Infectologista para PrEP em SP | Instituto Medicina em Foco
O caminho da autorização da PrEP no plano de saúde, do pedido médico ao recurso contra a negativa.
“Vejo muitas negativas do convênio para a profilaxia nascerem de um detalhe no pedido, como o motivo clínico ausente. Por isso, reviso a solicitação antes do envio e confiro se os testes para HIV estão anexados.”— Dr. Celso Mendanha
Ver currículo do profissional
- UNIFESP/EPM – Residência em Infectologia
- Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
- Mestrado em andamento na UNIFESP (Imunologia aplicada às Infecções)
- Professor voluntário do Ambulatório de Imunologia da UNIFESP.
- Título de Especialista em Infectologia pela SBI (RQE 101779)
- Fellowship em Imunologia Clínica (UNIFESP)
- Mestrando em Imunologia aplicada às infecções (UNIFESP)
- Especialização em ISTs e Saúde LGBTQIA+
- Capacitação em Medicina do Viajante.
- Membro Titular da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)
- Membro da Sociedade Brasileira de Imunologia
- Membro-Fundador do NAISBDST
- Vinculado à Disciplina de Alergia
- Imunologia Clínica e Reumatologia da UNIFESP.
- Instituto Medicina em Foco (SP); Hospital São Paulo (HSP-UNIFESP); Hospital do Rim (Hrim); ICESP; Rede D'Or São Luíz; Prevent Senior; NuDII; Ambulatório de Imunologia Clínica da UNIFESP.
- Infectologia
No consultório, a pergunta que mais escuto depois da indicação da PrEP é sobre o plano de saúde. Quero que você saiba o que ele cobre e como agir diante de uma recusa.— Dr. Celso Mendanha
Passo a passo
- 1Consulta inicial
Na consulta com infectologista, a história de exposição e os dados da carteirinha do plano são revisados antes de qualquer pedido.
- 2Guia de exames
A guia médica sai com testes para HIV, sífilis e hepatites B e C, cada um com seu código TUSS.
- 3Análise do plano
A operadora analisa a solicitação e pode liberar, pedir complemento ou negar, com o motivo por escrito quando você solicitar.
- 4Retirada no SUS
Com prescrição e resultados em mãos, os comprimidos da PrEP são retirados em um serviço habilitado do SUS.
- 5Reavaliação periódica
Nos retornos, novos testes para HIV e outras ISTs passam outra vez pelo trâmite de guia e autorização do convênio.
Infectologista para PrEP: quando procurar esse especialista
A PrEP pode ser prescrita por médicos de diferentes áreas e por serviços habilitados do SUS, como centros de testagem. A Consulta com Infectologista ganha peso quando o caso pede olhar especializado sobre HIV e outras ISTs.
Situações em que o especialista faz diferença
Alguns quadros levam ao infectologista: hepatite B, sífilis repetida ou creatinina (exame de sangue que mede o trabalho dos rins) alterada. Quem recorreu várias vezes à PEP (profilaxia pós-exposição, tomada depois de um risco) também costuma ser acompanhado por esse especialista. A formação e a área de atuação do médico aparecem nesta leitura complementar sobre infectologia.
Sem esses quadros, a unidade básica de saúde costuma conduzir o início da PrEP pelo protocolo público, com o mesmo acompanhamento.
O peso do especialista no convênio
Temos observado que guias assinadas pelo infectologista, com indicação clínica e código TUSS corretos, costumam receber menos pedidos de complemento. O mesmo médico reúne os testes para HIV e de outras ISTs numa só solicitação, o que simplifica os retornos.
Quem tem indicação de PrEP segundo o protocolo brasileiro
O PCDT (protocolo clínico do Ministério da Saúde) indica a PrEP a partir dos 15 anos, com peso mínimo de 35 kg. A pessoa precisa ter vida sexual ativa e um contexto de risco aumentado para o HIV. As orientações da Sociedade Brasileira de Infectologia seguem a mesma avaliação individual, apoiada nos testes para HIV.
Situações que o protocolo considera
O protocolo considera de risco maior sexo anal ou vaginal sem preservativo repetido, uso frequente da PEP e ISTs recentes. Pesam o trabalho sexual e a parceria com pessoa que vive com HIV e carga viral (quantidade de vírus no sangue) detectável. Os passos da avaliação aparecem neste guia sobre como funciona a consulta de PrEP.
Populações prioritárias e avaliação individual
O PCDT cita populações prioritárias: gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e profissionais do sexo. Pertencer a um desses grupos não basta, e estar fora deles não exclui a indicação. O infectologista para PrEP registra no prontuário qual critério do PCDT se aplica, informação que também sustenta a guia enviada ao plano.
Como é a primeira consulta de PrEP
Na consulta com infectologista, o médico pergunta sobre parcerias, uso de preservativo, episódios de PEP e ISTs anteriores. Também quer saber de doenças nos rins, hepatite B e remédios em uso. As respostas entram no prontuário e sustentam a indicação clínica escrita na guia do plano.
Exames pedidos no mesmo dia
Os testes para HIV precisam dar resultado negativo antes do início, porque a PrEP não trata uma infecção já instalada. O teste rápido (exame feito com uma gota de sangue do dedo) costuma sair durante a própria consulta. A mesma exigência aparece nas orientações da Cleveland Clinic sobre PrEP.
Sigilo e consentimento
O que você conta na consulta fica protegido pelo sigilo médico, previsto no Código de Ética Médica. O plano recebe a guia com código TUSS e indicação clínica resumida, não o relato completo da consulta. Cada exame é feito com o seu consentimento, e você pode deixar uma pergunta sem resposta.
Leve à consulta a carteirinha do plano, um documento com foto e exames recentes, se houver. O infectologista para PrEP usa esses dados para montar a guia numa só vez. Há mais detalhes em como se preparar para a consulta.
Exames antes de começar e durante o acompanhamento
A lista inicial reúne testes para HIV, sífilis, hepatites B e C e creatinina. Conforme as práticas sexuais relatadas, entram também pesquisas de gonorreia e clamídia na urina ou em swab (haste com algodão para coleta).
O que cada exame mostra
A creatinina mostra como os rins lidam com o tenofovir (um dos remédios do comprimido). Uma exposição muito recente pode escapar ao teste por causa da janela imunológica (período em que o vírus ainda não é detectado). O texto sobre a janela imunológica do HIV mostra quando o exame precisa ser repetido.
Frequência dos retornos
Nos retornos, os testes para HIV são refeitos a cada visita. Sífilis, hepatites e creatinina seguem o intervalo que o PCDT define para cada perfil. Feridas ou corrimento entre as visitas antecipam a consulta, como mostra o texto sobre herpes genital e avaliação com infectologista.
Exames repetidos e a autorização do plano
Cada retorno gera uma guia nova, que a operadora volta a analisar pelo código TUSS de cada exame. A ANS fixa prazos máximos para o plano responder a esses pedidos. Pedido e recurso seguem o mesmo trâmite descrito neste guia de autorização pelo convênio.
Na guia, o infectologista para PrEP escreve o motivo clínico de cada exame repetido.
Para escrever esta parte consultamos PrEP Profilaxia Pré Exposição.
PrEP diária ou sob demanda: como o médico decide o esquema
A PrEP diária mantém o remédio no sangue de forma contínua, sem depender da agenda sexual. Na PrEP sob demanda (doses tomadas só em torno da relação sexual), os comprimidos se concentram antes e depois da exposição. Os dois esquemas usam a mesma combinação de tenofovir e entricitabina (segundo antiviral do comprimido).
Para quem serve cada esquema
O PCDT reserva a PrEP sob demanda a quem tem exposição por sexo anal e relações que podem ser planejadas. A PrEP diária é o caminho para exposição vaginal, pessoas trans em uso de hormônios e quem tem hepatite B. Quando a parceria vive com HIV, pesa também o resultado da carga viral, assunto do texto sobre carga viral detectável no acompanhamento.
O esquema na guia do convênio
O infectologista para PrEP registra o esquema escolhido na prescrição levada ao serviço do SUS que entrega os comprimidos. A troca de esquema costuma manter os mesmos exames pedidos ao plano e os códigos TUSS da guia. Prazos de resposta e pedidos de complemento seguem a lógica descrita em autorização e prazo pela Mediservice.
Efeitos colaterais e situações que exigem cuidado extra
Nas primeiras semanas, a PrEP pode causar náusea, gases, diarreia leve ou dor de cabeça, queixas que costumam passar sozinhas. Uma pequena perda de densidade óssea (quantidade de mineral nos ossos) pode ocorrer e tende a se reverter ao suspender o uso. A creatinina repetida nos retornos acompanha o efeito do tenofovir sobre os rins.
Situações que mudam a conduta
Com hepatite B, a interrupção da PrEP pede cuidado, porque o tenofovir também controla esse vírus. A suspensão sem orientação pode reativar a inflamação do fígado, tema do texto sobre acompanhamento da hepatite B com infectologista. Creatinina alterada leva a novos exames e pode motivar a suspensão, decisão que cabe ao infectologista para PrEP.
Gravidez e amamentação não impedem a PrEP, e o acompanhamento passa a incluir o pré-natal. Outros remédios em uso, como o tratamento da tuberculose latente (infecção dormente, sem sintomas), são checados quanto à interação entre eles.
Mudança de conduta e o plano de saúde
Quando a conduta muda, a guia sai com novos exames e outra indicação clínica, que a operadora analisa outra vez. Esse trâmite se parece com o descrito em autorização e prazo pelo Omint.
PrEP, PEP e preservativo: o que cada um protege
A PrEP é tomada antes do risco e não alcança uma exposição que já aconteceu. A PEP começa depois do risco, em até 72 horas, conforme o protocolo do Ministério da Saúde. Com doses esquecidas e sexo sem preservativo, a avaliação para PEP acontece logo, sem esperar o retorno marcado.
O que o preservativo cobre
A PrEP age só contra o HIV e não impede sífilis, gonorreia, clamídia nem hepatites. O preservativo reduz a transmissão dessas ISTs e do HIV ao mesmo tempo. A combinação dos métodos recebe o nome de prevenção combinada (uso conjunto de várias estratégias de proteção).
Os testes para HIV e outras ISTs de cada retorno detectam infecções sem sintomas, que o preservativo esquecido pode ter deixado passar. O tratamento precoce da sífilis ou da clamídia também corta a transmissão para as parcerias.
PEP e PrEP no convênio
A PEP costuma ser feita em serviço de urgência ou do SUS, e os exames de seguimento passam pela guia do plano. Depois de uma PEP, o infectologista para PrEP pode propor a passagem direta para a profilaxia contínua. Pedidos de complemento e prazos seguem a lógica de autorização e prazo pelo Allianz.
PrEP pelo SUS ou no consultório particular em São Paulo
A rede pública de São Paulo distribui os comprimidos da PrEP sem custo em serviços habilitados. Entre eles estão centros de testagem e algumas unidades básicas de saúde. No SUS, consulta, testes para HIV e retornos também são gratuitos.
Quando o acompanhamento particular faz sentido
O acompanhamento particular atende quem prefere horários flexíveis e o mesmo médico em todos os retornos. Também serve a quem já trata hepatite B ou outras ISTs com o especialista. Pelo convênio, a Consulta com Infectologista e os exames seguem guia e autorização do plano.
Mesmo com o plano, os comprimidos continuam sendo retirados no SUS, com a prescrição do médico particular. A operadora não fornece o remédio, e os honorários de consultas fora da rede podem ser cobrados à parte.
Telemedicina nos retornos
A telemedicina (consulta por vídeo, com receita digital) pode servir aos retornos de quem já começou a PrEP com exames em dia. A coleta dos testes para HIV segue presencial, em laboratório ou serviço de saúde. O infectologista para PrEP confere esses resultados antes de renovar a receita.
Consultas por vídeo e exames de retorno passam pela mesma análise da operadora, com os prazos máximos fixados pela ANS. Um exemplo desse trâmite aparece em autorização e prazo pelo Amil.
Como verificar credenciais e experiência do médico
O registro de todo médico aparece no site do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o Cremesp. A busca pelo nome mostra o CRM (inscrição que autoriza o exercício da medicina) e a situação do cadastro. O mesmo cadastro informa se há RQE (Registro de Qualificação de Especialista, que comprova o título em infectologia).
Sinais de experiência com PrEP e ISTs
A experiência com PrEP aparece em detalhes da Consulta com Infectologista. O médico pergunta sobre práticas sexuais sem julgamento, pede testes para HIV e outras ISTs e explica o calendário de retornos. Também sabe orientar a retirada dos comprimidos no SUS.
Na conversa, você pode perguntar quantas pessoas em PrEP o médico acompanha e como conduz sífilis, gonorreia e clamídia. Um infectologista para PrEP com prática em saúde sexual responde sem rodeios e explica como a guia vai ao plano. Avaliações em sites de agendamento ajudam pouco nesse ponto, porque não confirmam experiência específica.
Quando a exposição já aconteceu
A escolha do especialista pode esperar, mas uma exposição sem proteção nas últimas horas não. Nesse caso, a urgência vem antes da checagem, como mostra o texto sobre qual médico procurar após exposição ao HIV. A pesquisa no Cremesp fica para a fase de acompanhamento.
Atendimento no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco
A Consulta com Infectologista acontece numa estrutura multidisciplinar, com outros especialistas e equipe administrativa que acompanha as guias do convênio. O pedido de testes para HIV e outras ISTs sai da consulta com indicação clínica e código TUSS. A equipe confere se a guia está completa antes do envio à operadora.
Apoio quando o plano recusa
Diante de uma negativa, a equipe ajuda a ler o motivo informado pela operadora e a separar o que falta no pedido. O relatório médico complementar é escrito pelo mesmo infectologista para PrEP que acompanha o caso. Se a recusa persistir após a ouvidoria, a reclamação na ANS segue com essa documentação reunida.
Agende sua avaliação com o Dr. Celso Mendanha, de Infectologia (CRM-SP 189080, RQE 101779), no Instituto Medicina em Foco. O atendimento segue no corpo clínico multidisciplinar, com a mesma equipe nos retornos e nas guias. Se um teste para HIV der positivo, veja qual médico procurar após o resultado.
O que dizem os pacientes
O melhor profissional em que passei, pensa em um profissional extremamente capacitado, que escuta cada detalhe da consulta e foi totalmente resolutivo. Muito obrigado pelo seu atendimento, você é excelente e recomendarei sempre que possivel, continue assim.— Lucas (mai/2023)
Procurei o atendimento de um profissional diferenciado e consegui achar com o Dr. Celso! Profissional extremamente capacitado e humano! Indico prontamente os seus cuidados.— Josni (mai/2023)
Informação e indicação de tratamento eficaz. Excelente ambiente.— Paciente (mai/2023)
Agende sua avaliação com Dr. Celso Mendanha
Consulta com Dr. Celso Mendanha, Infectologia, no corpo clínico do Instituto Medicina em Foco, em São Paulo.
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Perguntas frequentes
Preciso de encaminhamento para consultar um infectologista pelo plano?
Depende do contrato. Planos com coparticipação (pagamento de parte de cada uso) ou médico de referência podem exigir encaminhamento antes da Consulta com Infectologista. Nos demais, o agendamento é direto na rede credenciada (médicos e clínicas conveniados), com carteirinha e documento com foto.
Qual médico pode prescrever a PrEP?
Médicos de diferentes áreas podem prescrever a PrEP, e os serviços habilitados do SUS também fazem o atendimento. Pelo convênio, procurar um infectologista para PrEP ajuda quando há outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), hepatite B ou alteração nos rins. A receita de qualquer um deles serve para retirar os comprimidos na rede pública.
O plano pode exigir carência para consulta e exames?
Pode, se o contrato for recente. A carência (tempo de espera após a contratação) segue o contrato, dentro dos limites da Lei dos Planos de Saúde. Confira na central da operadora antes de agendar os testes para HIV, para evitar recusa por esse motivo.
Quanto tempo o plano tem para responder ao pedido?
A ANS (agência que regula os planos de saúde) fixa prazos máximos de atendimento, diferentes para consulta com especialista e para exames. A contagem parte do pedido feito à operadora. Guia incompleta costuma gerar pedido de complemento e atrasar a resposta, por isso vale enviar todos os documentos juntos.
O que fazer se o plano pedir junta médica?
A junta médica (avaliação por um terceiro médico quando o plano discorda do pedido) segue regras da ANS para divergências técnicas. A operadora precisa informar você e o médico assistente, com os motivos da divergência. Leve laudos e testes recentes, e peça ao infectologista um relatório que explique a indicação.
O plano reembolsa consulta com médico fora da rede?
Depende do contrato. Planos com livre escolha (uso de médico fora da rede) reembolsam pela tabela do contrato, que pode ficar abaixo do valor cobrado. Para pedir o reembolso, guarde recibo ou nota fiscal com CRM do médico, além do pedido de exames.
Posso fazer os exames em outro laboratório?
Pode, desde que o laboratório seja credenciado pelo plano para aqueles exames. A guia autorizada traz o código e a validade da liberação, e a central da operadora confirma a rede. Leve a guia impressa ou digital no dia da coleta.
O plano pode limitar a repetição dos testes para HIV?
Alguns exames do rol da ANS (lista de coberturas obrigatórias) seguem regras próprias sobre quando a cobertura vale. Se a operadora recusar a repetição, peça a justificativa por escrito. Com ela, o médico pode complementar a indicação clínica e reenviar o pedido.
Posso reclamar na ANS sem passar pela operadora?
A ANS costuma pedir o protocolo do atendimento feito antes no SAC (central de atendimento) ou na ouvidoria do plano. Por isso, registre primeiro a queixa na operadora e anote o protocolo. Com ele, a reclamação abre uma Notificação de Intermediação Preliminar (mediação da ANS junto ao plano), pelo site ou telefone da agência.