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Varizes na gravidez: guia trimestre a trimestre

Até 40% das gestantes desenvolvem varizes na gravidez, e quem já tinha antes, costuma piorar. Progesterona, aumento do volume sanguíneo e pressão do útero sobre as veias são mecanismos que sobrecarregam o sistema venoso. 

Os sintomas podem surgir já no primeiro trimestre e se intensificam conforme a gravidez avança. Seu tratamento definitivo não pode acontecer durante a gestação, mas há medidas seguras e eficazes a cada três meses. 

Este guia explica o que esperar, o que fazer e quando agir após o parto. Descubra como identificar sinais precoces de varizes na gravidez e quando agendar sua avaliação com o Dr. João Maffei.

Olá, vim do site da Medicina em Foco e gostaria de mais informações sobre consulta com o Dr. João Maffei sobre o tema Varizes na Gravidez: Guia trimestre a trimestre

Por que as varizes surgem (ou pioram) na gravidez?

Na gravidez, as veias ficam mais propensas a dilatar, porque alterações hormonais tornam a parede venosa mais flácida, o volume de sangue aumenta e eleva a pressão intravascular e a pressão mecânica do útero sobre as veias pélvicas. A condição conjunta facilita o aparecimento de vasinhos e varizes.

Nem todas as varizes na gravidez evoluem da mesma forma: fatores individuais determinam se os sinais serão leves ou se haverá progressão para varizes tronculares e edema significativo. Reconhecer cedo os fatores de risco permite priorizar a vigilância e medidas que reduzem desconforto e complicações.

Pontos que orientam a conduta clínica:

  • Alteração hormonal (progesterona): relaxamento da parede venosa e maior complacência.
  • Aumento do volume sanguíneo (40–50%): maior enchimento venoso e tendência à retenção de líquidos.
  • Compressão mecânica pelo útero: estase e refluxo nas veias ilíacas e safenas.
  • Fatores individuais: histórico familiar, múltiplas gestações, ganho de peso e imobilidade aumentam o risco de progressão.

Saber essas causas para varizes na gravidez é importante. O Dr. João Maffei orienta qual será o melhor tratamento a partir de um acompanhamento clínico, portanto, não se deve tomar atitudes precipitadas antes de uma consulta.

Evolução trimestre a trimestre

Na gestação, as varizes evoluem de forma previsível. Afinal, a interação entre hormônios, aumento do volume sanguíneo e compressão pélvica muda ao longo dos trimestres. Os sintomas e o risco de progressão variam com o tempo, exigindo ajustes nas medidas e na vigilância clínica.

Conhecer a evolução das varizes na gravidez, também chamada de insuficiência venosa na gestação, permite ao médico personalizar orientações como meia compressiva para grávida, além de exercícios.

1º trimestre (até 13 semanas)

  • Fisiologia clínica: a progesterona alta já dilata veias pequenas; a compressão pélvica ainda é discreta.
  • Sintomas comuns: vasinhos, edema leve, sensação de queimação ou peso nas pernas.
  • Conduta prática: indicar o uso de meia compressiva se houver sintomas ou antecedente de varizes.

2º trimestre (14–26 semanas)

  • Fisiologia clínica: o útero cresce e começa a comprimir a veia cava inferior, elevando a pressão venosa nas pernas.
  • Efeito clínico: pico de aparecimento de varizes tronculares (safenas); surgimento frequente de varizes vulvares por compressão das veias ilíacas internas.
  • Conduta prática: reforçar meia compressiva adequada, exercícios de baixo impacto e evitar longos períodos em pé; avaliar impacto funcional das varizes vulvares na gravidez.

3º trimestre (27–40 semanas)

  • Fisiologia clínica: máxima compressão pélvica; maior estase venosa.
  • Sintomas comuns: piora do peso, dor, cãibras e edema mais intenso; posição de repouso (decúbito lateral esquerdo) reduz sintomas.
  • Conduta prática: manter manejo conservador; procedimentos vasculares são contraindicados até o pós‑parto.

Aprenda a ajustar as medidas de cuidado conforme cada trimestre para controlar sintomas e reduzir riscos das varizes na gravidez.

Varizes vulvares na gravidez — o que são e o que fazer?

As varizes vulvares são dilatações venosas na região vulvar, perineal e glútea que surgem com frequência. Elas fazem parte do conjunto de varizes na gestação e geram a compressão venosa causada pelo útero em crescimento, aumentando a pressão e provocando sensação de peso, dor local ou desconforto.

A situação ocorre especialmente ao permanecer em pé por longos períodos. Quando os sintomas interferem nas atividades diárias ou há dúvida diagnóstica, o eco‑Doppler pode ser utilizado para mapear o acometimento. O manejo realizado pelo especialista em varizes na gravidez inclui:

  • Calcinha compressiva específica.
  • Orientação postural (evitar ficar em pé por muito tempo, elevar pernas, decúbito lateral esquerdo).
  • Evitar procedimentos invasivos; flebotônicos apenas com avaliação obstétrica.

Prognóstico e tratamento

Na maioria dos casos, há regressão espontânea após o parto. Em cerca de 30% das mulheres, as varizes persistem, sendo indicada reavaliação com eco‑Doppler após 3 meses do pós‑parto para definir necessidade de tratamento.

Para quem acompanha o caso, é importante documentar o impacto funcional e planejar a reavaliação pós‑parto para decidir entre escleroterapia, laser ou ablação, se necessário. Entenda as opções conservadoras disponíveis na gravidez e como a avaliação pós‑parto importa para um tratamento eficaz.

Como diferenciar varizes de trombose na gravidez?

Distinguir varizes na gravidez de trombose é essencial.

Sua conduta muda radicalmente: varizes simples recebem manejo conservador; trombose exige investigação e tratamento imediato. A avaliação inicial é baseada no histórico e no exame físico, com o eco‑Doppler para confirmar o diagnóstico sem radiação.

Gestantes têm risco aumentado de trombose por alterações hemostáticas da gravidez. Por isso, qualquer mudança súbita no padrão de dor ou edema deve ser avaliada com prioridade. 

O reconhecimento clínico rápido orienta o encaminhamento e evita atrasos no tratamento anticoagulante. Veja abaixo como cada caso é tratado.

  • Varizes na gravidez: geralmente bilaterais, sem calor intenso, sem cordão endurecido ao longo do trajeto venoso.
  • Trombose venosa superficial na gestação: trajeto venoso endurecido, doloroso e avermelhado; tratar imediatamente.
  • Trombose venosa profunda (TVP): urgência, edema nas pernas na gestação unilateral súbito, dor intensa e calor local.
  • Exame diagnóstico: eco‑Doppler é seguro na gestação e diferencia varizes de trombose.

Sintomas como dor, inchaço ou vermelhidão nas pernas podem estar relacionados a condições como a trombose venosa profunda (TVP), que exige investigação médica para diferenciar de varizes comuns. É importante tirar dúvidas com um especialista ao notar esses sinais.

O que é seguro fazer durante a gestação?

As varizes na gravidez são tratadas prioritariamente com medidas conservadoras seguras para mãe e feto que aliviam sintomas, reduzem progressão e podem ser ajustadas conforme o trimestre. Conheça quais medidas:

  • Exercício: caminhada 30 min/dia ou hidroginástica; ativa a bomba muscular da panturrilha.
  • Posição: evitar cruzar as pernas; elevar os pés ao sentar; dormir em decúbito lateral esquerdo.
  • Flebotônicos: discutir com obstetra; alguns evitados no 1º trimestre.
  • Procedimentos: escleroterapia, laser e ablação são contra indicados na gestação — adiar para reavaliação pós‑parto.

Qual grau é indicado usar a meia compressiva?

Além destas medidas, o médico indica o uso de meia compressiva para grávida. Na maioria dos casos, recomenda-se a classe I (20–30 mmHg), que alivia sintomas leves e previne o agravamento das varizes. Já o grau classe II (30–40 mmHg) é para maior inchaço ou presença de varizes tronculares.

É importante alinhar esses detalhes com o Angiologista. Por isso, a consulta se torna essencial para verificar essas recomendações para insuficiência venosa na gestação.

Quando as varizes somem após o parto?

A evolução das varizes na gravidez após o parto varia: algumas alterações regridem com a normalização hemodinâmica, outras persistem por alterações estruturais que exigem tratamento definitivo. Entender essa diferença ajuda a programar o momento ideal para reavaliação e evitar intervenções prematuras.

Comportamento por tipo:

  • Vasinhos (telangiectasias): podem regredir parcialmente em 3–6 meses pós‑parto.
  • Varizes tronculares (safenas): raramente regridem; tendem a persistir.
  • Varizes vulvares: regridem em ~70% dos casos nas primeiras 6 semanas pós‑parto.

Aguardar o tempo adequado melhora a precisão do planejamento terapêutico e a segurança dos procedimentos. Planeje a reavaliação com seu especialista a partir de 3 meses pós‑parto para decidir o melhor tratamento.

Avaliação das veias pós‑parto na MEF

No pós‑parto, a estabilização hemodinâmica permite avaliar com precisão quais varizes na gravidez persistiram e quais regrediram espontaneamente. O médico especialista na área define um plano terapêutico individualizado que considera amamentação, sintomas e objetivos estéticos ou funcionais.

Em São Paulo, o Dr. João Maffei atende no Instituto Medicina em Foco (MEF), conduz a avaliação clínica e o mapeamento venoso, discutindo com cada paciente as opções  e o momento mais seguro para intervir. A equipe prioriza protocolos que conciliam eficácia e segurança para quem está amamentando.

Formação médica

Dr. João Maffei (CRM-SP 97736 I RQE 27653 I RQE 27652) é formado pela Faculdade de Medicina do ABC, onde também concluiu residência em Cirurgia Geral e especialização em Angiologia e Cirurgia Vascular. Possui ainda subespecialização em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. 

Sua prática clínica inclui cirurgias arteriais e venosas, realização de acessos vasculares para quimioterapia e hemodiálise, além de procedimentos endovasculares minimamente invasivos, sempre com foco em técnicas modernas e seguras.

Agende sua consulta e cuide das varizes na gravidez

O momento ideal para tratar das varizes na gravidez costuma ser 3 meses após o parto, com análise do protocolo mais adequado entre escleroterapia, laser ou ablação. Com a estrutura de ponta da MEF e experiência na área, o Dr. João Maffei é o especialista ideal para você agendar sua avaliação em São Paulo.

A avaliação pós-parto das varizes com um especialista é importante para monitorá-las e planejar cuidados futuros.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 30 de junho de 2026.

FAQ- Dúvidas frequentes sobre varizes na gravidez: guia trimestre a trimestre

1. Trombose venosa profunda na gravidez: como identificar e o que fazer?

É um edema nas pernas na gestação unilateral súbito, dor intensa e calor; procure emergência, confirme com eco‑Doppler e inicie tratamento anticoagulante.

2. Eco-Doppler na gravidez é seguro para diagnosticar insuficiência venosa?

Sim, não usa radiação e é o exame para refluxo e trombose na gravidez.

3. Calcinha compressiva para varizes vulvares na gravidez: como usar?

Usar conforme orientação do especialista, ajustando para conforto.

4. Varizes tronculares na gravidez regridem sozinhas após o parto?

Varizes tronculares tendem a persistir e geralmente precisam de tratamento.

5. Flebotônico (diosmina) pode ser usado durante a gravidez?

Só com orientação do obstetra; alguns flebotônicos são evitados no 1º trimestre e a indicação depende de risco/benefício.

6. Perna inchada na gravidez pode ser trombose ou é normal?

Edema bilateral e leve é comum na gravidez; edema unilateral súbito ou acompanhado de dor intensa e calor exige avaliação, pois pode ser trombose.

7. Decúbito lateral esquerdo reduz a pressão venosa nas pernas na gravidez?

Sim; reduz a compressão da veia cava e alivia estase venosa e desconforto.

8. Varizes vulvares na gravidez oferecem risco de complicação no parto vaginal?

Na maioria dos casos não; é tratada definitivamente no pós‑parto se necessário.

9. Tromboflebite superficial na gravidez — como identificar e tratar?

Sinais de trombose venosa superficial na gestação: cordão endurecido, doloroso e avermelhado; tratamento inclui compressa, anti‑inflamatório e meia compressiva, anticoagulação se extensa.

10. Meia compressiva: qual grau usar na gravidez com varizes?

Geralmente 20–30 mmHg (classe I); 30–40 mmHg (classe II) se o inchaço é significativo ou em caso de varizes tronculares.