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Tenho nódulos na tireoide e agora doutor?

Fique atento aos sintomas compressivos e entenda que nem sempre os achados representam câncer neste texto

O diagnóstico de nódulos na tireoide nem sempre significa que o paciente será submetido a um tratamento cirúrgico ou que ele representa um risco alto de câncer. Às vezes, é necessário realizar somente um acompanhamento médico da evolução do caso.

Durante o podcast da MEF, Entrevista com Ultra-Especialista, o Dr. Pedro Moraes, Intervencionista em Tireoide, conversou com o Dr. Rodrigo Barbosa sobre como funciona essa jornada. 

Neste texto, vamos explicar o que são, como surgem e como esses achados tireoidianos devem ser tratados com o auxílio de um especialista em Tireoide. Compreender isso antes de marcar uma consulta é o melhor caminho após descobrir alterações na sua glândula em um exame.

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O que são os nódulos na tireoide?

Os nódulos na tireoide são alterações localizadas que surgem dentro da glândula. Eles podem formar, à depender do tipo, pequenas áreas sólidas, císticas ou mistas. 

Esses achados são muito comuns na população e, na maioria das vezes, têm comportamento benigno. Muitos pacientes descobrem esses nódulos incidentalmente durante exames de rotina, como o ultrassom do pescoço.

Causas mais comuns para o crescimento anormal da tireoide

As causas para o surgimento de nódulos na tireoide são variadas e, na maior parte dos casos, não estão relacionadas ao câncer. Entre as mais comuns estão:

  • Absorção de radiação excessiva.
  • Deficiência de iodo.
  • Inflamações da glândula (como a tireoidite, que pode ser autoimune ou desencadeada por uma infecção viral).
  • Crescimento excessivo de algumas células, formando o chamado bócio. 

Ter nódulos na tireoide é sempre preocupante?

Na maior parte dos casos, não. A presença de nódulos na tireoide não significa automaticamente câncer. 

A partir dos 60 anos, a incidência deles vai aumentando muito. Porém, o câncer mesmo, de forma estatística, ocorre em menos de 5% dos casos. Estima-se que a maioria dessas alterações seja benigna e possa ser acompanhada de forma segura ao longo do tempo. 

Nesse caso, o papel da avaliação médica é justamente identificar quais nódulos precisam apenas de observação e quais merecem investigação ou tratamento. Saber quando esses achados são preocupantes numa consulta com o especialista é o ideal.

Sintomas compressivos: quando se preocupar com nódulos na tireoide?

Muitos nódulos não causam qualquer sintoma. No entanto, quando aumentam de tamanho, podem provocar sensação de pressão no pescoço, dificuldade para engolir, rouquidão, desconforto estético ou percepção de um caroço na região anterior do pescoço. 

Além disso, em alguns casos, determinados nódulos na tireoide podem produzir hormônios em excesso e causar sintomas de hipertiroidismo, como palpitações, perda de peso e ansiedade. 

Como os nódulos na tireoide são diagnosticados?

O principal exame para avaliação inicial é o ultrassom da tireoide. Pois ele permite identificar o tamanho, a composição, as margens, a presença de calcificações e outros sinais que ajudam a estimar o risco de malignidade. 

Quando o nódulo apresenta características suspeitas ou atinge determinado tamanho, pode ser indicada a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF), um procedimento realizado com auxílio do ultrassom para coletar células do nódulo. 

Classificação do sistema Bethesda

Esse material é analisado em laboratório e classificado pelo sistema Bethesda, que orienta a conduta e define se o nódulo pode ser apenas acompanhado ou se necessita de tratamento adicional. 

Vale salientar que este sistema é uma padronização internacional utilizada para classificar os resultados da PAAF da tireoide. Ele organiza os achados em seis categorias, cada uma com um risco estimado de malignidade e uma conduta recomendada. Confira o que cada um representa:

I — Amostra não diagnóstica ou insatisfatória: o material coletado não foi suficiente para uma análise conclusiva. Nessa situação, geralmente é recomendada uma nova punção.

II — Benigno: indica alterações benignas, como nódulo coloide ou tireoidite. O risco de câncer é muito baixo e o acompanhamento clínico costuma ser suficiente.

III — Atipia de significado indeterminado (AUS/FLUS): há alterações celulares discretas que não permitem definir com segurança se trata-se de um nódulo benigno na tireoide ou maligno. Pode ser indicada nova punção, testes moleculares ou acompanhamento individualizado.

IV — Neoplasia folicular ou suspeita de neoplasia folicular: sugere um crescimento celular que pode corresponder a lesão benigna ou maligna. Em muitos casos, considera-se cirurgia para esclarecimento diagnóstico.

V — Suspeito para malignidade: apresenta achados fortemente sugestivos de câncer, com alta probabilidade de malignidade. O tratamento cirúrgico costuma ser discutido.

VI — Maligno: mostra características citológicas compatíveis com câncer de tireoide, especialmente carcinoma papilífero, permitindo o planejamento do tratamento mais adequado.

Como é feito o acompanhamento dos nódulos na tireoide?

O acompanhamento depende do tamanho do nódulo, das características observadas no ultrassom e do resultado da punção, quando ela é indicada. 

Em muitos casos, especialmente quando o nódulo é benigno e não causa sintomas, o controle pode ser feito apenas com consultas periódicas associadas a novos exames de ultrassom para avaliar se houve crescimento ou mudança no aspecto da lesão.

A frequência desse acompanhamento é individualizada. Alguns pacientes precisam apenas de avaliações anuais, enquanto outros podem necessitar de controles mais próximos, principalmente quando existem dúvidas diagnósticas ou histórico familiar de câncer de tireoide.

Quais são as opções de tratamento?

O tratamento varia conforme o tipo do nódulo, os sintomas e o risco de malignidade. Muitos pacientes precisam apenas de acompanhamento clínico e ultrassonográfico, especialmente quando os nódulos são benignos e pequenos.

Nos casos em que há crescimento progressivo, sinais de compressão, alteração estética ou suspeita de câncer, algumas opções podem ser indicadas, como:

A definição da melhor conduta deve sempre considerar as características individuais de cada paciente e os achados dos exames. Por isso, conversar com um especialista e tirar suas dúvidas é o melhor caminho.

Olá, vim do site e gostaria de mais informações sobre consulta com o Dr. Pedro Moraes sobre Radioablação da Tireoide

Conte com a MEF para o diagnóstico e tratamento dos nódulos na tireoide

Receber o diagnóstico de nódulos na tireoide pode gerar dúvidas e preocupação, mas nem sempre isso significa algo grave. 

O mais importante é contar com uma equipe experiente, capaz de avaliar cada caso com critério e indicar a conduta mais adequada, seja apenas acompanhamento, Ablação por Radiofrequência ou cirurgia.

No Instituto Medicina em Foco, você encontra estrutura completa para investigação e tratamento dos nódulos da tireoide, com atendimento individualizado e acesso às técnicas mais modernas da medicina.

Conheça um pouco mais o Dr. Pedro Moraes

O Dr. Pedro Moraes (CRM-SP 151361 | CRM-MT 14697 | RQE 104983) é médico Radiologista com formação no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e doutorado em doenças da tireoide pela mesma instituição. 

Possui treinamento internacional na Coreia do Sul e é uma das principais referências no Brasil em Ablação por Radiofrequência para nódulos na tireoide benignos e determinadas lesões da tireoide.

Sua atuação combina sólida formação acadêmica, experiência técnica e uma abordagem cuidadosa, sempre voltada para oferecer tratamentos menos invasivos e decisões baseadas em evidências científicas.

Conheça o apresentado do podcast: Dr. Rodrigo Barbosa

O Dr. Rodrigo Barbosa (CRM-SP 167670 I RQE 78610) é Cirurgião do Aparelho Digestivo, com formação nas principais instituições médicas de São Paulo, incluindo a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a Faculdade de Medicina do ABC e o Hospital Sírio-Libanês. 

Também possui vínculo acadêmico com a Harvard Medical School, onde realizou formação em pesquisa clínica. Assim, seu trabalho combina sólida formação acadêmica, experiência em casos complexos e foco em técnicas minimamente invasivas.

Agende a sua consulta

Se você recebeu o diagnóstico de nódulos na tireoide, apresenta sintomas compressivos ou deseja uma segunda opinião sobre a necessidade de cirurgia, uma avaliação criteriosa pode trazer mais clareza e segurança para a sua decisão. 

Saber a importância de um acompanhamento adequado permite entender exatamente quais são as melhores opções para o seu caso.

As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​

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Conteúdo atualizado em 01 de junho de 2026.

FAQ – Dúvidas frequentes sobre Tenho nódulos na tireoide e agora doutor?

1. Nódulos na tireoide são sempre sinal de câncer?

A grande maioria dos nódulos na tireoide é benigna. Ter um nódulo não significa, automaticamente, que a pessoa tenha câncer. 

2. Quando um nódulo benigno na tireoide precisa apenas de acompanhamento?

Quando o nódulo benigno é pequeno e não apresenta crescimento, o mais comum é realizar apenas exames periódicos de acompanhamento. 

3. Quais sintomas compressivos podem indicar que o nódulo cresceu?

Dificuldade para engolir, sensação de pressão no pescoço, rouquidão ou desconforto ao respirar podem indicar que o nódulo aumentou. 

4. Quando a Punção Aspirativa por Agulha Fina é indicada no exame da tireoide?

A punção costuma ser indicada quando o ultrassom mostra características que merecem uma investigação mais detalhada. 

5. O que a classificação Bethesda mostra depois da punção?

A classificação Bethesda ajuda a estimar o risco de câncer e orienta os próximos passos do tratamento.

6. Como o ultrassom ajuda a diferenciar alterações benignas e suspeitas?

O ultrassom analisa características como tamanho, formato e vascularização, ajudando a identificar sinais de benignidade ou suspeita. 

7. A Ablação por Radiofrequência pode evitar cirurgia em quais casos?

Ao tratar nódulos benignos que causam compressão cervical, desconforto estético ou crescimento acelerado, além de nódulos hiperfuncionantes associados ao hipertiroidismo. Também é indicada para nódulos malignos selecionados de até 1 cm e bem delimitados, casos de recidiva tumoral pós-tratamento e como alternativa segura para pacientes com contraindicação anestésica ou inaptos para a cirurgia convencional.

8. Quando um nódulo tireoidiano precisa ser tratado com cirurgia?

A cirurgia pode ser recomendada quando há suspeita de câncer ou quando o nódulo provoca sintomas importantes. 

9. Qual a relação entre hipertiroidismo e nódulo hiperfuncionante?

Alguns nódulos na tireoide produzem hormônios em excesso, o que pode levar ao desenvolvimento de hipertiroidismo. 

10. Como o acompanhamento especializado define a melhor conduta para cada paciente?

A decisão leva em conta os sintomas, os exames e as características do nódulo para definir a conduta mais adequada.

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