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PrEP e PEP: de quanto em quanto tempo repetir os exames?

“Vejo muita gente confundir as duas coisas e perder a janela da PEP esperando para ver no que dá. Quando o acompanhamento da prevenção vira rotina, sem culpa e sem alarde, a adesão melhora e a proteção se mantém de verdade.”— Dr. Celso Mendanha

CRM 189080RQE 101779Infectologia
Dr. Celso Mendanha
4 min de leituraRevisado por Dr. Celso MendanhaCRM 189080 · RQE 101779Atualizado em 5 de junho de 20263 referências citadas
Sumário
  1. Qual a diferença entre PrEP e PEP?
  2. Como iniciar e manter o acompanhamento
  3. Com que frequência repetir a testagem para HIV
  4. PEP: a janela de 72 horas que muda tudo
  5. O que monitorar enquanto se usa PrEP
  6. Hábitos de proteção sustentáveis a longo prazo
  7. Onde encontrar PrEP e PEP em São Paulo
  8. Mitos comuns sobre a prevenção ao HIV

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Infectologia
Atendo essa conversa quase toda semana, e quase sempre ela vem cercada de vergonha. A pessoa quer se proteger, mas tem medo do julgamento antes mesmo de conseguir falar a palavra HIV. Prevenção boa é aquela que cabe na sua vida sem virar mais um peso.— Dr. Celso Mendanha
Muita gente chega ao consultório sabendo que existe remédio para evitar o HIV, mas sem entender a lógica por trás da prevenção. É aí que a diferença entre PrEP e PEP deixa de ser sigla e passa a ter sentido prático na rotina. A escolha depende do seu momento de vida e, principalmente, da continuidade do cuidado depois da primeira receita.A boa notícia é que tanto a profilaxia antes da exposição quanto a de emergência são acessíveis, seguras e bem estudadas. O que costuma faltar não é remédio, e sim informação clara sobre como começar, o que monitorar e com que frequência repetir os exames.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Avaliação inicialConsulta para entender seu padrão de exposição e checar exames de base.
  • 2TestagemSorologia para HIV e rastreio de outras infecções antes de iniciar.
  • 3PrescriçãoEscolha do esquema mais adequado ao seu momento de vida.
  • 4RetornosReavaliação trimestral com função renal e nova testagem.
  • 5ManutençãoAjustes, suporte à adesão e cuidado integral a longo prazo.
01

Qual a diferença entre PrEP e PEP?

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A PrEP é um medicamento de uso contínuo, tomado antes de possíveis exposições ao HIV, enquanto a PEP é um esquema de emergência iniciado logo após um risco já ter acontecido. Quem acompanha o trabalho do Dr. Celso Mendanha sabe que essa lógica de antes e depois é exatamente o que separa PrEP e PEP no dia a dia.Na prática, a profilaxia pré-exposição combina dois antirretrovirais em um único comprimido diário e protege quem tem exposições recorrentes. Já a de emergência usa três medicamentos por 28 dias e existe para situações pontuais, como uma camisinha que rompeu ou uma violência sexual.
EstratégiaQuando usarDuração
PrEPAntes da exposição, de forma planejadaUso contínuo
PEPDepois da exposição, em até 72 horas28 dias
02

Como iniciar e manter o acompanhamento

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Começar exige uma consulta com exames de base: sorologia para HIV negativa confirmada, avaliação de função renal e rastreio de outras infecções sexualmente transmissíveis, tudo antes da primeira receita. No perfil do infectologista responsável você encontra o caminho que costumo seguir nessa avaliação inicial.Depois do início, o acompanhamento de PrEP e PEP não termina na primeira consulta. Retornos periódicos garantem que o remédio continua seguro para os rins, que a adesão está em dia e que a proteção segue válida ao longo do tempo.
Infectologista orientando paciente sobre prevenção ao HIV em consultório.
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03

Com que frequência repetir a testagem para HIV

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A testagem para HIV se repete a cada três meses durante o uso da PrEP, junto da checagem de função renal e do rastreio de outras infecções. Esse intervalo trimestral segue as diretrizes da Sociedade Brasileira de Infectologia e existe para evitar o risco de manter a profilaxia sem perceber uma infecção já instalada.Entre PrEP e PEP, a frequência muda conforme a estratégia: na profilaxia pré-exposição o ritmo é trimestral, enquanto na de emergência fazemos testes no início, com seis semanas e novamente com três meses. Manter esse calendário é o que transforma a medicação em proteção real.
04

PEP: a janela de 72 horas que muda tudo

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A PEP precisa começar em até 72 horas após a exposição, e quanto antes melhor: o ideal são as primeiras duas horas. Passado esse prazo, o esquema perde a eficácia e deixa de fazer sentido como emergência.Entre as duas estratégias de PrEP e PEP, a profilaxia de emergência é a única com o relógio correndo. Por isso oriento sempre a não esperar pelo fim de semana ou pela vergonha passar. Para quem tem exposições frequentes, vale conversar sobre alternativas de uso contínuo, incluindo a opção injetável de longa duração, que reduz a dependência do comprimido diário.
05

O que monitorar enquanto se usa PrEP

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Durante o uso contínuo, monitoramos a função renal, a adesão ao comprimido e o surgimento de sintomas de outras infecções sexualmente transmissíveis a cada trimestre. Esses três pontos respondem pela maior parte das interrupções desnecessárias quando passam despercebidos.O acompanhamento também é o momento de revisar a vida real: mudanças de parceria, viagens, períodos de mais ou menos exposição. Quem quer entender o passo a passo da consulta encontra um bom panorama em como se preparar para a avaliação antes de iniciar a profilaxia.
06

Hábitos de proteção sustentáveis a longo prazo

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Proteção que dura não depende só do comprimido: ela combina vacinação para hepatites, uso de preservativo quando faz sentido e um diálogo honesto sobre prazer e desconforto. A medicação reduz o risco de HIV, mas não substitui o cuidado integral com a saúde sexual.É nesse ponto que PrEP e PEP se encontram com queixas que muita gente cala. Quem sente desconforto durante a relação, por exemplo, merece avaliação específica, porque dor não é normal e pode indicar algo tratável. Prevenção sustentável é aquela que olha o corpo inteiro, não apenas o vírus.
07

Onde encontrar PrEP e PEP em São Paulo

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Quem busca PrEP e PEP perto de mim costuma encontrar o serviço tanto na rede do SUS quanto em clínicas privadas e consultórios de infectologia. A profilaxia de emergência, em especial, está disponível em prontos-socorros e centros de testagem que funcionam 24 horas.Para acompanhamento planejado e contínuo, um atendimento de infectologia na capital paulista permite organizar exames, receitas e retornos sem correria. Procurar PrEP e PEP em São Paulo ficou mais simples nos últimos anos, e o acesso só tende a melhorar.
08

Mitos comuns sobre a prevenção ao HIV

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O mito mais repetido é o de que tomar profilaxia incentiva comportamento de risco, e os dados simplesmente não sustentam essa ideia. Pelo contrário: quem entra no acompanhamento testa mais, conversa mais e cuida melhor da própria saúde.Outro engano frequente é achar que PrEP e PEP substituem todas as outras infecções por uma só pílula, quando na verdade elas protegem apenas contra o HIV. Por isso a consulta importa tanto, e vale entender quem pode indicar a profilaxia e como manter a proteção de forma realista no dia a dia.

O que dizem os pacientes

★★★★★
Excelente profissional. O Dr. Celso Mendanha é um infectologista extremamente atencioso, competente e atualizado. Explica tudo com clareza, demonstra muito conhecimento e passa segurança desde a primeira consulta. Atendimento humano, cuidadoso e respeitoso…. Recomendo fortemente. Muito obrigada, Dr!
— Mariana Corinti (fev/2026)
★★★★★
Fui atendida pelo Dr. Celso e só tenho elogios. Atendimento extremamente atencioso, humano e cuidadoso. Ele escuta com calma, explica tudo de forma clara e passa muita segurança, além de ter um conhecimento impecável. Recomendo fortemente.
— Marilia Gomes Costa (fev/2026)
★★★★★
Dr Celso simplesmente é o melhor infectologista que conheci, extremamente técnico, acolhedor e atualizado, sempre dando suporte ao paciente. Indico de olhos fechado!!!! Por mais médicos assim
— Ligia Machado (fev/2026)
Próximo passo

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Uma avaliação cuidadosa define a estratégia certa para o seu momento e organiza exames, receita e retornos sem burocracia. Assim a proteção começa com segurança e continua fazendo sentido na sua rotina.

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Perguntas frequentes

PrEP e PEP são a mesma coisa?
Não. A PrEP é tomada antes da exposição, de forma contínua, e a PEP é um esquema de emergência iniciado depois de um risco, em até 72 horas. As duas previnem o HIV, mas com lógicas e durações diferentes.
A PrEP protege contra outras ISTs além do HIV?
Não. A profilaxia age apenas contra o HIV. Sífilis, gonorreia e clamídia continuam possíveis, por isso o rastreio dessas infecções faz parte do acompanhamento trimestral.
Posso usar PEP mais de uma vez?
Sim, a PEP pode ser usada sempre que houver uma exposição de risco dentro da janela de 72 horas. Quem precisa dela com frequência, porém, costuma ser candidato ideal à PrEP contínua, que evita o esquema repetido de emergência.
PrEP e PEP têm efeitos colaterais?
A maioria das pessoas tolera bem. Nas primeiras semanas pode haver náusea ou dor de cabeça leve, que tendem a passar. O acompanhamento monitora a função renal justamente para garantir segurança no uso prolongado.
Onde conseguir PrEP e PEP perto de mim?
A profilaxia está disponível no SUS, em centros de testagem e em consultórios de infectologia. A de emergência também é encontrada em prontos-socorros. Para acompanhamento planejado, vale buscar um serviço que oriente a primeira consulta.
Preciso repetir exames durante a PrEP?
Sim. A testagem para HIV, a função renal e o rastreio de outras infecções se repetem a cada três meses. Esse calendário é o que mantém a proteção válida e segura ao longo do tempo.
Quanto tempo a PEP demora para fazer efeito?
A PEP começa a agir assim que iniciada, mas precisa ser completada por 28 dias sem falhas. O fator decisivo é o tempo: iniciar nas primeiras horas após a exposição aumenta muito a eficácia.
PrEP e PEP são gratuitas pelo SUS?
Sim, ambas estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para quem tem indicação. Também é possível fazer o acompanhamento em clínicas privadas, conforme a preferência e o acesso de cada pessoa.

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