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Cirurgia de coluna depois dos 70 anos | Dr. Pedro Correa

Por que a reserva física pesa mais que a idade do documento na decisão de operar a coluna.

“Ao avaliar um idoso para operar, olho menos a data de nascimento e mais quanto ele caminha sem parar. Antes de decidir, peço uma avaliação de força, equilíbrio e coração junto com o clínico.”— Dr. Pedro Henrique Correa

CRM 213158RQE 87090Ortopedista Especialista em Coluna
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Formação acadêmica
  • Hospital Universitário da UNIFESP (Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia)
  • UNIFESP (Fellowship em Cirurgia da Coluna)
Títulos de especialista
  • Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT
  • Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Sociedades médicas
  • Membro da North American Spine Society
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
  • Membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
Onde atende
  • Instituto Medicina em Foco | Corpo Clínico dos Hospitais Albert Einstein, Alemão Oswaldo Cruz e Nove de Julho.
Áreas de atuação
  • Ortopedista especialista em coluna
Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna — cirurgia de coluna depois dos 70 anos
21 min de leituraRevisado por Dr. Pedro Henrique CorreaCRM 213158 · RQE 87090Atualizado em 6 de outubro de 202611 referências citadas
Sumário
  1. Cirurgia de coluna depois dos 70 anos: a idade impede o procedimento?
  2. Quais problemas na coluna levam à indicação de cirurgia em idosos
  3. Sinais de alerta que pedem avaliação rápida
  4. Quando vale tentar o tratamento sem cirurgia primeiro
  5. Descompressão ou artrodese: o que muda para quem tem mais de 70 anos
  6. Cirurgia minimamente invasiva é sempre a melhor opção para idosos?
  7. Quais complicações são mais preocupantes depois dos 70
  8. Fragilidade, osteoporose e outras condições que pesam mais que a idade
  9. Como se preparar para a cirurgia e reduzir os riscos
  10. Atendimento no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
Ortopedista especialista em coluna

No consultório, muitos chegam convencidos de que já passaram da idade para operar. Eu prefiro começar perguntando o que a dor tirou da rotina: a feira, o neto, a missa. É esse objetivo que guia cada conversa sobre operar.

— Dr. Pedro Henrique Correa
A cirurgia de coluna depois dos 70 anos costuma gerar medo na família, muitas vezes por ideias antigas sobre anestesia. Sou o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna do corpo clínico do Instituto Medicina em Foco. Aqui explico, sem promessas, como essa decisão é construída com cuidado.
Nas próximas seções, você verá quais exames entram no preparo, quando a operação faz sentido e como é a volta para casa. Também abordo o papel da família na recuperação e os sinais que pedem retorno antes da data marcada. A ideia é que você chegue à consulta com perguntas melhores, não com receio.
Como funciona

Passo a passo

  • 1Consulta inicialO especialista examina força, reflexos e o jeito de andar e compara os sintomas com a ressonância magnética (exame de imagem detalhado).
  • 2Avaliação clínicaClínico e cardiologista avaliam coração, pulmões e remédios em uso para estimar o risco anestésico (chance de complicações com a anestesia).
  • 3PlanejamentoA técnica é definida conforme o objetivo de vida, e a família recebe orientações sobre internação e cuidados em casa.
  • 4InternaçãoApós a operação, a fisioterapia começa ainda no hospital, com ajuda para sentar e dar os primeiros passos.
  • 5Reabilitação em casaExercícios orientados recuperam força e equilíbrio, com adaptações simples, como barras no banheiro e tapetes retirados.
  • 6ReavaliaçãoNos retornos, o ortopedista confere a cicatriz, a distância caminhada e radiografias para acompanhar a consolidação (união dos ossos).
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Cirurgia de coluna depois dos 70 anos: a idade impede o procedimento?

Análise completa
Nenhuma diretriz médica fixa uma idade-limite para operar a coluna. O cirurgião pesa a fragilidade (perda de força e de reserva do corpo), as doenças associadas e o objetivo do paciente. Duas pessoas de 78 anos podem ter riscos muito diferentes.

O que a pesquisa mostra em pacientes mais velhos

Uma revisão sobre cirurgia em octogenários (pessoas acima de 80 anos) indica que pacientes bem selecionados também se beneficiam da operação. O risco de complicações cresce com a idade, mas depende sobretudo da saúde prévia e do preparo. Por isso, a indicação cirúrgica nasce do exame e da conversa, nunca da certidão.

Quando esperar também cobra um preço

Adiar a operação por medo da idade nem sempre protege. A dor que limita a caminhada leva à perda de músculo, ao isolamento e a quedas. Com o tempo, o corpo parado chega ainda mais frágil a qualquer tratamento que venha depois.Temos observado que muitos idosos operados retomam passeios curtos e tarefas de casa que pareciam perdidas. Ainda assim, cada caso exige uma consulta com especialista em coluna para medir benefícios e riscos com franqueza. A decisão é compartilhada com o paciente e a família.
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Quais problemas na coluna levam à indicação de cirurgia em idosos

Análise completa
A estenose lombar (estreitamento do canal dos nervos na região baixa das costas) é o diagnóstico mais frequente nessa faixa etária. Ela costuma causar claudicação neurogênica (dor e peso nas pernas ao caminhar, que alivia ao sentar). Quando a distância percorrida encolhe mês a mês, muitas famílias passam a perguntar sobre cirurgia de coluna depois dos 70 anos.

Compressão de nervos e da medula

A radiculopatia (compressão da raiz de um nervo) provoca dor que desce pela perna, formigamento e fraqueza no pé. Pode vir de hérnia de disco ou de espondilolistese (escorregamento de uma vértebra sobre a outra). Sintomas nas duas pernas merecem atenção especial, tema detalhado em ciática dos dois lados e gravidade.A mielopatia cervical (compressão da medula na altura do pescoço) é a situação mais delicada. Os sinais incluem mãos desajeitadas para abotoar roupas, letra que piora e desequilíbrio ao andar. Costuma avançar devagar e, sem perceber, o idoso atribui os tropeços à idade.

Quando a cirurgia passa a ser recomendada

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, a operação é considerada quando o tratamento conservador (remédios e fisioterapia) falha. Também pesa a perda progressiva de força, piora da mielopatia ou fratura vertebral por osteoporose (ossos frágeis) que não cicatriza. Perda de controle da urina ou das fezes pede avaliação imediata no pronto-socorro.A imagem sozinha não decide. O que conta é o quanto os sintomas batem com o exame e limitam a rotina.
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Sinais de alerta que pedem avaliação rápida

Análise completa
Fraqueza que piora em dias, escape de urina ou fezes e dormência entre as pernas são os sinais mais urgentes. Eles sugerem síndrome da cauda equina (aperto do feixe de nervos no fim da coluna), que exige atendimento no mesmo dia. As orientações do MedlinePlus sobre dor nas costas também listam esses sinais entre os que pedem socorro imediato.

Quando a dor vem acompanhada de outros sintomas

Dor nas costas com febre, calafrios ou perda de peso sem explicação levanta suspeita de infecção ou tumor na coluna. Dor que acorda à noite e não alivia com repouso entra na mesma lista. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.Uma dor forte e repentina depois de um tombo leve, ou até de um espirro, pode indicar fratura vertebral. Em ossos frágeis, a vértebra cede sem grande impacto e a postura curva de uma hora para outra. O tratamento da fratura vertebral pelo plano depende de radiografia precoce e avaliação do especialista.

Sinais nas mãos e no equilíbrio

Mãos que perdem a habilidade em poucas semanas, quedas repetidas e choque que desce pelos braços ao dobrar o pescoço merecem atenção. A velocidade da piora conta mais que a intensidade de cada sintoma. Esse ritmo ajuda a separar o caso estável daquele que precisa de decisão rápida.Reconhecer esses sinais cedo muda o rumo do tratamento. Na cirurgia de coluna depois dos 70 anos, o tempo entre o aviso e a avaliação pode influenciar quanta força volta. Anotar quando cada sintoma começou facilita a conversa com o especialista.
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Quando vale tentar o tratamento sem cirurgia primeiro

Análise completa
O tratamento conservador combina fisioterapia, analgésicos e, em casos escolhidos, infiltrações (injeções de remédio perto do nervo inflamado). Na pessoa idosa, o objetivo é reduzir a dor o bastante para caminhar, dormir e manter a força. As vantagens e limites da injeção estão em infiltração ou cirurgia na hérnia.

O que fisioterapia e remédios podem oferecer

A fisioterapia fortalece abdome e costas, melhora o equilíbrio e ensina posições que aliviam o nervo. Anti-inflamatórios entram por períodos curtos, com cautela redobrada para rins, estômago e pressão arterial. A mesma lógica de tentativa antes da operação aparece em hérnia L4-L5 e indicação cirúrgica.

Quando se considera que o tratamento não funcionou

O tratamento é considerado sem resultado quando, após semanas de esforço bem conduzido, a dor ainda impede caminhar ou dormir. Também pesam a força que diminui e infiltrações com alívio cada vez mais curto. Critérios parecidos guiam a decisão em quando operar a hérnia L5-S1.Medir o progresso ajuda a decidir com clareza. Anotar quantos quarteirões consegue andar e quantas noites dorme bem cria um registro objetivo. Esse diário vale mais que a lembrança da dor na hora da consulta.Uma melhora parcial, que devolve a rotina desejada, já conta como bom resultado. Nesse caso, a operação deixa de ser prioridade.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.
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Descompressão ou artrodese: o que muda para quem tem mais de 70 anos

Análise completa
A descompressão (liberação do nervo apertado) retira apenas o osso e o ligamento que estreitam o canal. Já a artrodese (fixação de vértebras com parafusos e hastes) soma a esse alívio a união definitiva de dois ou mais ossos. Na pessoa idosa, essa diferença pesa no tempo de anestesia, no sangramento e na velocidade para voltar a andar.

Quando liberar o nervo pode bastar

A laminectomia (retirada de parte do osso que cobre o canal) é a forma mais conhecida de descompressão. Ela tende a servir à estenose lombar sem instabilidade (movimento anormal entre as vértebras), mesmo quando atinge vários níveis. Uma análise sobre fusão em idosos discute quando a descompressão direta, sem parafusos, pode ser suficiente.

Quando os parafusos se tornam necessários

A artrodese entra quando a radiografia dinâmica (feita com o tronco dobrado para frente e para trás) mostra vértebras se movendo demais. Espondilolistese que avança, escoliose degenerativa (curvatura que surge com o desgaste) e deformidade que inclina o tronco também pesam. A forma como esses critérios aparecem no pedido ao convênio é explicada em cirurgia de estenose lombar pelo Bradesco.A autorização do plano cobre a internação hospitalar. O aluguel de equipamentos, como o robô, e os honorários médicos podem ser cobrados à parte.

O peso dos ossos frágeis na escolha

Na osteoporose, o parafuso pode se soltar do osso, e por isso a densitometria orienta o planejamento. Em ossos frágeis, a consolidação tende a ser mais lenta e a reabilitação segue um ritmo próprio. A conduta adequada depende da avaliação individual realizada pelo médico assistente, considerando histórico, exames e contexto clínico de cada paciente.
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Cirurgia minimamente invasiva é sempre a melhor opção para idosos?

Análise completa
As técnicas por cortes pequenos afastam menos músculo das vértebras. Em pessoas mais velhas, isso costuma significar menor sangramento, menos dor depois da operação e alta hospitalar mais cedo. Esse ganho, porém, só vale quando a técnica resolve a causa da compressão.

O que muda com cortes menores

Na endoscopia (cirurgia da coluna por um tubo fino com câmera), o cirurgião libera o nervo enxergando por vídeo. A microcirurgia (operação feita com microscópio) segue lógica parecida e também preserva os músculos das costas. Alguns casos dispensam a anestesia geral (que faz o paciente dormir), tema explicado em cirurgia de coluna com anestesia local.

Quando a técnica menos invasiva não serve

Instabilidade (vértebras que se movem demais), escoliose degenerativa acentuada e estreitamento em muitos níveis costumam exigir acesso mais amplo. A escolha da via segue critérios como os da diretriz clínica sobre estenose lombar, que compara as abordagens cirúrgicas. Forçar um corte pequeno nesses casos pode deixar o nervo parcialmente apertado e levar a nova operação.Uma cirurgia aberta bem planejada pode ser mais segura que uma via mínima que não alcança o problema. O tamanho do corte importa menos que liberar o nervo por completo.

O que perguntar antes de decidir

Vale perguntar qual técnica foi escolhida e por que ela atende ao seu caso. Também convém saber o que muda se o acesso precisar ser ampliado. Respostas claras ajudam a família a ajustar expectativas sobre internação e recuperação.
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Quais complicações são mais preocupantes depois dos 70

Análise completa
O organismo acima dos 70 anos tem menos reserva para enfrentar anestesia, sangramento e dias deitado. Problemas que um adulto jovem supera rápido podem ficar mais graves no idoso. Conhecer cada risco ajuda a família a perceber sinais cedo.

Confusão mental e problemas nos pulmões

O delirium costuma surgir nas primeiras noites, com agitação, sonolência ou fala desconexa. Ele tende a ser passageiro, mas aumenta o risco de quedas e prolonga a internação. Óculos, aparelho auditivo, relógio visível e a presença de familiares ajudam a manter a orientação.A pneumonia aparece com mais facilidade quando o paciente respira pouco fundo e passa muito tempo deitado. A atelectasia (fechamento de pequenas áreas do pulmão) costuma ser o primeiro passo. Sentar na poltrona, tossir com o corte apoiado e fazer exercícios respiratórios reduzem esse perigo.

Coágulos nas veias e infecção

A trombose venosa profunda (coágulo nas veias das pernas) pode se soltar e causar embolia pulmonar (entupimento de vaso do pulmão). Inchaço de uma perna só, dor na panturrilha ou falta de ar súbita pedem atendimento imediato.A infecção do sítio cirúrgico (infecção no local da operação) é mais comum em quem tem diabetes, desnutrição ou imunidade baixa. Vermelhidão crescente, secreção pelo corte e febre depois da alta merecem contato rápido com a equipe. Nos implantes, a bactéria pode se fixar ao metal e exigir tratamento mais longo.

Implantes e osso frágil

Na osteoporose, os parafusos podem afrouxar ou o osso vizinho pode sofrer fratura por compressão. Também existe a pseudoartrose (quando as vértebras não se unem como planejado), que mantém dor e pode pedir nova cirurgia. Na hérnia, o retorno dos sintomas tem outra causa, detalhada em quando a hérnia de disco volta.Esta orientação acompanha material de referência clínica, fonte consultada para esta seção.
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Fragilidade, osteoporose e outras condições que pesam mais que a idade

Análise completa
A fragilidade descreve o idoso que perdeu força, peso e disposição, e que se cansa com pouco esforço. Ela tende a prever complicações melhor do que o ano de nascimento. Caminhada lenta, dificuldade para levantar da cadeira e quedas recentes são pistas simples dessa condição.

Ossos frágeis e fixação dos parafusos

A osteoporose costuma ser silenciosa até a primeira fratura vertebral. A densitometria, pedida antes da cirurgia, mostra se o osso segurará bem os parafusos. Osso muito fraco pode pedir tratamento de reforço antes, mais pontos de fixação ou preferência por técnica sem implantes.

Músculos, nutrição e sangue

A sarcopenia (perda de massa e força muscular com a idade) atrasa os primeiros passos depois da operação. A desnutrição dificulta a cicatrização do corte e enfraquece a defesa contra infecções.A anemia (falta de glóbulos vermelhos no sangue) reduz a tolerância ao sangramento da cirurgia. Exames de sangue antes da internação mostram se ferro, vitaminas ou proteínas precisam de reforço.

Doenças crônicas e memória

O diabetes mal controlado aparece na hemoglobina glicada (exame que mostra a média do açúcar nos últimos meses). Doença renal e DPOC (doença pulmonar crônica, comum em fumantes) também elevam o risco anestésico. A insuficiência cardíaca (coração que bombeia sangue com pouca força) pesa na mesma balança.Esquecimento frequente ou demência prévia aumentam a chance de delirium depois da operação. Conhecer a memória e o humor antes da cirurgia ajuda a família a se preparar.

Quando essas condições mudam a decisão

Anemia, açúcar alto e perda de peso costumam ser corrigidos antes da internação. Outras condições pedem uma operação menor, ou mesmo adiar a cirurgia quando o risco supera o benefício. O mesmo raciocínio orienta quem tem hérnia de disco em vários níveis.
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Como se preparar para a cirurgia e reduzir os riscos

Análise completa
O preparo começa assim que a operação é marcada e envolve o cirurgião, o clínico, o anestesista e a fisioterapia. Cada etapa busca chegar ao centro cirúrgico com o corpo na melhor condição possível.

Ajuste de remédios antes da internação

Anticoagulantes, antiagregantes (remédios que evitam coágulos, como o AAS) e remédios para diabetes costumam ser suspensos ou trocados dias antes. O momento de cada pausa segue protocolos como as diretrizes de recuperação acelerada após fusão 2025 da coluna em idosos. Nunca interrompa um remédio por conta própria: a suspensão errada pode causar trombose ou sangramento.Fitoterápicos, como ginkgo e ômega-3 em cápsulas, também podem aumentar o sangramento. Leve à consulta pré-anestésica (conversa com o anestesista antes da operação) a lista completa, com nome e horário de cada um.

Fortalecer o corpo nas semanas anteriores

A pré-habilitação (exercícios e nutrição feitos antes da cirurgia) prepara músculos e pulmões para os primeiros passos. Caminhadas curtas diárias, exercícios de levantar da cadeira e treino de respiração costumam fazer parte do plano. Refeições com proteína em cada prato ajudam a cicatrização.Parar de fumar com antecedência melhora a cicatrização e a respiração. Tratar cáries e infecções urinárias antes também evita que bactérias cheguem ao local operado.

Casa e papelada prontas para a volta

A volta para casa fica mais segura com o ambiente ajustado antes da internação. Cadeira firme com braços, cama na altura dos joelhos e luz noturna no caminho do banheiro reduzem quedas.Reunir cedo laudos, exames e pedido médico evita atrasos na autorização do convênio. Um exemplo desse trâmite está em cirurgia de hérnia de disco pela Mediservice. Pergunte antes quais itens ficam fora da autorização, como honorários e aluguel de equipamentos.
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Atendimento no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco

Análise completa
A equipe multidisciplinar (grupo de profissionais de áreas diferentes trabalhando juntos) divide as decisões que envolvem a pessoa mais velha. O cirurgião de coluna conduz o plano, mas não decide sozinho. Cada especialista enxerga um pedaço do risco e ajuda a reduzi-lo.

Quem participa do cuidado

O geriatra (médico que cuida da saúde do idoso) revisa memória, quedas e a lista de remédios. O cardiologista avalia coração e pressão, enquanto o anestesista define a anestesia mais adequada ao organismo.O fisioterapeuta começa o treino de força e equilíbrio antes da internação e acompanha os primeiros passos depois. A nutricionista ajusta a alimentação para favorecer a cicatrização e preservar músculo.

Uma conversa só, com a família junto

As informações de cada profissional convergem para um plano único, explicado ao paciente e a quem cuida dele em casa. Familiares podem participar das consultas e tirar dúvidas sobre internação, alta e reabilitação. Esse alinhamento evita recados desencontrados e orientações que se contradizem.Depois da alta, os retornos seguem com a mesma equipe, que acompanha a força, a caminhada e a cicatriz.Para avaliar o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Pedro Henrique Correa, Ortopedista especialista em coluna. Ele atende em estrutura multidisciplinar no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, inclusive casos de cirurgia para mielopatia cervical.

O que dizem os pacientes

Dr. Pedro me diagnosticou e me explicou o porquê das minhas constantes dores e imobilidade no pescoço e braço. Fui super bem atendida pela secretária dele a Adriana, extremamente competente, educada e nos auxilia prontamente quando precisamos tirar dúvidas. Tempo de espera para ser atendido na clínica praticamente não tem. Você chega e em seguida já é atendido.
— Debora Moreira Souza (set/2025)
Profissional me explicou tudo de forma detalhada, me falou dos procedimentos que ele acredita serem bons e o motivo dele acreditar na eficácia, me explicou sobre alternativas de atividades físicas e fisioterapia, quais ele acredita serem as mais eficientes, o motivo dele acreditar nisso, citou evidências através de estudos, exatamente o que eu gosto de saber para tomar qlqr decisão. Excelente profissional.
— Filipe Goes (ago/2026)
Impecável em todo atendimento, tratamento.. Resolveu meu problema de hérnia de disco sem cirurgia.
— André Pontes (jul/2026)
Próximo passo

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Perguntas frequentes

Existe idade máxima para fazer cirurgia de coluna depois dos 70 anos?
Não existe idade máxima fixa. Pesam mais a saúde do coração, dos pulmões, a força dos ossos e o quanto a dor limita a rotina. Pessoas de 80 anos ou mais podem ser operadas quando os exames e o preparo indicam risco aceitável.
Quanto tempo dura a internação?
A duração varia conforme a técnica e a resposta do organismo. Na descompressão (liberação do nervo apertado) por cortes pequenos, a alta costuma sair em poucos dias. Na artrodese (fixação de vértebras com parafusos e hastes), a permanência tende a ser maior e depende da dor e da caminhada.
A anestesia geral é perigosa para quem tem mais de 70 anos?
O risco existe, mas é avaliado antes, na consulta pré-anestésica (conversa com o anestesista antes da operação). Coração, pulmões, memória e remédios em uso orientam a escolha da anestesia e os cuidados durante o procedimento. Em alguns casos, sedação com anestesia local pode ser uma opção, conforme o problema a tratar.
A cirurgia pode piorar a memória?
Algumas pessoas apresentam delirium (confusão mental súbita) nas primeiras noites, em geral passageiro. Quem já tem esquecimento frequente corre mais risco. Presença da família, óculos, aparelho auditivo e sono preservado ajudam o cérebro a se reorientar mais rápido.
Em quanto tempo o idoso volta a andar?
Os primeiros passos costumam acontecer ainda no hospital, com apoio da fisioterapia (tratamento com exercícios orientados). A distância aumenta aos poucos nas semanas seguintes, com andador ou bengala se necessário. O ritmo depende da força prévia, da técnica usada e da qualidade dos ossos.
Quando posso voltar a dirigir?
Voltar a dirigir exige reflexos rápidos, girar o tronco sem dor e não usar analgésicos que dão sono. A liberação é individual e acontece nos retornos, depois que o especialista avalia força e equilíbrio. Até lá, combine caronas para consultas e fisioterapia.
O plano de saúde cobre a cirurgia?
A autorização do plano cobre a internação hospitalar. O aluguel de equipamentos, como laser ou robô, e os honorários médicos podem ser cobrados à parte. Antes de marcar, peça por escrito o que entra e o que fica fora da autorização.
Preciso de alguém em casa depois da alta?
Sim, sobretudo nas primeiras semanas. Um familiar ou cuidador ajuda no banho, nas refeições, nos remédios e nas idas ao banheiro durante a noite. Essa presença reduz o risco de quedas e permite notar cedo febre, inchaço na perna ou confusão.
Vale buscar uma segunda opinião?
Vale, especialmente quando a proposta envolve parafusos em vários níveis ou quando as opções não ficaram claras. Leve a ressonância magnética (exame de imagem detalhado), radiografias, laudos e a lista de remédios. Uma segunda avaliação ajuda a família a decidir com mais tranquilidade.
A dor some completamente depois da operação?
Nem sempre. A dor nas pernas causada pelo nervo apertado costuma melhorar mais que a dor nas costas ligada ao desgaste. Formigamento antigo pode persistir, e o objetivo realista é caminhar mais e retomar atividades que a dor tinha tirado.