Especialista em Rizotomia por Radiofrequência em São Paulo: Dr. Pedro Correa
O critério que define quem responde ao procedimento — e por que ele vem antes da agulha.
“Vejo toda semana o paciente que tratou a coluna inteira, menos a articulação que dói. Quando o bloqueio diagnóstico confirma a faceta, a radiofrequência vira outra história — previsível e reprodutível.”— Dr. Pedro Henrique Correa
Ver currículo do profissional
- Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT
- Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
- Membro da North American Spine Society
- Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
- Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
- Instituto Medicina em Foco | Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz e Nove de Julho.
- Ortopedista especialista em coluna
Atendo pacientes com dor facetária toda semana aqui no Instituto Medicina em Foco. A maioria já rodou por vários lugares, tomou remédio que não resolveu, e chega desconfiada de "mais um procedimento". Quando mostro que a rizotomia não é cirurgia — é um fio fino guiado por raio-X que aquece o nervo da dor — a conversa muda, e o resultado costuma aparecer já na primeira semana.— Dr. Pedro Correa
O que é a rizotomia por radiofrequência (e o que ela não trata)
Atendo essa dúvida quase todos os dias. O paciente chega achando que a rizotomia vai consertar a coluna inteira. Na prática, a rizotomia aplica calor controlado sobre o ramo medial. Esse nervo fino leva a dor da articulação facetária até a medula.
Como o calor interrompe a dor
Uma agulha-eletrodo aquece o nervo a uma temperatura definida e cria uma lesão térmica precisa. O estímulo doloroso deixa de ser conduzido por um período, sem que disco, osso ou canal vertebral sejam manipulados. É isso que torna o método minimamente invasivo. Para entender o lugar dele entre as opções, vale conferir o guia completo do especialista em coluna.
O que ela não faz
A rizotomia não corrige hérnia, não regenera disco e não substitui o fortalecimento muscular. Ela age sobre o sintoma — a dor — e abre uma janela para a reabilitação avançar com menos limitação.
O bloqueio diagnóstico: o teste que define se você é candidato
O diagnóstico começa pela história e pelo exame físico, não por uma imagem. Ressonância e tomografia ajudam a descartar outras causas. Alterações nas facetas aparecem em muitos adultos sem dor, e a imagem sozinha não confirma a origem.
O bloqueio anestésico como teste
A etapa decisiva é o bloqueio do ramo medial: injeta-se anestésico no nervo suspeito e observa-se a resposta. Quando a dor cai de forma expressiva por algumas horas, há forte indício de que aquela articulação é a fonte. Essa lógica de confirmar antes de tratar é respaldada por uma revisão de 2024 sobre radiofrequência lombar.
Por que o critério importa
Pacientes que respondem ao bloqueio têm chance muito maior de responder à rizotomia. Quem pula o teste arrisca tratar um nível errado e sair frustrado com um resultado que nunca chega.
Sintomas que levam à indicação da rizotomia facetária
O candidato típico tem dor crônica de origem facetária. Ela piora ao estender ou rotacionar a coluna e melhora ao se inclinar para frente. A dor costuma ser localizada na lombar ou no pescoço. Ela não irradia de forma clássica para a perna ou o braço, como nas compressões nervosas.
Sinais comuns do dia a dia
- Dor que piora ao levantar da cadeira ou ao ficar muito tempo em pé.
- Rigidez matinal que melhora com o movimento ao longo do dia.
- Desconforto ao estender o pescoço, comum em quem trabalha horas no computador.
Uma revisão de 2026 sobre radiofrequência facetária descreve esse padrão na coluna. Quem sofre com ele já viveu a dúvida entre repousar e se manter em movimento. O repouso prolongado tende a piorar o quadro. Quando a dor irradia para a perna, a investigação muda: vale ler sobre dor ciática e suas causas.
Sinais que exigem avaliação imediata
Perda de força, alteração do controle urinário ou intestinal, dormência progressiva e febre não são dor facetária simples. Eles apontam para outras causas e mudam o rumo da avaliação antes de qualquer indicação.
Radiofrequência convencional e pulsada: qual a diferença
Há duas formas de entregar a radiofrequência na coluna, e a escolha muda o perfil de duração e de risco. Entender a diferença ajuda a conversar com o médico sobre o plano proposto.
| Critério | Convencional | Pulsada |
|---|---|---|
| Mecanismo | Lesão térmica contínua | Pulsos que limitam o calor |
| Duração do alívio | Mais longa | Mais curta |
| Indicação | Dor facetária confirmada | Nervo próximo a estrutura sensível |
Como a escolha é feita
A indicação depende do alvo anatômico e da proximidade de nervos motores. Uma metanálise de 2025 sobre rizotomia facetária compara as técnicas. A convencional tende a oferecer alívio mais consistente na dor lombar.
Como o procedimento é feito, passo a passo
O procedimento é feito em sala equipada com fluoroscopia. Esse raio-X em tempo real guia a agulha. O paciente fica acordado ou sob sedação leve, com anestesia local na pele.
As etapas na prática
- Posicionamento do paciente e assepsia da região.
- Introdução da agulha-eletrodo guiada por imagem até o ramo medial.
- Teste de estimulação para confirmar que o eletrodo está sobre o nervo correto.
- Aplicação da radiofrequência por alguns minutos em cada nível.
A confirmação por estimulação é o que dá segurança ao método. Antes de aquecer, verifica-se a posição para proteger as fibras que comandam a força. O National Institutes of Health descreve o procedimento como intervenção percutânea de baixa invasividade.
Duração e número de níveis
Cada nível leva poucos minutos, e o tempo total costuma ficar abaixo de uma hora. O número de níveis tratados depende do mapeamento feito na fase diagnóstica.
Recuperação e retorno às atividades
A recuperação é rápida quando comparada a uma cirurgia aberta. Nos primeiros dias pode haver dor local no ponto da agulha e uma queimação leve. Esse reflexo da lesão térmica tende a ceder em uma a duas semanas.
Linha do tempo típica
| Período | O que esperar |
|---|---|
| Primeiras 48 horas | Dor local, repouso relativo, atividades leves liberadas |
| 1 a 2 semanas | Redução do desconforto, retorno gradual à rotina |
| 2 a 4 semanas | Pico do efeito, início da fisioterapia |
| 6 meses a 2 anos | Janela média de alívio |
O papel da fisioterapia
A janela de menor dor é o melhor momento para fortalecer a musculatura paravertebral e o core. É isso que transforma o alívio temporário em ganho funcional. Para planejar o investimento, veja quanto custa a rizotomia.
Quanto tempo dura o alívio e por que a dor pode voltar
O nervo tratado pode se regenerar com o tempo, e é por isso que o alívio tem prazo. Encarar a rizotomia como ponto final é o erro mais comum. Ela abre uma janela, e o que o paciente faz dentro dela determina a duração, com contexto em Johns Hopkins Medicine.
O que monitorar depois de tratado
- Retorno gradual da dor no mesmo padrão anterior, sinal de que o nervo se regenerou.
- Surgimento de dor em outro nível, que pode indicar uma nova articulação envolvida.
- Perda de força ou alteração de sensibilidade, que mudam a avaliação.
A repetição é possível e costuma ser segura quando a resposta anterior foi boa. O acompanhamento clínico define o intervalo ideal entre uma sessão e outra.
Riscos, limites e alternativas da rizotomia
Todo procedimento tem riscos, e a rizotomia não é exceção. Os eventos, porém, são raros e, na maioria das vezes, leves e transitórios. Os mais comuns são dor no ponto da agulha e uma queimação passageira, que tendem a ceder sozinhos.
Riscos reais
- Dor local e queimação transitória no ponto da agulha.
- Pequeno hematoma ou sensação de formigamento nos primeiros dias.
- Infecção, rara quando a técnica e a assepsia são respeitadas.
Limites e alternativas
O método não trata hérnia, compressão nervosa grave nem instabilidade da coluna. Nessas situações, o caminho de tratamento é diferente e começa por uma avaliação mais ampla. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia reforça que a confirmação da origem facetária vem antes de qualquer intervenção. Fisioterapia estruturada e infiltrações continuam sendo alternativas válidas em casos selecionados.
Como escolher um especialista em rizotomia por radiofrequência
O procedimento pode ser feito por ortopedista de coluna, neurocirurgião ou especialista em dor. O que muda o resultado é a condução, não o título. Alguns critérios separam uma indicação responsável de uma promessa.
O que validar no profissional
- Exigência de bloqueio diagnóstico antes de indicar a rizotomia.
- Uso de fluoroscopia para guiar a agulha em tempo real.
- Confirmação por estimulação antes de aplicar o calor.
- Registro ativo no conselho de classe, com CRM e RQE verificáveis.
Conferir o registro do médico é um passo simples e protege o paciente. O guia para validar CRM e RQE detalha esse caminho. Vale também saber quando procurar um especialista em dor.
O ambiente também conta
A estrutura onde o procedimento é feito precisa ter sala com fluoroscopia e suporte para intercorrências. É por isso que o atendimento em um serviço com corpo clínico integrado muda a segurança do paciente.
Atuação no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
O Dr. Pedro Correa integra o corpo clínico do Instituto Medicina em Foco e atua em ortopedia de coluna. Essa estrutura valoriza avaliação criteriosa e integração, o que amplia a segurança da indicação e do acompanhamento.
Por que a estrutura importa
Um paciente com dor facetária muitas vezes precisa de mais do que um procedimento: reavaliação clínica, fisioterapia e acompanhamento de longo prazo. Atuar dentro de um corpo clínico integrado permite que cada etapa aconteça sob o mesmo prontuário e a mesma linha de cuidado.
O especialista dentro da instituição
A autoridade do médico e a estrutura do Instituto se reforçam mutuamente. A instituição oferece o ambiente assistencial, e o especialista traz a condução técnica. É nesse arranjo que a rizotomia sai de um gesto isolado e vira parte de um plano de tratamento.
O que dizem os pacientes
Dr. Pedro é um profissional diferenciado. Além de muito competente, demonstra empatia e respeito em cada consulta. Explica o problema e o tratamento de forma clara, o que traz muita segurança. Estou muito satisfeita com o atendimento e evolução do meu quadro. Recomendo!— Daniela Melo (fev/2026)
Ótimo atendimento de toda a equipe, atenciosos demais! Doutor Pedro sem comentários, além de gentil e um ótimo profissional, tinha dores lombares e o doutor Pedro me deu um tratamento de qualidade. Recomendo— Alex Melo (jan/2026)
Agende sua avaliação com Dr. Pedro Correa
Avaliação clínica criteriosa, bloqueio diagnóstico quando indicado e acompanhamento de longo prazo para o alívio durar mais.
Agende sua avaliação com Dr. PedroLigar agora
Perguntas frequentes
O que é a rizotomia por radiofrequência?
É um procedimento minimamente invasivo que usa calor controlado para interromper a dor. O alvo são os ramos mediais, pequenos nervos das articulações da coluna. Não há cortes nem internação prolongada. O efeito é temporário e costuma durar de seis meses a dois anos.
Quanto tempo dura o alívio da rizotomia por radiofrequência?
Em média, de seis meses a dois anos. A duração varia conforme a velocidade com que o nervo tratado se regenera. Conta também a resposta individual ao bloqueio diagnóstico. Quando a dor retorna no mesmo padrão, o procedimento pode ser repetido com segurança.
Qual profissional pode fazer a rizotomia por radiofrequência?
Ortopedista de coluna, neurocirurgião ou especialista em dor com domínio de fluoroscopia. O essencial é exigir o bloqueio diagnóstico antes do procedimento. Procure um médico que confirme a posição da agulha por imagem em tempo real. Isso reduz o risco e melhora o resultado.
A rizotomia por radiofrequência dói?
O paciente fica acordado ou sob sedação leve, com anestesia local na pele. Durante o procedimento pode haver sensação de pressão, mas não dor intensa. Nos primeiros dias, é comum sentir dor local no ponto da agulha. Uma queimação leve também pode aparecer e costuma ceder com analgésicos simples.
Quanto custa a rizotomia por radiofrequência?
O valor varia conforme o número de níveis tratados, o lado e o convênio. O ambiente (consultório ou hospital) também pesa. Por isso não existe um preço único. Veja a página sobre quanto custa o procedimento para entender o que compõe o valor e o que está incluído no orçamento.
A rizotomia por radiofrequência é coberta por convênio?
Depende do plano e da indicação clínica. Em geral, a cobertura passa pela solicitação do médico. O pedido precisa do bloqueio diagnóstico que justifique o procedimento. Vale confirmar com a operadora as regras específicas do seu contrato antes de agendar.
Quantas vezes posso repetir a rizotomia?
Não há um número fixo. A repetição é definida pelo retorno da dor e pela resposta anterior, com reavaliação clínica e novo bloqueio diagnóstico. Se o primeiro procedimento trouxe alívio consistente, a repetição é considerada com segurança.
A rizotomia substitui a cirurgia de coluna?
Não. Ela trata a dor de origem facetária. Não corrige hérnia de disco, instabilidade nem compressão nervosa grave, que têm tratamento próprio. O diagnóstico preciso e o bloqueio diagnóstico são decisivos para indicar a rizotomia.
Como é a recuperação depois da rizotomia?
Atividades leves costumam ser liberadas em poucos dias. A fisioterapia começa na janela de menor dor, entre duas e quatro semanas. O objetivo é fortalecer a musculatura e prolongar o alívio. O retorno ao trabalho depende da sua atividade, mas a maioria volta em poucos dias.
Rizotomia por radiofrequência tem risco?
Os riscos são baixos: dor local, queimação transitória e, raramente, infecção. A confirmação por estimulação antes do calor reduz a chance de atingir nervos motores. O uso de fluoroscopia mantém a agulha longe de estruturas importantes.