Dra. Natalia Pacheco Grine | Otorrinolaringologista SP
O que a família consegue observar em casa e que muda a conversa dentro do consultório.
“Quase sempre quem percebe primeiro é a família: alguém nota que o outro pede para repetir a frase, ou que o ronco mudou de padrão. Peço que tragam isso anotado, porque esse detalhe costuma direcionar a consulta.”— Natalia Pacheco Grine
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Atendo muitas consultas em que quem fala primeiro é o filho ou o marido, não o paciente. Eles chegam depois de meses de nariz entupido, achando que aquilo já virou normal. Observo que o relato de casa traz o detalhe que o exame não mostra: a hora em que piora.— Natalia Pacheco Grine
Passo a passo
- 1Observar em casa
Nas semanas anteriores, a família anota sintomas, horários de piora e o que já foi usado.
- 2Reunir exames
Exames antigos, receitas e relatórios entram em uma pasta única para a consulta.
- 3Consulta
História clínica detalhada com paciente e acompanhante, seguida do exame de nariz, garganta e ouvido.
- 4Exame direto
Otoscopia e, quando necessário, endoscopia nasal são feitas na própria sala.
- 5Plano escrito
O paciente sai com conduta, sinais de alerta e data de retorno registrados no papel.
- 6Retorno
A reavaliação confere a resposta ao tratamento e ajusta o que não funcionou.
Quem é a Dra. Natalia Pacheco Grine e onde ela atende
Otorrinolaringologista, ela atende em São Paulo adultos, crianças e idosos com queixas de nariz, garganta e ouvido. O motivo se repete: algo que não passa e já atrapalha o sono ou o trabalho.
Onde a consulta acontece
O atendimento ocorre dentro da estrutura do Instituto Medicina em Foco, que reúne várias especialidades no mesmo endereço. Quando o quadro pede outra área, o encaminhamento é interno, como no acompanhamento feito pelo ortopedista de quadril em São Paulo.
Quem costuma marcar a consulta
Boa parte dos contatos parte da família, não do paciente. Quem busca por Natalia Pacheco Grine em São Paulo costuma ser o filho, o cônjuge ou o cuidador. Essa presença é bem-vinda, porque quem convive enxerga o que o paciente minimiza.
Titulação em otorrinolaringologia: o que conferir
A formação segue um caminho fixo: graduação em Medicina, residência médica em otorrinolaringologia e, depois, o título de especialista. Cada etapa deixa registro público, e é isso que a família consegue conferir.
O que a sigla ORL quer dizer
ORL é a abreviação de otorrinolaringologia, a área que cuida de orelha (ouvido), nariz e faringe (garganta). A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia reúne os especialistas do país. O material de orientação ao paciente da entidade, consultado em 2026, ajuda a traduzir os termos do relatório.
Como a família confere antes de marcar
Procure o nome completo, a especialidade declarada e o endereço de atendimento. A mesma checagem vale para outras queixas, como no texto sobre qual médico trata candidíase no homem.

Nariz, garganta e ouvido: o que a otorrino avalia
Nariz, garganta e ouvido se comunicam por dentro, e isso explica por que uma queixa puxa a outra. A tuba auditiva liga o fundo do nariz ao ouvido médio. Quando ela entope, vem a sensação de pressão e o som abafado.
Quando a dor engana
Dor de ouvido nem sempre nasce no ouvido: amígdala inflamada e a articulação da mandíbula doem ali também. O mesmo fenômeno aparece em outras áreas, como na dor no braço que vem do pescoço. Por isso a consulta examina os três territórios, mesmo com queixa de um só.
Mapa rápido dos sintomas de casa
| Sintoma observado em casa | Território provável | Sinal que pede avaliação |
|---|---|---|
| Nariz entupido que não cede | Nariz e seios da face | Entope sempre do mesmo lado |
| Pede para repetir frases | Ouvido | Audição cai de um lado só |
| Voz rouca que se arrasta | Garganta e laringe | Rouquidão por semanas, sem resfriado |
| Ronco alto com pausas | Via aérea superior | Sonolência durante o dia |
Esta orientação acompanha Treatment of Allergic Rhinitis in Clinical (2024), fonte consultada para esta seção.
Sinusite: quando o resfriado deixa de ser resfriado
Resfriado e sinusite começam parecidos e se separam adiante. O resfriado vai cedendo aos poucos, enquanto a sinusite ganha dor facial, pressão ao abaixar a cabeça e obstrução que não afrouxa.
Sinais que mudam a conduta
Três padrões chamam atenção: piora depois de uma melhora, dor de um lado do rosto e febre que volta. O material internacional de educação ao paciente, consultado em 2026, descreve esse desenho clássico. Diante desse conjunto, a avaliação presencial deixa de ser opcional.
Quando o quadro volta sempre
Episódios repetidos costumam ter outro pano de fundo: desvio de septo, rinite mal controlada e alergia entram na conta. A família ajuda lembrando quantas vezes aconteceu no ano e o que já foi usado.
Sinais no ouvido que a família percebe primeiro
Quem mora junto costuma notar a perda auditiva antes de o paciente admitir. O sinal aparece na rotina, não no discurso: conversa em restaurante que virou tortura e legenda ligada na televisão.
Zumbido, tontura e a pergunta sobre cura
Zumbido de um lado só, somado à queda de audição, entra no grupo que pede avaliação sem espera longa. A dúvida sobre cura é a mesma que aparece quando se discute se a artrose no quadril tem cura. O alvo, aqui, é controlar o sintoma e tratar a causa identificada.
O que observar em casa
O cotonete empurra a cera para o fundo e costuma criar o tampão que pretendia evitar. Quem convive percebe antes e consegue dizer de que lado a audição falha.
O que está descrito acima segue Clinical Practice Guideline: Age-Related Hearing Loss (2024), referência usada nesta seção.
Garganta, voz e ronco: o que observar em casa
A garganta acumula funções que competem entre si: engolir, falar e respirar. Quando uma falha, as outras denunciam, e a refeição começa a demorar mais do que o normal.
Sinal agudo e sinal que se arrasta
Dor de garganta com febre e dificuldade para engolir tem janela curta de avaliação. O relógio conta em qualquer quadro agudo, raciocínio que também vale para a entorse de tornozelo. Já a rouquidão que persiste por semanas, sem resfriado ativo, segue outro caminho: investigar a laringe.
Ronco: quando deixa de ser piada
Ronco alto com pausas na respiração, somado à sonolência diurna, é o conjunto que mais preocupa. Quem dorme ao lado é a melhor testemunha, porque só essa pessoa vê a pausa acontecer.
Para escrever esta parte consultamos Streptococcal Pharyngitis: Rapid Evidence Review (2024).
Como a família pode organizar a consulta
Chegar com informação organizada muda o rendimento do encontro. O que o médico precisa saber raramente cabe na memória de quem está ansioso na cadeira.
A linha do tempo
Anote quando começou, o que piora, o que melhora e o que já foi usado. A lógica é a mesma do roteiro de preparo para a consulta com hematologista, publicado aqui no site.
As perguntas que valem a pena
Cinco perguntas resolvem a maior parte da angústia da família:
- O que exatamente está acontecendo?
- Por que isso apareceu agora?
- Qual o plano para as próximas semanas?
- O que observar em casa?
- Quando voltar e com quais exames?
Como é a consulta e quais exames podem entrar
A consulta começa pela história e termina no exame de nariz, garganta e ouvido, feito na própria sala. Otoscópio e espelho dão boa parte da resposta em poucos minutos.
O exame feito no consultório
A endoscopia nasal (exame com uma câmera fina, feito no consultório, que olha por dentro do nariz) permite ver o fundo do nariz e a laringe sem internação. O acompanhante pode ficar na sala e ouvir a explicação junto com o paciente.
Quando a imagem ajuda
Tomografia e audiometria não são rotina e entram quando há pergunta clara a responder. A decisão segue a mesma lógica descrita em como decidir entre exames de investigação: pedir exame sem hipótese só adia a conduta.
Esta orientação acompanha High-flow nasal cannula therapy for infants (2024), fonte consultada para esta seção.
Especialista do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
A otorrinolaringologia raramente trabalha sozinha. Alergia, refluxo, apneia do sono e tireoide encostam no mesmo território, e a resposta melhora quando as áreas conversam entre si.
O que muda para o paciente
Exames e relatórios ficam reunidos, e o encaminhamento acontece entre colegas que já se falam. Esse trânsito aparece em outras rotas do site, como em quando o ginecologista encaminha ao infectologista. A médica integra esse corpo clínico e divide a decisão com as demais especialidades da casa.
Quando pedir segunda opinião
Três situações justificam: sintoma que não responde, indicação cirúrgica sem exame que a sustente e diagnóstico que muda a cada consulta. O mesmo raciocínio aparece em quando o tratamento indicado não melhora. Leve exames, relatórios e a lista de medicamentos.
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A avaliação reúne história clínica, exame de nariz, garganta e ouvido no consultório e um plano escrito para levar para casa. Quem acompanha o paciente participa da conversa.
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Perguntas frequentes
Como encontrar uma otorrinolaringologista em São Paulo?
Procure pelo nome do especialista somado à cidade e confira o registro profissional antes de marcar. Vale considerar a distância de casa ou do trabalho, porque quadros de nariz e ouvido costumam pedir retorno. O mesmo caminho de escolha aparece em qual médico procurar em São Paulo.
Quem procura a Dra. Natalia Pacheco Grine precisa de encaminhamento?
Não é preciso encaminhamento para marcar uma avaliação particular com a otorrino. Quando o paciente vem por indicação do clínico ou do pediatra, o relatório ajuda e adianta a investigação. Planos de saúde podem exigir guia própria, o que não muda a preparação da consulta.
A otorrinolaringologista atende crianças e idosos?
Sim. A especialidade cobre todas as idades, porque nariz, garganta e ouvido adoecem da infância à velhice. Em criança, a queixa costuma chegar pela escola e pelo ronco; em idoso, pela audição e pelo engasgo.
Posso acompanhar meu familiar na consulta de otorrino?
Sim, e isso costuma melhorar o resultado da consulta. Quem convive descreve o ronco, a hora em que o sintoma piora e o remédio que ficou sobrando na gaveta. O paciente continua sendo o protagonista da conversa e das decisões.
Qual a diferença entre resfriado e sinusite?
O resfriado melhora de forma progressiva, com coriza clara e pouca dor no rosto. Na sinusite aparece dor facial concentrada, pressão ao abaixar a cabeça e, com frequência, piora depois de uma melhora inicial.
Nariz entupido sempre do mesmo lado é sinal de alerta?
Obstrução fixa em uma narina merece avaliação, porque foge do padrão normal de alternância entre os lados. Desvio de septo, pólipo e rinite assimétrica entram na lista de hipóteses. Sangramento repetido do mesmo lado aumenta a prioridade.
Perda de audição em um ouvido só pede avaliação rápida?
Sim. Queda súbita de audição de um lado é das poucas situações da otorrinolaringologia em que o tempo até o atendimento pesa muito. Zumbido novo no mesmo lado reforça a necessidade de consulta próxima.
Rouquidão que não passa precisa ser investigada?
Rouquidão que se arrasta por semanas, sem resfriado ativo, merece exame da laringe. A investigação é simples e feita em consultório, com endoscopia. Quem usa a voz no trabalho e quem fuma tem ainda mais motivo para antecipar a avaliação.
O que levar na primeira consulta?
Leve exames anteriores, relatórios, a lista completa de medicamentos e a linha do tempo dos sintomas. Anotar quando começou e o que piora evita depender da memória na hora da conversa.
Quando faz sentido pedir uma segunda opinião?
Quando o tratamento não responde, quando há indicação cirúrgica sem exame que a sustente e quando o diagnóstico muda a cada consulta. Pedir outra avaliação faz parte do processo e não ofende o médico assistente.