro grau (pais, irmãos e filhos) de quem teve câncer gástrico. Familiares com dor de estômago persistente, anemia sem causa clara ou úlcera também entram na avaliação.

A chance de a bactéria voltar

Em adultos, a reinfecção (nova contaminação depois da cura) é pouco comum. Um exame positivo no primeiro ano costuma indicar recrudescência (bactéria que sobreviveu ao tratamento e voltou a crescer). Higiene das mãos e água tratada reduzem a exposição dentro de casa.Azia que continua depois da erradicação nem sempre significa bactéria de volta. Muitas vezes a queimação vem do refluxo, tema da página sobre tratamento da esofagite de refluxo (inflamação do esôfago pelo ácido).
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Crianças e adolescentes com H. pylori

Análise completa
A maioria das crianças infectadas não tem sintomas ligados à bactéria. Úlcera péptica é incomum nessa faixa etária, e o câncer gástrico é raríssimo antes da vida adulta.

Quando investigar e como tratar

A diretriz pediátrica europeia e norte-americana de 2023 não recomenda procurar a bactéria em crianças sem sintomas que justifiquem endoscopia. O diagnóstico inicial depende da biópsia, e o esquema é ajustado pela sensibilidade da bactéria aos antibióticos. Doses seguem o peso da criança, e o controle da erradicação usa sopro ou fezes.

O que muda em relação aos adultos

A dor abdominal funcional (dor que volta sem lesão visível) é frequente em crianças e raramente tem relação com a bactéria. Em crianças pequenas, o teste respiratório tende a ser menos preciso do que em adultos.Queimação em adolescentes pode vir do refluxo, assunto da página sobre tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (volta do ácido ao esôfago). Nesses casos, a bactéria não explica o sintoma e o cuidado segue outro caminho.
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Atendimento no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco

Análise completa
A gastroenterologista conduz o caso do início ao fim, mas não trabalha isolada. Quando o quadro pede outro olhar, a conversa com colegas de áreas vizinhas acontece dentro da mesma estrutura.

Integração entre especialidades

A endoscopia digestiva alta, a leitura da biópsia pelo patologista (médico que analisa tecidos ao microscópio) e a nutrição entram no plano. Uma pessoa com anemia ou perda de peso, por exemplo, pode precisar dessas frentes ao mesmo tempo. O compartilhamento de informações evita exames repetidos e decisões desencontradas.

Como agendar a avaliação

A Dra. Sabrina de Figueiredo atende em Gastroenterologia no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, uma estrutura multidisciplinar. Agende uma consulta para investigar a bactéria do estômago e planejar o tratamento com acompanhamento até o teste de controle. Queixas no esôfago também são avaliadas, como mostra a página de atendimento em esofagite eosinofílica (inflamação alérgica do esôfago).
Próximo passo

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Consulta com Dra. Sabrina de Figueiredo, Gastroenterologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.

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Perguntas frequentes

Qual médico trata a Helicobacter pylori?
Na maioria dos casos, o especialista em infecção por Helicobacter pylori é o gastroenterologista (médico do aparelho digestivo). O clínico geral pode pedir os primeiros exames, mas o seguimento até o teste de controle costuma ficar com esse especialista. O infectologista (médico das infecções) participa quando a bactéria resiste a vários esquemas.
A infecção por H. pylori tem cura?
Sim, na maioria das pessoas a bactéria é eliminada com o esquema completo de antibióticos e redutor de acidez. A confirmação vem de um teste de controle feito semanas depois, e não da melhora dos sintomas. Quando o primeiro esquema falha, outras combinações de remédios ainda podem funcionar.
O teste respiratório dói ou exige preparo?
Não dói: no teste respiratório da ureia (exame de sopro), a pessoa bebe uma solução e assopra num saquinho. O preparo costuma incluir jejum e a pausa de alguns remédios, sempre combinada com a médica. As instruções vêm por escrito junto com o pedido do exame.
Toda pessoa precisa fazer endoscopia para o diagnóstico?
Não. Muitas vezes o teste respiratório ou o antígeno fecal (pesquisa da bactéria nas fezes) bastam para confirmar a infecção. A endoscopia digestiva alta (exame com câmera) fica para sinais de alarme, idade mais alta ou suspeita de ferida no estômago.
Toda gastrite é causada pela bactéria?
Não. A gastrite (inflamação do estômago) também surge com anti-inflamatórios, excesso de álcool e doenças autoimunes (quando o corpo ataca o próprio tecido). Só os exames mostram se a bactéria participa do quadro de cada pessoa.
A Helicobacter pylori causa câncer?
A infecção aumenta o risco de câncer gástrico (tumor do estômago), mas a grande maioria das pessoas infectadas nunca desenvolve o tumor. O risco cresce com décadas de inflamação, histórico familiar e tabagismo. Eliminar a bactéria reduz esse risco, sobretudo antes de a mucosa (revestimento do estômago) sofrer atrofia (afinamento).
A bactéria do estômago causa mau hálito?
A ligação entre a bactéria e a halitose (mau hálito) é discutida, e as evidências ainda são fracas. As causas mais comuns estão na boca, como gengivite (inflamação da gengiva) e saburra (camada esbranquiçada sobre a língua). Por isso, a avaliação odontológica costuma vir antes da investigação do estômago.
Probióticos ajudam a eliminar a H. pylori?
Probióticos (bactérias benéficas em cápsula) não eliminam a bactéria sozinhos nem substituem os antibióticos. Em algumas pessoas, podem ajudar a tolerar a diarreia durante o esquema. O uso vale ser combinado com a médica, para evitar gasto sem benefício claro.
A bactéria passa pelo beijo?
A transmissão pela saliva é possível, mas a contaminação costuma acontecer na infância, dentro de casa. Entre adultos, uma nova infecção vinda do parceiro é pouco comum. Ainda assim, quem divide a casa e tem sintomas digestivos persistentes merece uma avaliação própria.